Fiemt reage à denúncia de Wellington; empresa dirigida por seu presidente soma R$ 175,5 milhões em benefícios fiscais
Silvio Rangel dirige a Barralcool e tem aparecido em agendas políticas ao lado de Pivetta e Mauro Mendes
Por Daniel Trindade3 min de leitura

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) saiu em defesa dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado após Wellington Fagundes (PL) questionar a concentração dos benefícios em grandes grupos econômicos. O presidente da entidade, Silvio Rangel, é diretor executivo e membro do Conselho de Administração da Usina Barralcool, empresa que registra cerca de R$ 175,5 milhões em renúncia fiscal de ICMS e Refis entre 2020 e 2025, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).
O vínculo de Rangel com a Barralcool é anterior ao período analisado. Documentos da própria Fiemt já o apontavam ligado à direção da usina antes de assumir a presidência da Federação. Em novembro de 2022, quando foi eleito para comandar a entidade, era apresentado como diretor executivo da empresa.
Rangel integra a diretoria da Fiemt desde 2009. Foi vice-presidente entre 2018 e 2022 e assumiu a presidência em 2023, com mandato até 2026.
A consulta ao Dashboard de Divulgação da Renúncia Fiscal da Sefaz pelo CNPJ 33.664.228/0001-35 apresenta 29 registros vinculados à Barralcool.
A manifestação da Fiemt ocorreu após Wellington denunciar, durante sabatina no MT1, da TV Centro América (TVCA), a concentração de incentivos fiscais em grandes empresas. Um dos casos citados foi o da Natural Pork Alimentos S.A., que acumula R$ 491,9 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Em 2022, quando era vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1 mil em ações da companhia. Os documentos disponíveis não permitem afirmar que ele permaneça acionista em 2026.
Wellington também afirma que cerca de R$ 15 bilhões em incentivos fiscais estariam concentrados em aproximadamente 30 grandes grupos econômicos. O candidato defende rever os critérios e ampliar o acesso de pequenos e médios negócios aos incentivos e ao crédito.
A Fiemt reagiu nesta terça-feira (15), cobrou “responsabilidade com os fatos” e defendeu os incentivos como instrumentos para atrair investimentos, gerar empregos e manter Mato Grosso competitivo.
“Sem essa condição competitiva, a maioria dos investimentos em Mato Grosso poderia não ocorrer, o que significaria menos indústrias, menos empregos, menor geração de renda, menor arrecadação de ICMS e, consequentemente, menos capacidade de investimento em educação, estradas, saúde e segurança pública”, afirmou a Federação.
A entidade também citou dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) segundo os quais, em 2025, cada R$ 1 de renúncia fiscal correspondeu a R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.
A resposta da Fiemt abordou os possíveis efeitos da retirada ou redução dos incentivos. Wellington, porém, não propôs acabar com os benefícios, mas rever a concentração e ampliar o acesso para pequenos e médios negócios. A manifestação da Federação também não apresentou uma contestação específica ao número de aproximadamente 30 grandes grupos citado pelo candidato.
Rangel também tem aparecido em agendas políticas ao lado de Pivetta e Mauro Mendes. Em junho, participou da inauguração da sede estadual do Republicanos, em Cuiabá, ato liderado por Pivetta que reuniu mais de 350 pessoas e marcou a filiação de quatro prefeitos ao partido.
No evento, Rangel destacou que a estabilidade política conduzida por Pivetta oferecia segurança jurídica para atrair investimentos e impulsionar a industrialização de Mato Grosso. Mauro Mendes também participou do ato e defendeu a continuidade do projeto político liderado por Pivetta.
Em agosto, Rangel voltou a aparecer em uma agenda de Pivetta, desta vez em Alta Floresta. Também participaram Mauro Mendes, Gisela Simona, Max Russi, Margareth Buzetti e outras lideranças políticas e empresariais.
O vínculo de Rangel com a Barralcool é anterior ao período analisado. Documentos da própria Fiemt já o apontavam ligado à direção da usina antes de assumir a presidência da Federação. Em novembro de 2022, quando foi eleito para comandar a entidade, era apresentado como diretor executivo da empresa.
Rangel integra a diretoria da Fiemt desde 2009. Foi vice-presidente entre 2018 e 2022 e assumiu a presidência em 2023, com mandato até 2026.
A consulta ao Dashboard de Divulgação da Renúncia Fiscal da Sefaz pelo CNPJ 33.664.228/0001-35 apresenta 29 registros vinculados à Barralcool.
A manifestação da Fiemt ocorreu após Wellington denunciar, durante sabatina no MT1, da TV Centro América (TVCA), a concentração de incentivos fiscais em grandes empresas. Um dos casos citados foi o da Natural Pork Alimentos S.A., que acumula R$ 491,9 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Em 2022, quando era vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1 mil em ações da companhia. Os documentos disponíveis não permitem afirmar que ele permaneça acionista em 2026.
Wellington também afirma que cerca de R$ 15 bilhões em incentivos fiscais estariam concentrados em aproximadamente 30 grandes grupos econômicos. O candidato defende rever os critérios e ampliar o acesso de pequenos e médios negócios aos incentivos e ao crédito.
A Fiemt reagiu nesta terça-feira (15), cobrou “responsabilidade com os fatos” e defendeu os incentivos como instrumentos para atrair investimentos, gerar empregos e manter Mato Grosso competitivo.
“Sem essa condição competitiva, a maioria dos investimentos em Mato Grosso poderia não ocorrer, o que significaria menos indústrias, menos empregos, menor geração de renda, menor arrecadação de ICMS e, consequentemente, menos capacidade de investimento em educação, estradas, saúde e segurança pública”, afirmou a Federação.
A entidade também citou dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) segundo os quais, em 2025, cada R$ 1 de renúncia fiscal correspondeu a R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.
A resposta da Fiemt abordou os possíveis efeitos da retirada ou redução dos incentivos. Wellington, porém, não propôs acabar com os benefícios, mas rever a concentração e ampliar o acesso para pequenos e médios negócios. A manifestação da Federação também não apresentou uma contestação específica ao número de aproximadamente 30 grandes grupos citado pelo candidato.
Rangel também tem aparecido em agendas políticas ao lado de Pivetta e Mauro Mendes. Em junho, participou da inauguração da sede estadual do Republicanos, em Cuiabá, ato liderado por Pivetta que reuniu mais de 350 pessoas e marcou a filiação de quatro prefeitos ao partido.
No evento, Rangel destacou que a estabilidade política conduzida por Pivetta oferecia segurança jurídica para atrair investimentos e impulsionar a industrialização de Mato Grosso. Mauro Mendes também participou do ato e defendeu a continuidade do projeto político liderado por Pivetta.
Em agosto, Rangel voltou a aparecer em uma agenda de Pivetta, desta vez em Alta Floresta. Também participaram Mauro Mendes, Gisela Simona, Max Russi, Margareth Buzetti e outras lideranças políticas e empresariais.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



