Debate dos candidatos ao Governo de MT tem ataques, choro, propostas e embates sobre saúde, RGA e corrupção; confira o resumo completo
Primeiro confronto com os seis postulantes ao Palácio Paiaguás teve embates sobre saúde, segurança, RGA, incentivos fiscais, corrupção, violência contra a mulher e passado político
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O primeiro debate entre os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso foi marcado por propostas, cobranças e ataques entre os postulantes ao Palácio Paiaguás. Promovido pela TV Vila Real nesta terça-feira (1º), o encontro reuniu Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos), Natasha Slhessarenko (PSD), Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e Mauricio Coelho (Mobiliza), que estiveram frente a frente pela primeira vez na campanha. O confronto ocorreu dias depois de Pivetta, Wellington e Natasha participarem de debate promovido pelo Portal Primeira Página. Confira abaixo os principais pontos do debate:
1. Facções e segurança pública
Logo no primeiro bloco, a segurança pública entrou no centro das discussões. Natasha defendeu a integração das forças estaduais com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além de câmeras de reconhecimento facial, aumento do efetivo, construção de presídios e ações para atingir financeiramente as organizações criminosas.
Laudicério afirmou que o enfrentamento às facções não depende apenas de mais viaturas. “Facção não resolve só com viatura. Tem que valorizar o policial, tem que ter um serviço de inteligência bem cuidado, saúde mental dos policiais”, disse. Milas, por sua vez, propôs a criação de um presídio de segurança máxima chamado “Inferno Pantaneiro” e de uma delegacia voltada à inteligência e segurança dos policiais penais.
2. Violência contra a mulher vira tema recorrente
A violência contra a mulher apareceu em diferentes momentos do debate. Natasha defendeu a criação de uma “ficha suja Maria da Penha” para impedir que homens condenados por agressão ocupem cargos públicos, além de ampliar delegacias especializadas, policiamento e casas de acolhimento.
Ao ser questionado por Laudicério sobre a proteção das vítimas após o registro de uma ocorrência, Pivetta citou 87 Patrulhas Maria da Penha, Botão do Pânico, delegacias especializadas e programas habitacionais. Segundo ele, 6 mil casas serão destinadas a mulheres vulneráveis e vítimas de violência.
Milas apresentou o protocolo “Mulher Viva”, com atendimento integrado desde o primeiro contato da vítima com a polícia. Já Mauricio afirmou que pretende assumir diretamente a responsabilidade pelos índices de criminalidade. “Não vai acontecer feminicídio sem que o governador se responsabilize, se eu for eleito”, declarou.
3. Educação e disputa por autoria de investimentos
Pivetta questionou Wellington sobre a continuidade dos avanços na educação. O senador afirmou que participou da articulação que possibilitou um empréstimo de US$ 100 milhões para o Estado, mas criticou a aplicação de recursos em áreas como livros didáticos e merenda escolar.
Pivetta rebateu destacando que Mato Grosso teria avançado da 22ª para a 6ª posição na educação e citou a construção e reforma de salas de aula. Wellington, contudo, insistiu na existência de investigações sobre possíveis irregularidades nos contratos.
4. Industrialização e desenvolvimento econômico
Na discussão sobre economia, Pivetta destacou o crescimento de Mato Grosso e questionou Natasha sobre medidas para ampliar a industrialização. A candidata defendeu incentivos para transformar matérias-primas produzidas no Estado.
“Nós somos o maior produtor de couros e não temos uma indústria que trabalha esse couro. Nós temos uma mineração extraordinária com diamantes, com ouro e não temos uma indústria de transformação desses minerais”, afirmou.
Natasha também defendeu que o crescimento econômico seja acompanhado de inclusão social. “Nós precisamos que o desenvolvimento chegue para todos”, disse.
5. Servidores e superendividamento
O endividamento dos servidores públicos foi outro assunto de destaque. Pivetta reconheceu a existência do problema e afirmou que medidas já foram adotadas para limitar os empréstimos consignados a 35% da renda. Segundo ele, quase R$ 100 milhões foram depositados judicialmente para tentar recuperar valores cobrados em juros considerados abusivos.
