EUA dizem que Brasil virou polo global da cocaína e cobram ofensiva contra PCC e Comando Vermelho
Governo americano afirma que autoridades brasileiras “falharam em confrontar” as facções e cobra medidas mais agressivas; país, porém, não entrou na lista dos principais territórios de trânsito ou produção de drogas
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O governo dos Estados Unidos fez uma dura cobrança ao Brasil ao afirmar que a expansão internacional do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) transformou o país em um polo relevante das rotas globais de cocaína. A avaliação consta da determinação presidencial norte-americana sobre os principais países de trânsito e produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027.
Divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado, o documento afirma que o governo brasileiro “falhou em confrontar” as duas organizações criminosas e sustenta que a expansão das facções representa uma ameaça crescente para a segurança internacional. A manifestação integra a avaliação dos Estados Unidos sobre o narcotráfico e as políticas adotadas por diferentes países para enfrentá-lo.
“Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança ao redor do mundo, e o governo do Brasil precisa urgentemente adotar medidas agressivas para confrontá-las e derrotá-las antes que se expandam ainda mais”, afirma o documento, segundo o texto divulgado.
Brasil fica fora de lista, mas recebe cobrança
Apesar do tom adotado em relação às facções brasileiras, o Brasil não aparece na relação oficial dos 23 principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas apresentada pelo governo norte-americano. A própria administração dos EUA ressalta que a inclusão nessa lista não significa necessariamente que determinado governo seja responsável pelo problema.
A classificação considera também características geográficas, econômicas e comerciais que podem transformar determinados territórios em pontos estratégicos para produção ou circulação internacional de entorpecentes.
Entre os países relacionados estão Bolívia, Colômbia, México, Peru, Venezuela, China e Índia. Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia receberam uma classificação adicional por, na avaliação de Washington, terem “falhado de forma demonstrável” no cumprimento de compromissos internacionais relacionados ao combate às drogas durante os últimos 12 meses.
Mesmo diante dessa avaliação, os Estados Unidos decidiram preservar a assistência destinada a Bolívia, Mianmar e Colômbia, sob o argumento de que a continuidade da cooperação atende aos interesses nacionais norte-americanos.
Washington pressiona México, Canadá e China
O documento também concentra cobranças sobre outros países. México e Canadá foram pressionados a ampliar as medidas destinadas a reduzir o fluxo de drogas para o território norte-americano.
No caso mexicano, Washington reconheceu ações como apreensões de entorpecentes, fechamento de laboratórios clandestinos e cooperação para captura de lideranças de cartéis. Ao mesmo tempo, avaliou que são necessárias ações adicionais contra organizações criminosas que exercem influência em determinadas regiões do país.
A China também aparece no documento. O governo dos Estados Unidos a descreve como a maior produtora mundial de diversos precursores químicos empregados na fabricação de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas e cobra controles mais rígidos sobre a exportação dessas substâncias.
Em sentido diferente, a avaliação norte-americana registra avanços na cooperação antidrogas com alguns países latino-americanos e destaca medidas adotadas por Argentina, Equador e El Salvador no enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado.
PCC e CV entram no centro da cobrança
No trecho dedicado ao Brasil, o foco está na expansão das atividades atribuídas ao PCC e ao Comando Vermelho para além das fronteiras nacionais. A avaliação do governo americano relaciona o fortalecimento dessas organizações à participação do território brasileiro em redes utilizadas para transportar cocaína da América do Sul para outros mercados internacionais.
A classificação das duas facções como organizações terroristas mencionada no documento corresponde à posição adotada pelo governo dos Estados Unidos. A forma como organizações criminosas são juridicamente enquadradas no Brasil é definida pela legislação brasileira e não é automaticamente alterada por uma designação feita por outro país.
A cobrança de Washington representa, portanto, a avaliação do governo norte-americano sobre a atuação brasileira contra o crime organizado. Embora tenha utilizado linguagem dura ao tratar de PCC e CV, a administração dos EUA não colocou o Brasil na lista oficial dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas para o período analisado.
Divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado, o documento afirma que o governo brasileiro “falhou em confrontar” as duas organizações criminosas e sustenta que a expansão das facções representa uma ameaça crescente para a segurança internacional. A manifestação integra a avaliação dos Estados Unidos sobre o narcotráfico e as políticas adotadas por diferentes países para enfrentá-lo.
“Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança ao redor do mundo, e o governo do Brasil precisa urgentemente adotar medidas agressivas para confrontá-las e derrotá-las antes que se expandam ainda mais”, afirma o documento, segundo o texto divulgado.
Brasil fica fora de lista, mas recebe cobrança
Apesar do tom adotado em relação às facções brasileiras, o Brasil não aparece na relação oficial dos 23 principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas apresentada pelo governo norte-americano. A própria administração dos EUA ressalta que a inclusão nessa lista não significa necessariamente que determinado governo seja responsável pelo problema.
A classificação considera também características geográficas, econômicas e comerciais que podem transformar determinados territórios em pontos estratégicos para produção ou circulação internacional de entorpecentes.
Entre os países relacionados estão Bolívia, Colômbia, México, Peru, Venezuela, China e Índia. Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia receberam uma classificação adicional por, na avaliação de Washington, terem “falhado de forma demonstrável” no cumprimento de compromissos internacionais relacionados ao combate às drogas durante os últimos 12 meses.
Mesmo diante dessa avaliação, os Estados Unidos decidiram preservar a assistência destinada a Bolívia, Mianmar e Colômbia, sob o argumento de que a continuidade da cooperação atende aos interesses nacionais norte-americanos.
Washington pressiona México, Canadá e China
O documento também concentra cobranças sobre outros países. México e Canadá foram pressionados a ampliar as medidas destinadas a reduzir o fluxo de drogas para o território norte-americano.
No caso mexicano, Washington reconheceu ações como apreensões de entorpecentes, fechamento de laboratórios clandestinos e cooperação para captura de lideranças de cartéis. Ao mesmo tempo, avaliou que são necessárias ações adicionais contra organizações criminosas que exercem influência em determinadas regiões do país.
A China também aparece no documento. O governo dos Estados Unidos a descreve como a maior produtora mundial de diversos precursores químicos empregados na fabricação de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas e cobra controles mais rígidos sobre a exportação dessas substâncias.
Em sentido diferente, a avaliação norte-americana registra avanços na cooperação antidrogas com alguns países latino-americanos e destaca medidas adotadas por Argentina, Equador e El Salvador no enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado.
PCC e CV entram no centro da cobrança
No trecho dedicado ao Brasil, o foco está na expansão das atividades atribuídas ao PCC e ao Comando Vermelho para além das fronteiras nacionais. A avaliação do governo americano relaciona o fortalecimento dessas organizações à participação do território brasileiro em redes utilizadas para transportar cocaína da América do Sul para outros mercados internacionais.
A classificação das duas facções como organizações terroristas mencionada no documento corresponde à posição adotada pelo governo dos Estados Unidos. A forma como organizações criminosas são juridicamente enquadradas no Brasil é definida pela legislação brasileira e não é automaticamente alterada por uma designação feita por outro país.
A cobrança de Washington representa, portanto, a avaliação do governo norte-americano sobre a atuação brasileira contra o crime organizado. Embora tenha utilizado linguagem dura ao tratar de PCC e CV, a administração dos EUA não colocou o Brasil na lista oficial dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas para o período analisado.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



