Gallo pode virar “supersecretário” e ganhar poder sobre gastos e investimentos de todo o governo de MT
Ex-secretário de Fazenda é cotado para assumir função transversal, com influência sobre orçamento, capacidade financeira e decisões de impacto nas diferentes áreas da gestão Pivetta.

O procurador Rogério Gallo pode assumir, na reforma administrativa conduzida pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), uma função que vai muito além do comando tradicional de uma secretaria. Nos bastidores do Palácio Paiaguás, ganha força a ideia de criar uma espécie de “autoridade econômica”, com atuação transversal sobre diferentes áreas do governo.
O desenho em estudo daria a Gallo participação em decisões que envolvam gastos, orçamento, capacidade de investimento e medidas com impacto financeiro. Na prática, o ex-secretário de Fazenda poderia ter influência sobre projetos e decisões de diversas secretarias, sem ficar restrito à estrutura de uma única pasta.
A proposta surge justamente durante a reforma administrativa encomendada por Pivetta, que vem sendo conduzida por Gallo. Caso o modelo avance, a função poderá concentrar em uma estrutura central parte das decisões relacionadas à capacidade financeira do Estado.
Modelo teria inspiração em estruturas transversais
A ideia guarda semelhanças, respeitadas as proporções, com a Autoridade Climática defendida pela ministra Marina Silva no governo Lula. A proposta buscava criar uma estrutura capaz de atravessar diferentes ministérios e coordenar políticas de maneira centralizada, mas não chegou a ser efetivamente implantada.
Em Mato Grosso, o conceito também remete aos antigos núcleos sistêmicos adotados durante a gestão Blairo Maggi. Naquele modelo, funções administrativas e orçamentárias eram concentradas em estruturas centrais para atender diferentes secretarias.
A possível estrutura sob comando de Gallo seguiria uma lógica semelhante, mas voltada à gestão financeira e à capacidade de execução do governo.
Gallo ganharia influência sobre diferentes secretarias
Se o desenho for adotado, Gallo deixaria de ser apenas um integrante do primeiro escalão e passaria a exercer uma função com alcance sobre praticamente toda a administração estadual.
A atuação transversal permitiria ao procurador participar de decisões relacionadas à disponibilidade de recursos, investimentos e impacto financeiro das políticas públicas. O objetivo seria colocar essas questões sob uma coordenação mais centralizada dentro do governo.
Com isso, a função projetada para Gallo poderia transformá-lo em uma das figuras mais influentes da próxima estrutura administrativa do Estado, com poder de interferir em decisões que ultrapassam os limites de uma única secretaria.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



