Em áudio, Medeiros diz que seu eleitor ‘ora para alienígena e bebe detergente’
Novo áudio atribuído ao deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) registra o parlamentar afirmando que seu eleitor é aquele que “ora para alienígena e bebe detergente”. A declaração aparece em uma sequência de mensagens trocadas com o prefeito de Diamantino, Francisco “Chico” Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por Airton Marques2 min de leitura

“Você sabe que meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né. Esse eleitor, Chico”, afirma Medeiros na gravação obtida pela reportagem.
A fala integra a mesma conversa em que Medeiros discutiu com Chico Mendes o cenário político para as eleições de 2026 e sua estratégia de campanha.
Outro trecho do diálogo veio a público anteriormente. Nele, Medeiros afirmou que evita ataques ao STF e disse ter determinado à equipe de marketing que retirasse referências à Corte de conteúdos preparados para gravação.
“Uma coisa que eu tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: ‘Olha, quero que corte tudo’. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirmou.
Na mesma conversa, o candidato disse que nunca havia direcionado ataques a Gilmar Mendes e afirmou evitar críticas aos demais integrantes da Corte, com exceção de Alexandre de Moraes.
“Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso. Mas não me peça para falar de outros ministros e tal. Só para dizer que nunca mencionei o nome do ministro Gilmar”, declarou.
Detergente e “alienígenas”
As duas expressões usadas por Medeiros fazem referência a episódios que ganharam repercussão nas redes sociais e foram associados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A menção a “beber detergente” remete à repercussão provocada, em maio deste ano, pela suspensão de lotes de produtos da Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na ocasião, vídeos circularam nas redes sociais em reação à medida, incluindo o de um apoiador de Bolsonaro levando à boca um frasco de detergente da marca.
A Anvisa determinou em 7 de maio a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos com lotes de numeração final 1 após identificar falhas no processo produtivo e risco de contaminação microbiológica. Posteriormente, após medidas corretivas e novos laudos, parte dos produtos voltou a ser liberada.
Já a expressão “ora para alienígena” remete a uma imagem que viralizou durante os protestos de apoiadores de Bolsonaro em frente a quartéis após a eleição presidencial de 2022. Manifestantes apareceram com celulares iluminados apontados para o céu, e o vídeo passou a circular acompanhado da versão de que o grupo estaria pedindo uma “intervenção alienígena”.
A versão, porém, surgiu como uma interpretação jocosa das imagens. Checagens realizadas posteriormente apontaram que os manifestantes faziam sinais luminosos para uma gravação aérea com drone, e não um pedido de intervenção extraterrestre.
A fala integra a mesma conversa em que Medeiros discutiu com Chico Mendes o cenário político para as eleições de 2026 e sua estratégia de campanha.
Outro trecho do diálogo veio a público anteriormente. Nele, Medeiros afirmou que evita ataques ao STF e disse ter determinado à equipe de marketing que retirasse referências à Corte de conteúdos preparados para gravação.
“Uma coisa que eu tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: ‘Olha, quero que corte tudo’. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirmou.
Na mesma conversa, o candidato disse que nunca havia direcionado ataques a Gilmar Mendes e afirmou evitar críticas aos demais integrantes da Corte, com exceção de Alexandre de Moraes.
“Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso. Mas não me peça para falar de outros ministros e tal. Só para dizer que nunca mencionei o nome do ministro Gilmar”, declarou.
Detergente e “alienígenas”
As duas expressões usadas por Medeiros fazem referência a episódios que ganharam repercussão nas redes sociais e foram associados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A menção a “beber detergente” remete à repercussão provocada, em maio deste ano, pela suspensão de lotes de produtos da Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na ocasião, vídeos circularam nas redes sociais em reação à medida, incluindo o de um apoiador de Bolsonaro levando à boca um frasco de detergente da marca.
A Anvisa determinou em 7 de maio a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos com lotes de numeração final 1 após identificar falhas no processo produtivo e risco de contaminação microbiológica. Posteriormente, após medidas corretivas e novos laudos, parte dos produtos voltou a ser liberada.
Já a expressão “ora para alienígena” remete a uma imagem que viralizou durante os protestos de apoiadores de Bolsonaro em frente a quartéis após a eleição presidencial de 2022. Manifestantes apareceram com celulares iluminados apontados para o céu, e o vídeo passou a circular acompanhado da versão de que o grupo estaria pedindo uma “intervenção alienígena”.
A versão, porém, surgiu como uma interpretação jocosa das imagens. Checagens realizadas posteriormente apontaram que os manifestantes faziam sinais luminosos para uma gravação aérea com drone, e não um pedido de intervenção extraterrestre.
Publicado originalmente em olhardireto.com.br



