Debate na Band: veja como foi o primeiro confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro
Confira como foi o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Bond, neste domingo, 18, entre declarações, provocações e promessas.

Principais pontos
- Candidatos se enfrentaram pela primeira vez na campanha presidencial.
- Debate durou cerca de duas horas, com confrontos diretos entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Encontro ocorreu em meio a empate técnico nas pesquisas e disputa intensa nas redes sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) do primeiro debate direto entre os candidatos à Presidência da República. Promovido pela Band, em São Paulo, o encontro aconteceu a uma semana do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada nas pesquisas eleitorais.
Com aproximadamente duas horas de duração, o debate foi dividido em três blocos e mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. O formato teve 30 minutos de confronto livre entre os candidatos no primeiro bloco, além de perguntas, réplicas e tréplicas nos demais segmentos.
O GSW Brasil acompanhou o debate em tempo real, com atualizações sobre as principais declarações, propostas, críticas entre os candidatos e acontecimentos que possam influenciar a reta final da eleição presidencial.
Confira como foi.
20h15 - Início do debate
Primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro passa a ser exibido pela Bandeirantes por meio da emissora de TV aberta e das redes sociais.
20h22 - Flávio promete guerra ao narcoterrorismo
Questionado sobre como a redução da maioridade penal poderia reduzir os índices de criminalidade no país, candidato do PL prometeu "começar uma guerra contra o narcoterrorismo" a partir de janeiro de 2027, caso seja eleito, e acusou o Palácio do Planalto de "colocar presos nas ruas alegando que não tem vagas [nas prisões]".
Em réplica, Lula afirmou que os governos estaduais "fracassaram" na gestão da segurança pública, defendeu a ação do governo federal e a aprovação da PEC da Segurança Pública. "O que nós fizemos em quatro anos no combate ao crime organizado é mais do que foi feito em muitos anos nesse país", disse o petista.
20h33 - Master e Lulinha vem à tona no primeiro confronto direto
Após ser questionado por Lula sobre suposta postura contrária aos direitos femininos, Flávio trouxe à tona as suspeitas de corrupção que associam Fabio Luís da Silva, o Lulinha, filho do petista, às fraudes do INSS ao mencionar a lobista Roberta Luchsinger, que afirmou ser sua sócia.
Em resposta, o presidente afirmou que as fraudes do instituto começaram no governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do oponente, e foram apuradas durante sua gestão. Em seguida, questionou Flávio a respeito dos R$ 134 milhões negociados por ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master preso pela Polícia Federal, para o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente.
20h51 - Lula menciona 'tetos de vidro' de Flávio
O presidente questionou Flávio a respeito das relações com Daniel Vorcaro, de sua atuação como advogado de um policial militar acusado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de matar uma criança de 5 anos, e da postura favorável a projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições adquiridas por órgãos de segurança pública. As acusações foram feitas no período de confronto direto entre os candidatos.
21h21 - Flávio justifica voto por fim da escala 6 por 1
Candidato do PL afirmou que "rodou o Brasil" e "ouviu o desejo da população" como justificativa para o voto favorável ao fim da escala 6 por 1, aprovado na última semana em dois turnos pelo Senado Federal e promulgado na sexta-feira, 16.
Pauta prioritária da campanha de Lula, o projeto para reduzir a jornada de trabalho dos brasileiros que atuam em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) teve oposição de Flávio inicialmente, mas o senador mudou sua posição.
21h44 - Lula diz que economia 'voltou a crescer' e questiona Flávio sobre soberania
O presidente exaltou índices econômicos de seu terceiro mandato e projetou, para eventual reeleição, geração e qualificação de empregos por meio de Data Centers, da economia verde e da economia criativa.
Ainda na discussão econômica, Lula questionou o oponente sobre "entregar riquezas" nacionais aos Estados Unidos. Irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negociou com o governo de Donald Trump a imposição de tarifas adicionais sobre os produtos brasileiros enviados aos EUA em retaliação ao processamento judicial de Jair Bolsonaro. O presidenciável do PL defendeu a cooperação com a Casa Branca para enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
22h05 - Considerações finais têm discurso contra privatizações e acusação de mentira
Em sua última oportunidade de se pronunciar no debate, Lula afirmou que, nas duas vezes em que chegou ao Palácio do Planalto, pegou um "país quebrado" e fez a economia crescer. Associou Flávio à pretensão de privatizar a Petrobras e outras companhias estatais e prometeu que, em sua eventual reeleição, não haverá espaço para "lesa pátria".
Flávio, por sua vez, abriu as considerações finais acusando o petista de ter mentido diversas vezes durante o debate, voltou a prometer a criação do Ministério da Prosperidade e afirmou que, caso seja eleito, moradores de comunidades e regiões periféricas não ficarão mais nas mãos do crime organizado.
Publicado originalmente em globalsouthworld.com.br



