Eleição da AMM é suspensa com quase 100 prefeitos já tendo votado; comissão diz que rito foi cumprido
Presidente da Comissão Eleitoral, Alexandre Lopes afirma que urna e votos foram preservados após ordem do TJMT; entidade aguarda decisão da 11ª Vara Cível para saber se votação poderá ser retomada
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A eleição para definir a nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) foi interrompida nesta quarta-feira (16) quando praticamente todos os prefeitos aptos já haviam votado. Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), entre 99 e 100 gestores já tinham depositado seus votos quando chegou a determinação judicial para suspender o processo.
A ordem foi cumprida imediatamente pela comissão, que interrompeu a votação, registrou a suspensão em ata e preservou tanto a urna quanto os votos já depositados. A AMM aguarda agora uma manifestação da 11ª Vara Cível de Cuiabá para saber se o processo poderá continuar e em quais condições.
Alexandre afirmou que, na avaliação da Comissão Eleitoral, os procedimentos previstos para a realização do pleito foram observados. Ele disse não ter identificado incompatibilidades no calendário adotado pela associação.
“Todos os ritos, documentos e prazos que foram devidamente pré-estabelecidos dentro do quadro eleitoral foram cumpridos. Então, aquilo que nós temos conhecimento é do cumprimento dos ritos e da liturgia inerente ao processo eleitoral”, declarou.
Justiça manda interromper votação
A suspensão decorre de decisão da desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em uma ação apresentada pelo município de Nova Xavantina, administrado pelo prefeito João Machado Neto, o João Bang.
O município questiona alterações realizadas no estatuto da AMM e aspectos relacionados ao calendário definido para a eleição. Diante da controvérsia, a magistrada determinou que a 11ª Vara Cível analisasse imediatamente o pedido de tutela apresentado por Nova Xavantina.
A determinação estabeleceu que, caso não houvesse decisão de primeira instância antes do início da votação, os atos eleitorais deveriam ser temporariamente paralisados. A medida não representa, por enquanto, uma decisão definitiva sobre a validade da eleição ou das mudanças questionadas.
Alexandre explicou que a comissão interrompeu o procedimento assim que tomou conhecimento da ordem.
“Nós imediatamente, assim que recebemos aqui a liminar, já suspendemos, preservamos toda a urna, preservamos todos os votos já ocorridos. Fizemos a suspensão e estamos agora aguardando a decisão”, relatou.
Quase todos os prefeitos já tinham votado
De acordo com o presidente da comissão, a ordem chegou quando entre 99 e 100 prefeitos já haviam participado da votação. Os gestores que ainda não tinham depositado seus votos permaneceram no local enquanto a entidade aguardava uma definição sobre os próximos passos.
Questionado se considerava possível concluir a votação enquanto não houvesse uma decisão sobre o mérito do pedido, Alexandre apresentou uma avaliação pessoal favorável à continuidade, mas ressaltou que a comissão decidiu seguir integralmente a determinação judicial.
“Eu, particularmente, penso que sim, mas nós acatamos a decisão, por uma questão da determinação da lei. Acatamos aquilo que foi orientado e determinado”, afirmou.
AMM contesta existência de irregularidade
A ação de Nova Xavantina levanta questionamentos sobre mudanças promovidas no estatuto da associação e a antecipação do processo eleitoral. Entre os argumentos atribuídos ao município está a concentração das etapas do pleito após a aprovação e publicação das novas regras.
Alexandre afirmou, contudo, que não teve acesso ao conteúdo integral da ação e evitou fazer uma avaliação sobre os argumentos apresentados pelo município. Ainda assim, disse não ter identificado problemas no calendário utilizado pela comissão.
“Eu, na verdade, não sei o teor dos autos da solicitação dele. Alega-se que há aí uma incompatibilidade de datas. Eu, particularmente, não vi nada disso”, declarou.
O prefeito reiterou que a comissão conduziu o processo com base nas regras e nos prazos previamente estabelecidos. A eleição tem chapa única, encabeçada pelo atual presidente da AMM, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para comandar a entidade no mandato de 2027 a 2029.
Com a urna preservada e a votação interrompida, a definição está agora nas mãos da primeira instância. Alexandre afirmou que a Comissão Eleitoral cumprirá qualquer determinação que vier a ser tomada pela Justiça, inclusive se houver ordem para cancelar ou manter suspenso o processo.
