Flávio Dino derruba sigilo de ação da PF sobre filme ‘Dark Horse’
Ministro do STF autorizou 49 buscas em quatro estados e no Distrito Federal; deputado Mário Frias teve sete armas apreendidas
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A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, da Polícia Federal (PF), teve o sigilo derrubado nesta quinta-feira (10). A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas à produção do filme “Dark Horse”.
Entre os principais alvos da operação está o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que teve sete armas de fogo apreendidas pela PF. A produtora do filme, Karina Gama, também é investigada. A ação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), que auxiliou no rastreamento das emendas parlamentares.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Os agentes recolheram celulares e computadores ligados aos investigados.
As armas encontradas na ação estão registradas em nome de Mário Frias, mas foram localizadas em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A possível irregularidade relacionada à posse dos armamentos também passou a ser alvo da investigação.
R$ 2 milhões em emendas
A apuração envolve R$ 2 milhões destinados por Mário Frias, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama. De acordo com o material investigado, os recursos foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025.
A PF busca esclarecer se o dinheiro foi efetivamente empregado na produção do filme ou se os valores tiveram outra destinação. A investigação aponta ainda para uma possível estrutura formada por agentes públicos e privados para direcionar os recursos recebidos a empresas subcontratadas de maneira irregular.
Segundo a Polícia Federal, não haveria comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados pelas empresas envolvidas. As suspeitas de dissimulação dos possíveis desvios teriam continuado até julho de 2026.
Levantamentos financeiros realizados no âmbito da investigação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema.
Investigados não podem deixar o país
No despacho divulgado na manhã desta quinta-feira, Flávio Dino também determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre elas está a proibição de deixar o território nacional sem comunicação prévia à Justiça, além do recolhimento de passaportes eventualmente emitidos em nome dos alvos.
Com a determinação, Mário Frias e Karina Gama não podem sair do país sem comunicar previamente à Justiça.
Dino também avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal e proibiu novos repasses para empresas suspeitas de envolvimento no esquema.
A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.
Até o momento, Mário Frias e Karina Gama não haviam se manifestado sobre a operação.
Entre os principais alvos da operação está o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que teve sete armas de fogo apreendidas pela PF. A produtora do filme, Karina Gama, também é investigada. A ação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), que auxiliou no rastreamento das emendas parlamentares.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Os agentes recolheram celulares e computadores ligados aos investigados.
As armas encontradas na ação estão registradas em nome de Mário Frias, mas foram localizadas em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A possível irregularidade relacionada à posse dos armamentos também passou a ser alvo da investigação.
R$ 2 milhões em emendas
A apuração envolve R$ 2 milhões destinados por Mário Frias, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama. De acordo com o material investigado, os recursos foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025.
A PF busca esclarecer se o dinheiro foi efetivamente empregado na produção do filme ou se os valores tiveram outra destinação. A investigação aponta ainda para uma possível estrutura formada por agentes públicos e privados para direcionar os recursos recebidos a empresas subcontratadas de maneira irregular.
Segundo a Polícia Federal, não haveria comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados pelas empresas envolvidas. As suspeitas de dissimulação dos possíveis desvios teriam continuado até julho de 2026.
Levantamentos financeiros realizados no âmbito da investigação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema.
Investigados não podem deixar o país
No despacho divulgado na manhã desta quinta-feira, Flávio Dino também determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre elas está a proibição de deixar o território nacional sem comunicação prévia à Justiça, além do recolhimento de passaportes eventualmente emitidos em nome dos alvos.
Com a determinação, Mário Frias e Karina Gama não podem sair do país sem comunicar previamente à Justiça.
Dino também avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal e proibiu novos repasses para empresas suspeitas de envolvimento no esquema.
A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.
Até o momento, Mário Frias e Karina Gama não haviam se manifestado sobre a operação.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