O candidato também afirmou que o Estado teve participação no cenário de superendividamento, embora os empréstimos tenham sido contratados pelos próprios servidores. “O que teve de abusivo nós vamos corrigir”, declarou.
Em outro confronto, Wellington prometeu pagar o RGA em dia e quitar valores atrasados. “Para mim, respeitar funcionário público, servidor público não é gasto, é investimento”, afirmou.
6. RGA provoca divergência entre Milas e Laudicério
A Revisão Geral Anual também gerou confronto. Laudicério cobrou de Milas uma solução para as perdas salariais acumuladas pelos servidores. Inicialmente, Milas criticou o pagamento retroativo relacionado ao período da pandemia, mas depois afirmou que os valores anteriores e posteriores ao período devem ser recompostos.
“A resposta da pergunta é sim. O que não foi depois da pandemia tem que ser pago, tem que ser recomposto”, disse.
Na reta final do debate, Mauricio voltou ao assunto e tentou convencer Milas a rever sua posição. “Eu vou tentar te convencer a pagar a RGA atrasada”, afirmou. Milas manteve a posição e disse que os recursos também precisam ser destinados a áreas como infraestrutura.
7. Incentivos fiscais colocam Mauricio e Pivetta em lados opostos
Os incentivos fiscais foram uma das principais bandeiras de Mauricio Coelho. O candidato criticou o volume de renúncias e defendeu uma auditoria nas concessões. “A primeira coisa que a gente tem que fazer é uma auditoria nas concessões”, afirmou.
Mauricio sustentou que a revisão permitiria reduzir impostos pagos diretamente pela população, citando o ICMS da energia elétrica e o IPVA. Pivetta, por outro lado, defendeu os benefícios para empresas que realizam investimentos e ajudam a transformar a economia das regiões.
O governador questionou se Mauricio poderia afastar investimentos caso promovesse uma redução ampla dos incentivos. O candidato do Mobiliza manteve a crítica e afirmou que pretende reduzir em 30% o custo da cesta básica.
8. Emendas parlamentares e acusações de corrupção
As emendas parlamentares também provocaram um dos confrontos mais duros. Natasha perguntou a Milas como evitar que os recursos se transformem em instrumento de corrupção. O candidato classificou o modelo como “o câncer do Brasil” e defendeu que o orçamento fique nas mãos do Executivo.
Milas citou acusações relacionadas a Wellington e mencionou operações como Sanguessugas, Ararath e Atlântida. O senador negou irregularidades e afirmou: “Eu não respondo a nenhum processo e nunca fui condenado em 34 anos de vida pública”.
Em outro momento, Milas voltou a atacar Wellington ao citar denúncias envolvendo Cinesio Nunes, servidor ligado ao DNIT. O senador negou as acusações e afirmou que o servidor “trabalha muito”.
9. Passado político de Wellington e Pivetta esquenta debate
O confronto entre Wellington e Pivetta foi um dos momentos mais tensos do encontro. Wellington lembrou a participação de Pivetta na campanha de Pedro Taques e cobrou que o governador quebrasse os sigilos bancário e fiscal.
Pivetta não respondeu diretamente ao desafio e afirmou ter patrimônio construído por meio do trabalho e “consciência tranquila”. Em seguida, atacou o adversário: “Diferente do senhor, que ficou 35 anos sugando o povo de Mato Grosso”.
Em outro confronto, Pivetta criticou a passagem de Wellington pelo DNIT durante governos do PT e de Michel Temer. “Eu nunca fiz noitadas em Brasília para fazer lobby, para arrumar negócios, para indicar agentes no DNIT, para intermediar negócios. Eu nunca fiz nada disso”, afirmou.
Wellington rebateu dizendo que sua trajetória política foi dedicada aos 142 municípios e voltou a cobrar a abertura dos sigilos.
10. Saúde vira disputa entre obras e tecnologia
Na saúde, Pivetta destacou a construção de seis hospitais e citou unidades em diferentes regiões do Estado. Ao falar sobre o Hospital Central, afirmou que a obra permaneceu paralisada durante 35 anos e provocou Wellington ao relacionar o período a grupos políticos ligados ao senador.