“Se a decisão for de cancelar, suspender, nós vamos cumprir, logicamente, porque tem que ser cumprido”, concluiu.
Fonte Olhar Direto
A ordem foi cumprida imediatamente pela comissão, que interrompeu a votação, registrou a suspensão em ata e preservou tanto a urna quanto os votos já depositados. A AMM aguarda agora uma manifestação da 11ª Vara Cível de Cuiabá para saber se o processo poderá continuar e em quais condições.
Alexandre afirmou que, na avaliação da Comissão Eleitoral, os procedimentos previstos para a realização do pleito foram observados. Ele disse não ter identificado incompatibilidades no calendário adotado pela associação.
“Todos os ritos, documentos e prazos que foram devidamente pré-estabelecidos dentro do quadro eleitoral foram cumpridos. Então, aquilo que nós temos conhecimento é do cumprimento dos ritos e da liturgia inerente ao processo eleitoral”, declarou.
Justiça manda interromper votação
A suspensão decorre de decisão da desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em uma ação apresentada pelo município de Nova Xavantina, administrado pelo prefeito João Machado Neto, o João Bang.
O município questiona alterações realizadas no estatuto da AMM e aspectos relacionados ao calendário definido para a eleição. Diante da controvérsia, a magistrada determinou que a 11ª Vara Cível analisasse imediatamente o pedido de tutela apresentado por Nova Xavantina.
A determinação estabeleceu que, caso não houvesse decisão de primeira instância antes do início da votação, os atos eleitorais deveriam ser temporariamente paralisados. A medida não representa, por enquanto, uma decisão definitiva sobre a validade da eleição ou das mudanças questionadas.
Alexandre explicou que a comissão interrompeu o procedimento assim que tomou conhecimento da ordem.
“Nós imediatamente, assim que recebemos aqui a liminar, já suspendemos, preservamos toda a urna, preservamos todos os votos já ocorridos. Fizemos a suspensão e estamos agora aguardando a decisão”, relatou.
Quase todos os prefeitos já tinham votado
De acordo com o presidente da comissão, a ordem chegou quando entre 99 e 100 prefeitos já haviam participado da votação. Os gestores que ainda não tinham depositado seus votos permaneceram no local enquanto a entidade aguardava uma definição sobre os próximos passos.
Questionado se considerava possível concluir a votação enquanto não houvesse uma decisão sobre o mérito do pedido, Alexandre apresentou uma avaliação pessoal favorável à continuidade, mas ressaltou que a comissão decidiu seguir integralmente a determinação judicial.
“Eu, particularmente, penso que sim, mas nós acatamos a decisão, por uma questão da determinação da lei. Acatamos aquilo que foi orientado e determinado”, afirmou.
AMM contesta existência de irregularidade
A ação de Nova Xavantina levanta questionamentos sobre mudanças promovidas no estatuto da associação e a antecipação do processo eleitoral. Entre os argumentos atribuídos ao município está a concentração das etapas do pleito após a aprovação e publicação das novas regras.
Alexandre afirmou, contudo, que não teve acesso ao conteúdo integral da ação e evitou fazer uma avaliação sobre os argumentos apresentados pelo município. Ainda assim, disse não ter identificado problemas no calendário utilizado pela comissão.
“Eu, na verdade, não sei o teor dos autos da solicitação dele. Alega-se que há aí uma incompatibilidade de datas. Eu, particularmente, não vi nada disso”, declarou.
O prefeito reiterou que a comissão conduziu o processo com base nas regras e nos prazos previamente estabelecidos. A eleição tem chapa única, encabeçada pelo atual presidente da AMM, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para comandar a entidade no mandato de 2027 a 2029.
Com a urna preservada e a votação interrompida, a definição está agora nas mãos da primeira instância. Alexandre afirmou que a Comissão Eleitoral cumprirá qualquer determinação que vier a ser tomada pela Justiça, inclusive se houver ordem para cancelar ou manter suspenso o processo.
“Se a decisão for de cancelar, suspender, nós vamos cumprir, logicamente, porque tem que ser cumprido”, concluiu.
Fonte Olhar Direto
Publicado originalmente em infoverus.com.br



