Federação de PT, PV e PCdoB projeta até 220 mil votos na disputa por vaga na Câmara
Federação aposta em Rosa Neide, Dona Neuma e Antero Paes de Barros para concentrar votos e busca superar a marca necessária para entrar na disputa por uma cadeira
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A disputa por uma das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados terá a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, tentando transformar a força de alguns nomes conhecidos em uma votação suficiente para garantir representação em Brasília.
A conta feita pelo grupo aponta para uma votação entre 190 mil e 220 mil votos. O resultado ainda ficaria abaixo da estimativa de 235 mil votos para atingir uma cadeira pelo quociente eleitoral, mas colocaria a federação no jogo das sobras, cuja primeira faixa é calculada em aproximadamente 188 mil votos.
Nesse cenário, a eleição de pelo menos um deputado é considerada possível. Já a conquista de uma segunda cadeira dependeria de uma votação bem maior da chapa e de desempenho individual elevado dos candidatos.
A maior parte da responsabilidade pela votação está depositada em Rosa Neide, Dona Neuma e Antero Paes de Barros.
Rosa Neide é considerada o principal nome eleitoral da federação. Ex-deputada federal e atual presidente estadual do PT, ela mantém uma base construída ao longo de sua trajetória política. Embora a expectativa seja de uma votação inferior aos 124 mil votos obtidos em 2022, sua candidatura ainda é vista como fundamental para a estratégia da chapa.
Dona Neuma, do PV, chega à eleição com o desempenho de 2022 como referência. Naquele ano, obteve 44.931 votos para deputada federal. A candidatura agora terá como desafio manter sua influência principalmente em Rondonópolis e no Sul do estado, mesmo sem a estrutura da Prefeitura que existia na eleição anterior.
Ela também pode manter conexão política com o grupo do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa.
Antero Paes de Barros representa outro tipo de força. Com passagens pelo Senado, Câmara dos Deputados e disputa pelo Governo de Mato Grosso, ele volta a concorrer depois de um período afastado das urnas.
A exposição acumulada como radialista e comentarista político ajuda a manter seu nome conhecido, mas a campanha terá de transformar essa visibilidade em votos espalhados pelo estado.
A previsão é que os três principais candidatos, juntos, possam alcançar entre 160 mil e 180 mil votos.
O restante da nominata terá papel importante para aproximar a federação da marca necessária.
No Noroeste, Altir Peruzzo tenta utilizar a experiência acumulada em Juína, onde já exerceu o cargo de prefeito, para ampliar a votação da chapa.
Em Cáceres e municípios do Oeste, James Cabral trabalha para consolidar sua base. A proximidade com lideranças petistas e com o grupo de Lúdio Cabral pode contribuir para a montagem de alianças na região.
No Nortão, a aposta é Professora Graciele, que disputou uma vaga de deputada estadual em 2022 e recebeu 7.580 votos. A candidata busca representar o eleitorado progressista em uma região considerada predominantemente conservadora.
Léo Rondon, Professora Leliane Borges e Noel Coletivo Trabalhista completam a composição. Eles buscam votos principalmente entre segmentos específicos, como juventude, educação, trabalhadores e movimentos sociais.
A distribuição das candidaturas permite à federação trabalhar com diferentes áreas do estado, passando pela Baixada Cuiabana, Rondonópolis, Cáceres, Nortão e Noroeste.
O problema é transformar essa presença regional em volume suficiente de votos.
Com uma projeção de até 220 mil votos, a federação ainda precisaria depender do desempenho no cálculo das sobras para garantir a vaga. Por isso, cada voto obtido pelos candidatos que aparecem fora do grupo principal pode fazer diferença.
A expectativa mais realista do grupo é conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Para chegar a duas, seria necessário elevar consideravelmente a votação total e contar com uma distribuição de votos capaz de favorecer a federação no cálculo eleitoral.
A eleição, portanto, será uma espécie de teste para a estratégia de concentrar força em poucos nomes conhecidos sem abrir mão de candidaturas regionais capazes de acrescentar votos à soma geral.
A conta feita pelo grupo aponta para uma votação entre 190 mil e 220 mil votos. O resultado ainda ficaria abaixo da estimativa de 235 mil votos para atingir uma cadeira pelo quociente eleitoral, mas colocaria a federação no jogo das sobras, cuja primeira faixa é calculada em aproximadamente 188 mil votos.
Nesse cenário, a eleição de pelo menos um deputado é considerada possível. Já a conquista de uma segunda cadeira dependeria de uma votação bem maior da chapa e de desempenho individual elevado dos candidatos.
A maior parte da responsabilidade pela votação está depositada em Rosa Neide, Dona Neuma e Antero Paes de Barros.
Rosa Neide é considerada o principal nome eleitoral da federação. Ex-deputada federal e atual presidente estadual do PT, ela mantém uma base construída ao longo de sua trajetória política. Embora a expectativa seja de uma votação inferior aos 124 mil votos obtidos em 2022, sua candidatura ainda é vista como fundamental para a estratégia da chapa.
Dona Neuma, do PV, chega à eleição com o desempenho de 2022 como referência. Naquele ano, obteve 44.931 votos para deputada federal. A candidatura agora terá como desafio manter sua influência principalmente em Rondonópolis e no Sul do estado, mesmo sem a estrutura da Prefeitura que existia na eleição anterior.
Ela também pode manter conexão política com o grupo do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa.
Antero Paes de Barros representa outro tipo de força. Com passagens pelo Senado, Câmara dos Deputados e disputa pelo Governo de Mato Grosso, ele volta a concorrer depois de um período afastado das urnas.
A exposição acumulada como radialista e comentarista político ajuda a manter seu nome conhecido, mas a campanha terá de transformar essa visibilidade em votos espalhados pelo estado.
A previsão é que os três principais candidatos, juntos, possam alcançar entre 160 mil e 180 mil votos.
O restante da nominata terá papel importante para aproximar a federação da marca necessária.
No Noroeste, Altir Peruzzo tenta utilizar a experiência acumulada em Juína, onde já exerceu o cargo de prefeito, para ampliar a votação da chapa.
Em Cáceres e municípios do Oeste, James Cabral trabalha para consolidar sua base. A proximidade com lideranças petistas e com o grupo de Lúdio Cabral pode contribuir para a montagem de alianças na região.
No Nortão, a aposta é Professora Graciele, que disputou uma vaga de deputada estadual em 2022 e recebeu 7.580 votos. A candidata busca representar o eleitorado progressista em uma região considerada predominantemente conservadora.
Léo Rondon, Professora Leliane Borges e Noel Coletivo Trabalhista completam a composição. Eles buscam votos principalmente entre segmentos específicos, como juventude, educação, trabalhadores e movimentos sociais.
A distribuição das candidaturas permite à federação trabalhar com diferentes áreas do estado, passando pela Baixada Cuiabana, Rondonópolis, Cáceres, Nortão e Noroeste.
O problema é transformar essa presença regional em volume suficiente de votos.
Com uma projeção de até 220 mil votos, a federação ainda precisaria depender do desempenho no cálculo das sobras para garantir a vaga. Por isso, cada voto obtido pelos candidatos que aparecem fora do grupo principal pode fazer diferença.
A expectativa mais realista do grupo é conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Para chegar a duas, seria necessário elevar consideravelmente a votação total e contar com uma distribuição de votos capaz de favorecer a federação no cálculo eleitoral.
A eleição, portanto, será uma espécie de teste para a estratégia de concentrar força em poucos nomes conhecidos sem abrir mão de candidaturas regionais capazes de acrescentar votos à soma geral.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