Milas respondeu apresentando uma proposta de digitalização da saúde. Segundo ele, o CPF do paciente seria utilizado para reunir histórico médico, medicamentos e informações sobre atendimentos. “Você não vai mais precisar pedir para um político botar você na fila”, afirmou.
Natasha também defendeu a informatização do sistema e prometeu colocar a fila de atendimento nas mãos do paciente por meio de aplicativo.
11. Choro de Laudicério e momento de maior emoção
O momento mais emocional do debate ocorreu quando Laudicério falou da mãe, Maria Aparecida, que perdeu a visão. O candidato responsabilizou políticos com décadas de atuação pública por problemas no atendimento de saúde.
Ao lembrar que a mãe havia completado 75 anos em agosto e acompanhava o debate sem poder enxergá-lo, Laudicério chorou. “O senhor acha que ela não queria ver meus olhos? O senhor acha que ela não queria me enxergar?”, disse.
Na sequência, elevou o tom contra os adversários: “Covardes os senhores. Os senhores são todos covardes”.
Pivetta havia iniciado seu confronto com Laudicério lamentando a história da mãe do candidato e defendeu políticas de assistência social e investimentos em educação. Laudicério, por sua vez, sustentou que a assistência deve criar autonomia para os beneficiários. “Assistência social não pode começar no prato e terminar no cartão”, afirmou.
12. Bastidores tensos e considerações finais
O clima de tensão chegou aos bastidores durante o intervalo para o horário eleitoral. Mauricio Coelho procurou a imprensa e afirmou que Roberto, marido de Natasha, teria se aproximado dele após uma pergunta dirigida à candidata e feito uma ameaça. Segundo Mauricio, a situação “ficaria feia”. Imagens do momento mostram Natasha intervindo para separar os dois.
Na reta final, os candidatos reforçaram suas principais bandeiras. Pivetta defendeu a continuidade do atual modelo de gestão e afirmou: “Nós pegamos um Estado quebrado, reorganizamos o Estado de Mato Grosso e estamos numa trajetória de prosperidade, de desenvolvimento”.
Natasha se apresentou como médica, professora, servidora pública e empresária e voltou a defender o combate à violência contra a mulher. Mauricio reforçou a recusa ao fundo eleitoral e disse que o debate permitiu mostrar “quem tem proposta”. Laudicério defendeu a união entre agro, comércio e servidores. Wellington prometeu um “governo humano” e afirmou que pretende ampliar políticas para mulheres. Milas encerrou defendendo Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, que, segundo ele, aparece em terceiro lugar nas pesquisas e não utiliza recursos do fundo eleitoral.
1. Facções e segurança pública
Logo no primeiro bloco, a segurança pública entrou no centro das discussões. Natasha defendeu a integração das forças estaduais com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além de câmeras de reconhecimento facial, aumento do efetivo, construção de presídios e ações para atingir financeiramente as organizações criminosas.
Laudicério afirmou que o enfrentamento às facções não depende apenas de mais viaturas. “Facção não resolve só com viatura. Tem que valorizar o policial, tem que ter um serviço de inteligência bem cuidado, saúde mental dos policiais”, disse. Milas, por sua vez, propôs a criação de um presídio de segurança máxima chamado “Inferno Pantaneiro” e de uma delegacia voltada à inteligência e segurança dos policiais penais.
2. Violência contra a mulher vira tema recorrente
A violência contra a mulher apareceu em diferentes momentos do debate. Natasha defendeu a criação de uma “ficha suja Maria da Penha” para impedir que homens condenados por agressão ocupem cargos públicos, além de ampliar delegacias especializadas, policiamento e casas de acolhimento.
Ao ser questionado por Laudicério sobre a proteção das vítimas após o registro de uma ocorrência, Pivetta citou 87 Patrulhas Maria da Penha, Botão do Pânico, delegacias especializadas e programas habitacionais. Segundo ele, 6 mil casas serão destinadas a mulheres vulneráveis e vítimas de violência.
Milas apresentou o protocolo “Mulher Viva”, com atendimento integrado desde o primeiro contato da vítima com a polícia. Já Mauricio afirmou que pretende assumir diretamente a responsabilidade pelos índices de criminalidade. “Não vai acontecer feminicídio sem que o governador se responsabilize, se eu for eleito”, declarou.
