Direita amplia força no Senado e ganha 32 das 81 cadeiras a partir de 2027
PL e Novo elegeram 22 senadores nas 54 vagas disputadas, enquanto Centrão terá 30 parlamentares e PT e aliados, 15

A direita saiu fortalecida da eleição para o Senado realizada neste domingo (4), com 22 das 54 cadeiras em disputa conquistadas por PL e Novo. O Centrão, formado por MDB, PP, União Brasil, PSD e Republicanos, elegeu 17 nomes, enquanto o PT e partidos aliados do governo ficaram com 11 vagas. PSDB e Podemos completaram o resultado, com dois senadores eleitos cada.
O PL foi o partido que mais elegeu senadores, com 19 novos parlamentares. A legenda conquistou as duas vagas disponíveis em cinco estados: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina. Com o resultado, o partido passará a ter 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro de 2027, formando a maior bancada da Casa.
O Novo elegeu três senadores: Deltan Dallagnol, pelo Paraná; Marcel van Hattem, pelo Rio Grande do Sul; e Lahesio Bonfim, pelo Maranhão. A situação eleitoral de Dallagnol ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
Entre os partidos do Centrão, o MDB conquistou sete cadeiras, enquanto PP e União Brasil elegeram três senadores cada. PSD e Republicanos ficaram com duas vagas cada. Entre os eleitos estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, do PP de Alagoas, e Helder Barbalho, do MDB do Pará.
O bloco, porém, também perdeu nomes de destaque. Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, não conseguiram a reeleição. O PSD, que começou o ano como a segunda maior bancada do Senado, elegeu dois nomes.
O PT conquistou seis vagas. O partido ficou com as duas cadeiras da Bahia, que serão ocupadas por Rui Costa e Jaques Wagner. Também reelegeu Humberto Costa, em Pernambuco, e Rogério Carvalho, em Sergipe. Marília Campos, em Minas Gerais, e Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte, foram eleitas para os primeiros mandatos no Senado.
Entre as siglas aliadas ao governo, o PSB elegeu três senadores, enquanto PDT e Rede ficaram com uma vaga cada.
A renovação da Casa será ampla. Dos 54 senadores que encerram o mandato em 31 de janeiro de 2027, 13 não disputaram nenhum cargo nesta eleição e outros nove concorreram a postos diferentes ou participaram de chapas como suplentes. Entre os 32 que buscaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer no Senado. Ao todo, 40 das 54 cadeiras terão novos ocupantes.
Com a nova composição, o PT continuará sendo a segunda maior bancada, com nove senadores, o mesmo número atual. Na sequência aparecem MDB, com oito; PP e União Brasil, com seis cada; PSD e Republicanos, com cinco cada; PSB, com quatro; Novo, com três; PSDB e Podemos, com dois cada; e PDT e Rede, com um senador cada.
Na divisão por campos políticos, a direita terá 32 senadores, enquanto o Centrão contará com 30 e o PT e seus aliados, com 15. Apesar de ter perdido uma cadeira, passando de 31 para 30 senadores, o Centrão continuará sendo decisivo para a formação de maioria na Casa. PL e Novo, juntos, precisarão conquistar o apoio de pelo menos nove senadores de outros grupos para alcançar os 41 votos necessários à maioria absoluta.
A nova configuração também pode facilitar a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, uma das principais bandeiras do PL. Desde dezembro de 2025, por decisão do ministro Gilmar Mendes, são necessários 54 votos no Senado para aprovar um pedido desse tipo. Antes, a exigência era de 41 votos, correspondente à maioria simples. Mesmo com a elevação do número, a nova composição deixa o resultado mais próximo do patamar necessário.
A formação definitiva do Senado, no entanto, ainda pode sofrer alterações. Três senadores que possuem mandato até 2031 disputam o segundo turno para governador marcado para 25 de outubro: Professora Dorinha Seabra, do União Brasil, no Tocantins; Alan Rick, do Republicanos, no Acre; e Omar Aziz, do PSD, no Amazonas.
Caso Omar Aziz seja eleito governador, a cadeira no Senado será ocupada pela suplente Cheila Moreira, do PT.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



