Entenda por que o filme sobre Bolsonaro entrou na mira da Polícia Federal
Operação Make Up tem 49 mandados e apura possível destino de recursos públicos e repasses de Daniel Vorcaro
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação que ampliou os questionamentos sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e tenta identificar o destino dos valores.
A operação, batizada de Make Up, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL) e Karina da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
De acordo com a PF, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação de que os serviços contratados tenham sido efetivamente realizados.
As suspeitas de tentativa de ocultação dos desvios teriam continuado até julho deste ano. Levantamentos financeiros realizados pela PF também apontaram movimentações de “centenas de milhões de reais” entre empresas que fariam parte do esquema investigado.
Filme entra no radar da investigação
Entre os pontos que a PF pretende esclarecer está a possibilidade de recursos supostamente desviados terem chegado à Go Up Entertainment e, posteriormente, sido utilizados para custear a produção de Dark Horse.
A investigação busca verificar, ainda, se os valores destinados às empresas investigadas correspondem a serviços que foram realmente executados.
Outro eixo da apuração envolve recursos repassados pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme.
Áudios e mensagens divulgados pela imprensa indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para solicitar recursos destinados à produção da obra sobre o ex-presidente. A PF também investiga as circunstâncias desses pagamentos e tenta identificar se houve alguma contrapartida relacionada ao dinheiro.
Flávio Bolsonaro nega essa hipótese.
PF também apura permanência de Eduardo nos EUA
A investigação possui ainda uma linha específica para verificar se dinheiro relacionado aos repasses que estão sob apuração teria sido utilizado para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O objetivo é esclarecer a eventual ligação entre os recursos investigados e os gastos relacionados à permanência do parlamentar no país.
Celular de Mário Frias é apreendido
Durante o cumprimento dos mandados, investigadores apreenderam o celular de Mário Frias. Em endereços ligados ao deputado, a PF também encontrou armas e carros de luxo.
A operação busca, entre outros pontos, entender se os serviços que receberam os recursos investigados foram de fato prestados e qual foi o caminho percorrido pelo dinheiro.
As apurações também deverão esclarecer se houve ligação entre os recursos públicos sob suspeita, empresas subcontratadas e o financiamento do filme Dark Horse
A operação, batizada de Make Up, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL) e Karina da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
De acordo com a PF, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação de que os serviços contratados tenham sido efetivamente realizados.
As suspeitas de tentativa de ocultação dos desvios teriam continuado até julho deste ano. Levantamentos financeiros realizados pela PF também apontaram movimentações de “centenas de milhões de reais” entre empresas que fariam parte do esquema investigado.
Filme entra no radar da investigação
Entre os pontos que a PF pretende esclarecer está a possibilidade de recursos supostamente desviados terem chegado à Go Up Entertainment e, posteriormente, sido utilizados para custear a produção de Dark Horse.
A investigação busca verificar, ainda, se os valores destinados às empresas investigadas correspondem a serviços que foram realmente executados.
Outro eixo da apuração envolve recursos repassados pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme.
Áudios e mensagens divulgados pela imprensa indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para solicitar recursos destinados à produção da obra sobre o ex-presidente. A PF também investiga as circunstâncias desses pagamentos e tenta identificar se houve alguma contrapartida relacionada ao dinheiro.
Flávio Bolsonaro nega essa hipótese.
PF também apura permanência de Eduardo nos EUA
A investigação possui ainda uma linha específica para verificar se dinheiro relacionado aos repasses que estão sob apuração teria sido utilizado para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O objetivo é esclarecer a eventual ligação entre os recursos investigados e os gastos relacionados à permanência do parlamentar no país.
Celular de Mário Frias é apreendido
Durante o cumprimento dos mandados, investigadores apreenderam o celular de Mário Frias. Em endereços ligados ao deputado, a PF também encontrou armas e carros de luxo.
A operação busca, entre outros pontos, entender se os serviços que receberam os recursos investigados foram de fato prestados e qual foi o caminho percorrido pelo dinheiro.
As apurações também deverão esclarecer se houve ligação entre os recursos públicos sob suspeita, empresas subcontratadas e o financiamento do filme Dark Horse
Publicado originalmente em infoverus.com.br