3. Educação e disputa por autoria de investimentos
Pivetta questionou Wellington sobre a continuidade dos avanços na educação. O senador afirmou que participou da articulação que possibilitou um empréstimo de US$ 100 milhões para o Estado, mas criticou a aplicação de recursos em áreas como livros didáticos e merenda escolar.
Pivetta rebateu destacando que Mato Grosso teria avançado da 22ª para a 6ª posição na educação e citou a construção e reforma de salas de aula. Wellington, contudo, insistiu na existência de investigações sobre possíveis irregularidades nos contratos.
4. Industrialização e desenvolvimento econômico
Na discussão sobre economia, Pivetta destacou o crescimento de Mato Grosso e questionou Natasha sobre medidas para ampliar a industrialização. A candidata defendeu incentivos para transformar matérias-primas produzidas no Estado.
“Nós somos o maior produtor de couros e não temos uma indústria que trabalha esse couro. Nós temos uma mineração extraordinária com diamantes, com ouro e não temos uma indústria de transformação desses minerais”, afirmou.
Natasha também defendeu que o crescimento econômico seja acompanhado de inclusão social. “Nós precisamos que o desenvolvimento chegue para todos”, disse.
5. Servidores e superendividamento
O endividamento dos servidores públicos foi outro assunto de destaque. Pivetta reconheceu a existência do problema e afirmou que medidas já foram adotadas para limitar os empréstimos consignados a 35% da renda. Segundo ele, quase R$ 100 milhões foram depositados judicialmente para tentar recuperar valores cobrados em juros considerados abusivos.
O candidato também afirmou que o Estado teve participação no cenário de superendividamento, embora os empréstimos tenham sido contratados pelos próprios servidores. “O que teve de abusivo nós vamos corrigir”, declarou.
Em outro confronto, Wellington prometeu pagar o RGA em dia e quitar valores atrasados. “Para mim, respeitar funcionário público, servidor público não é gasto, é investimento”, afirmou.
6. RGA provoca divergência entre Milas e Laudicério
A Revisão Geral Anual também gerou confronto. Laudicério cobrou de Milas uma solução para as perdas salariais acumuladas pelos servidores. Inicialmente, Milas criticou o pagamento retroativo relacionado ao período da pandemia, mas depois afirmou que os valores anteriores e posteriores ao período devem ser recompostos.
“A resposta da pergunta é sim. O que não foi depois da pandemia tem que ser pago, tem que ser recomposto”, disse.
Na reta final do debate, Mauricio voltou ao assunto e tentou convencer Milas a rever sua posição. “Eu vou tentar te convencer a pagar a RGA atrasada”, afirmou. Milas manteve a posição e disse que os recursos também precisam ser destinados a áreas como infraestrutura.
7. Incentivos fiscais colocam Mauricio e Pivetta em lados opostos
Os incentivos fiscais foram uma das principais bandeiras de Mauricio Coelho. O candidato criticou o volume de renúncias e defendeu uma auditoria nas concessões. “A primeira coisa que a gente tem que fazer é uma auditoria nas concessões”, afirmou.
Mauricio sustentou que a revisão permitiria reduzir impostos pagos diretamente pela população, citando o ICMS da energia elétrica e o IPVA. Pivetta, por outro lado, defendeu os benefícios para empresas que realizam investimentos e ajudam a transformar a economia das regiões.
O governador questionou se Mauricio poderia afastar investimentos caso promovesse uma redução ampla dos incentivos. O candidato do Mobiliza manteve a crítica e afirmou que pretende reduzir em 30% o custo da cesta básica.
8. Emendas parlamentares e acusações de corrupção
As emendas parlamentares também provocaram um dos confrontos mais duros. Natasha perguntou a Milas como evitar que os recursos se transformem em instrumento de corrupção. O candidato classificou o modelo como “o câncer do Brasil” e defendeu que o orçamento fique nas mãos do Executivo.
Milas citou acusações relacionadas a Wellington e mencionou operações como Sanguessugas, Ararath e Atlântida. O senador negou irregularidades e afirmou: “Eu não respondo a nenhum processo e nunca fui condenado em 34 anos de vida pública”.
