Denúncia à CVM expõe ligação de fundos de Pivetta com REAG, empresa que aparece no caso Banco Master
Processo mostra que a REAG administrou ou geriu fundos ligados ao patrimônio do governador antes de aparecer nas apurações sobre Daniel Vorcaro
Por Daniel Trindade2 min de leitura

Uma denúncia apresentada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) expõe a ligação entre fundos de investimento de Otaviano Pivetta e a REAG, empresa que depois passou a aparecer nas investigações sobre o Banco Master.
A denúncia foi apresentada em novembro de 2025 por Elvira Batista Nunes, que cobra Pivetta em uma disputa judicial. O documento pede a apuração de fatos envolvendo o governador e empresas responsáveis por seus fundos de investimento, entre elas BTG, REAG e BFL. O caso recebeu na CVM o número 19957.016212/2025-02.
A relação de Pivetta com a REAG aparece nos autos desde 2019.
Na época, parte do patrimônio de Pivetta estava aplicada em um fundo chamado VN Fundo. Esse fundo, por sua vez, colocava dinheiro em outros fundos.
Um deles era o VN II, gerido pela REAG. Outro, o VN FIP Multiestratégia, também teve a REAG na administração e na gestão.
O BTG afirmou no processo que o VN II tinha como único cotista o fundo próprio de Pivetta.
Em outra manifestação, o banco foi ainda mais direto e declarou que a REAG era responsável pela “administração e gestão de todo o patrimônio pessoal” de Pivetta dentro daquela estrutura de investimentos.
A discussão judicial começou depois que a Justiça determinou o bloqueio de valores de Pivetta, em maio de 2019.
Segundo os autos, parte desses recursos estava aplicada nos fundos ligados à estrutura administrada ou gerida pela REAG. O processo também registra discussões sobre valores que deveriam ter sido usados para cumprir a ordem judicial.
A credora afirma que houve momentos em que milhões de reais estavam disponíveis nos fundos, mas não foram transferidos para a conta judicial. Uma petição cita R$ 2 milhões no fim de 2020 e início de 2021 e quase R$ 9 milhões em outro período.
Anos depois, a REAG passou a aparecer também no caso Banco Master.
Em setembro de 2026, uma petição juntada ao processo abriu um tópico específico sobre a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da REAG. O documento registra que as informações divulgadas sobre a colaboração tinham como foco a relação da empresa com o Banco Master.
Assim, o mesmo processo que reúne a denúncia à CVM e os fundos de Pivetta também registra a participação da REAG nessa estrutura de investimentos anos antes de a empresa aparecer no caso Master.
A denúncia foi apresentada em novembro de 2025 por Elvira Batista Nunes, que cobra Pivetta em uma disputa judicial. O documento pede a apuração de fatos envolvendo o governador e empresas responsáveis por seus fundos de investimento, entre elas BTG, REAG e BFL. O caso recebeu na CVM o número 19957.016212/2025-02.
A relação de Pivetta com a REAG aparece nos autos desde 2019.
Na época, parte do patrimônio de Pivetta estava aplicada em um fundo chamado VN Fundo. Esse fundo, por sua vez, colocava dinheiro em outros fundos.
Um deles era o VN II, gerido pela REAG. Outro, o VN FIP Multiestratégia, também teve a REAG na administração e na gestão.
O BTG afirmou no processo que o VN II tinha como único cotista o fundo próprio de Pivetta.
Em outra manifestação, o banco foi ainda mais direto e declarou que a REAG era responsável pela “administração e gestão de todo o patrimônio pessoal” de Pivetta dentro daquela estrutura de investimentos.
A discussão judicial começou depois que a Justiça determinou o bloqueio de valores de Pivetta, em maio de 2019.
Segundo os autos, parte desses recursos estava aplicada nos fundos ligados à estrutura administrada ou gerida pela REAG. O processo também registra discussões sobre valores que deveriam ter sido usados para cumprir a ordem judicial.
A credora afirma que houve momentos em que milhões de reais estavam disponíveis nos fundos, mas não foram transferidos para a conta judicial. Uma petição cita R$ 2 milhões no fim de 2020 e início de 2021 e quase R$ 9 milhões em outro período.
Anos depois, a REAG passou a aparecer também no caso Banco Master.
Em setembro de 2026, uma petição juntada ao processo abriu um tópico específico sobre a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da REAG. O documento registra que as informações divulgadas sobre a colaboração tinham como foco a relação da empresa com o Banco Master.
Assim, o mesmo processo que reúne a denúncia à CVM e os fundos de Pivetta também registra a participação da REAG nessa estrutura de investimentos anos antes de a empresa aparecer no caso Master.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



