Ferrogrão é considerada vital para reduzir custos logísticos do agronegócio
Por Bianca L. Trindade3 min de leitura

A Ferrogrão foi destacada como um dos projetos mais importantes de infraestrutura para o agronegócio brasileiro durante o Bradesco BBI Agro Summit 2026, evento que reuniu representantes do governo, da indústria e da logística. A ferrovia tem como objetivo conectar a região produtora do norte de Mato Grosso aos terminais de Miritituba, no Pará, criando um novo corredor para o transporte de soja e milho até o mercado internacional.
Para o setor privado, o impacto da Ferrogrão vai além da redução do número de caminhões nas rodovias. O projeto pode aumentar a concorrência entre os corredores de transporte utilizados pelo agronegócio e, assim, pressionar a queda dos custos de frete.
Paulo Sousa, CEO da Cargill, afirmou que a Ferrogrão é o projeto mais relevante para o agronegócio brasileiro. “O principal projeto que tem hoje, o mais relevante para o agro brasileiro, não é novidade para ninguém. É um tema que já discutimos há 15 anos praticamente, que é a Ferrogrão”, declarou Sousa durante o painel.
Essa avaliação ocorre em um contexto onde a infraestrutura se tornou um dos principais desafios para o crescimento da produção no Brasil. O Plano Nacional de Logística, apresentado pelo governo, prevê que o volume de cargas destinadas à exportação deve ao menos dobrar até 2050, com algumas regiões projetando um aumento de até três vezes na movimentação. No entanto, parte desse crescimento está concentrada em áreas que ainda carecem de infraestrutura adequada.
Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, tem ampliado a produção de soja e milho, mas depende de corredores eficientes para escoar a carga até os portos. A BR-163 é central nesse sistema, especialmente para o transporte até os terminais do Arco Norte, mas o setor privado acredita que apenas a rodovia não será suficiente para suportar o crescimento futuro. “A BR-163 é a peça-chave. Sem uma BR-163 eficiente, não vai ter ferrovia que vai salvar, nem hidrovia na ponta aqui que vai melhorar essa história”, afirmou Sousa.
A Ferrogrão pode reduzir a dependência do transporte rodoviário em longas distâncias e aumentar a capacidade do Arco Norte. Além disso, o projeto pode impactar a dinâmica de formação do frete. Sousa destacou que o preço internacional das commodities é definido pelo mercado global, tornando o custo logístico uma das principais variáveis que o Brasil pode controlar para manter sua competitividade. “Tem que existir ramais, tem que ter modais que possam competir”, ressaltou.
A proposta é aumentar as opções de transporte disponíveis para os embarcadores. Com mais de um corredor apto a movimentar grandes volumes, tradings e produtores terão alternativas para escolher o melhor caminho para escoar a produção, enquanto os operadores competirão pelas cargas.
A Ferrogrão também pode facilitar a entrada de fertilizantes pelo Arco Norte, permitindo que esses produtos cheguem às regiões produtoras por meio de uma alternativa ferroviária. “Ferrogrão também facilita e aumenta a nossa competitividade trazendo fertilizantes”, afirmou Sousa. O transporte de fertilizantes na contramão da produção agrícola é visto como um fator importante para aumentar a eficiência econômica do corredor.
A discussão sobre a Ferrogrão ocorre em paralelo à expansão de outros projetos ferroviários no Brasil. A Rumo, por exemplo, já ampliou a capacidade do corredor que conecta Mato Grosso ao Porto de Santos, dobrando o volume transportado de 30 milhões para 60 milhões de toneladas, conforme informou uma executiva da companhia. Durante o evento, representantes do setor estimaram que o Brasil poderá se aproximar de 400 milhões de toneladas de grãos nos próximos anos.
Para o setor privado, o impacto da Ferrogrão vai além da redução do número de caminhões nas rodovias. O projeto pode aumentar a concorrência entre os corredores de transporte utilizados pelo agronegócio e, assim, pressionar a queda dos custos de frete.
Paulo Sousa, CEO da Cargill, afirmou que a Ferrogrão é o projeto mais relevante para o agronegócio brasileiro. “O principal projeto que tem hoje, o mais relevante para o agro brasileiro, não é novidade para ninguém. É um tema que já discutimos há 15 anos praticamente, que é a Ferrogrão”, declarou Sousa durante o painel.
Essa avaliação ocorre em um contexto onde a infraestrutura se tornou um dos principais desafios para o crescimento da produção no Brasil. O Plano Nacional de Logística, apresentado pelo governo, prevê que o volume de cargas destinadas à exportação deve ao menos dobrar até 2050, com algumas regiões projetando um aumento de até três vezes na movimentação. No entanto, parte desse crescimento está concentrada em áreas que ainda carecem de infraestrutura adequada.
Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, tem ampliado a produção de soja e milho, mas depende de corredores eficientes para escoar a carga até os portos. A BR-163 é central nesse sistema, especialmente para o transporte até os terminais do Arco Norte, mas o setor privado acredita que apenas a rodovia não será suficiente para suportar o crescimento futuro. “A BR-163 é a peça-chave. Sem uma BR-163 eficiente, não vai ter ferrovia que vai salvar, nem hidrovia na ponta aqui que vai melhorar essa história”, afirmou Sousa.
A Ferrogrão pode reduzir a dependência do transporte rodoviário em longas distâncias e aumentar a capacidade do Arco Norte. Além disso, o projeto pode impactar a dinâmica de formação do frete. Sousa destacou que o preço internacional das commodities é definido pelo mercado global, tornando o custo logístico uma das principais variáveis que o Brasil pode controlar para manter sua competitividade. “Tem que existir ramais, tem que ter modais que possam competir”, ressaltou.
A proposta é aumentar as opções de transporte disponíveis para os embarcadores. Com mais de um corredor apto a movimentar grandes volumes, tradings e produtores terão alternativas para escolher o melhor caminho para escoar a produção, enquanto os operadores competirão pelas cargas.
A Ferrogrão também pode facilitar a entrada de fertilizantes pelo Arco Norte, permitindo que esses produtos cheguem às regiões produtoras por meio de uma alternativa ferroviária. “Ferrogrão também facilita e aumenta a nossa competitividade trazendo fertilizantes”, afirmou Sousa. O transporte de fertilizantes na contramão da produção agrícola é visto como um fator importante para aumentar a eficiência econômica do corredor.
A discussão sobre a Ferrogrão ocorre em paralelo à expansão de outros projetos ferroviários no Brasil. A Rumo, por exemplo, já ampliou a capacidade do corredor que conecta Mato Grosso ao Porto de Santos, dobrando o volume transportado de 30 milhões para 60 milhões de toneladas, conforme informou uma executiva da companhia. Durante o evento, representantes do setor estimaram que o Brasil poderá se aproximar de 400 milhões de toneladas de grãos nos próximos anos.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br