Em outro momento, Milas voltou a atacar Wellington ao citar denúncias envolvendo Cinesio Nunes, servidor ligado ao DNIT. O senador negou as acusações e afirmou que o servidor “trabalha muito”.
9. Passado político de Wellington e Pivetta esquenta debate
O confronto entre Wellington e Pivetta foi um dos momentos mais tensos do encontro. Wellington lembrou a participação de Pivetta na campanha de Pedro Taques e cobrou que o governador quebrasse os sigilos bancário e fiscal.
Pivetta não respondeu diretamente ao desafio e afirmou ter patrimônio construído por meio do trabalho e “consciência tranquila”. Em seguida, atacou o adversário: “Diferente do senhor, que ficou 35 anos sugando o povo de Mato Grosso”.
Em outro confronto, Pivetta criticou a passagem de Wellington pelo DNIT durante governos do PT e de Michel Temer. “Eu nunca fiz noitadas em Brasília para fazer lobby, para arrumar negócios, para indicar agentes no DNIT, para intermediar negócios. Eu nunca fiz nada disso”, afirmou.
Wellington rebateu dizendo que sua trajetória política foi dedicada aos 142 municípios e voltou a cobrar a abertura dos sigilos.
10. Saúde vira disputa entre obras e tecnologia
Na saúde, Pivetta destacou a construção de seis hospitais e citou unidades em diferentes regiões do Estado. Ao falar sobre o Hospital Central, afirmou que a obra permaneceu paralisada durante 35 anos e provocou Wellington ao relacionar o período a grupos políticos ligados ao senador.
Milas respondeu apresentando uma proposta de digitalização da saúde. Segundo ele, o CPF do paciente seria utilizado para reunir histórico médico, medicamentos e informações sobre atendimentos. “Você não vai mais precisar pedir para um político botar você na fila”, afirmou.
Natasha também defendeu a informatização do sistema e prometeu colocar a fila de atendimento nas mãos do paciente por meio de aplicativo.
11. Choro de Laudicério e momento de maior emoção
O momento mais emocional do debate ocorreu quando Laudicério falou da mãe, Maria Aparecida, que perdeu a visão. O candidato responsabilizou políticos com décadas de atuação pública por problemas no atendimento de saúde.
Ao lembrar que a mãe havia completado 75 anos em agosto e acompanhava o debate sem poder enxergá-lo, Laudicério chorou. “O senhor acha que ela não queria ver meus olhos? O senhor acha que ela não queria me enxergar?”, disse.
Na sequência, elevou o tom contra os adversários: “Covardes os senhores. Os senhores são todos covardes”.
Pivetta havia iniciado seu confronto com Laudicério lamentando a história da mãe do candidato e defendeu políticas de assistência social e investimentos em educação. Laudicério, por sua vez, sustentou que a assistência deve criar autonomia para os beneficiários. “Assistência social não pode começar no prato e terminar no cartão”, afirmou.
12. Bastidores tensos e considerações finais
O clima de tensão chegou aos bastidores durante o intervalo para o horário eleitoral. Mauricio Coelho procurou a imprensa e afirmou que Roberto, marido de Natasha, teria se aproximado dele após uma pergunta dirigida à candidata e feito uma ameaça. Segundo Mauricio, a situação “ficaria feia”. Imagens do momento mostram Natasha intervindo para separar os dois.
Na reta final, os candidatos reforçaram suas principais bandeiras. Pivetta defendeu a continuidade do atual modelo de gestão e afirmou: “Nós pegamos um Estado quebrado, reorganizamos o Estado de Mato Grosso e estamos numa trajetória de prosperidade, de desenvolvimento”.
Natasha se apresentou como médica, professora, servidora pública e empresária e voltou a defender o combate à violência contra a mulher. Mauricio reforçou a recusa ao fundo eleitoral e disse que o debate permitiu mostrar “quem tem proposta”. Laudicério defendeu a união entre agro, comércio e servidores. Wellington prometeu um “governo humano” e afirmou que pretende ampliar políticas para mulheres. Milas encerrou defendendo Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, que, segundo ele, aparece em terceiro lugar nas pesquisas e não utiliza recursos do fundo eleitoral.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



