Jayme, Fávaro e Fagundes aumentam pressão após Heritage; críticas chegam a Pivetta
Senadores cobram esclarecimentos sobre o caso Oi, enquanto Wellington questiona postura do governador, que foi vice de Mauro Mendes por mais de sete anos
Por Daniel Trindade3 min de leitura

A Operação Heritage ampliou a pressão política sobre o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Nesta quarta-feira (12), Jayme Campos (União Brasil), Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL) protagonizaram críticas e cobranças em torno da investigação da Polícia Federal sobre o acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.
As manifestações de Fávaro e Wellington, no Senado, reforçaram as críticas que Jayme já vinha fazendo ao grupo político após os desdobramentos da operação.
Fávaro afirmou estar “triste” com a repercussão do caso e defendeu que as investigações avancem, respeitando o direito de defesa, mas sem que fatos sejam encobertos.
“Fico muito triste que Mato Grosso tenha mais uma denúncia tão grave como essa. Defendo o pleno direito de defesa, mas que nada fique acobertado. O povo do nosso Estado não merece, mais uma vez, passar por essa tristeza”, declarou.
Wellington, candidato ao Governo de Mato Grosso e adversário de Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás, foi além e direcionou as críticas ao atual governador.
Pivetta foi vice de Mauro Mendes por mais de sete anos e assumiu o comando do Estado após a saída do então governador para disputar o Senado. Para Wellington, há uma contradição entre o discurso de Pivetta sobre sua participação nos resultados da gestão e a postura adotada depois da Heritage.
“O atual governador, que ficou sete anos como vice, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que uma semana atrás ele dizia que tudo o que aconteceu no governo durante esses sete anos e pouco foram méritos dele também. Agora começam as denúncias, já quer se esquivar”, criticou.
Wellington também afirmou, durante o discurso, que estaria “provado o desvio” de recursos e cobrou responsabilidade com o dinheiro público. A declaração representa a avaliação política do senador. A investigação da Polícia Federal está em andamento e não há decisão judicial definitiva estabelecendo condenação pelos fatos apurados na Heritage.
“Chamo a atenção aqui da população”, completou Fagundes ao questionar a responsabilidade política de Pivetta durante o período em que ocupou a vice-governadoria.
No mesmo pronunciamento, Wellington manifestou solidariedade a Jayme Campos, que perdeu espaço dentro do União Brasil após a legenda decidir apoiar a candidatura de Pivetta ao Governo.
Jayme defendia candidatura própria ao Palácio Paiaguás, mas foi derrotado internamente na convenção partidária. Desde então, passou a fazer críticas públicas à condução do União Brasil e ao grupo liderado por Mauro Mendes.
“Vossa excelência não teve a oportunidade com a sua história, que construiu esse grande partido. Trago minha indignação de um homem de sua história não poder disputar democraticamente as eleições. O povo que decida quem deve ser o próximo governador”, declarou Wellington ao se dirigir a Jayme.
As manifestações dos três senadores ocorrem em meio aos efeitos políticos provocados pela Operação Heritage.
Fábio Garcia (União Brasil), que havia sido escolhido para ocupar a vaga de vice na chapa de Pivetta, deixou a composição e anunciou o retorno à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Garcia foi alcançado por medidas cautelares no âmbito da investigação.
Com a saída do parlamentar, Gisela Simona passou a ocupar a vaga de candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na semana passada para investigar suspeitas relacionadas ao acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, além do caminho percorrido pelos recursos após os pagamentos.
Mauro Mendes está entre os investigados alcançados pelas medidas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pivetta, por sua vez, não aparece como investigado nos elementos públicos da operação conhecidos até o momento.
A investigação segue em andamento. As medidas cautelares adotadas pela Justiça não representam condenação, e eventuais responsabilidades criminais serão definidas no decorrer das investigações e do devido processo legal.
As manifestações de Fávaro e Wellington, no Senado, reforçaram as críticas que Jayme já vinha fazendo ao grupo político após os desdobramentos da operação.
Fávaro afirmou estar “triste” com a repercussão do caso e defendeu que as investigações avancem, respeitando o direito de defesa, mas sem que fatos sejam encobertos.
“Fico muito triste que Mato Grosso tenha mais uma denúncia tão grave como essa. Defendo o pleno direito de defesa, mas que nada fique acobertado. O povo do nosso Estado não merece, mais uma vez, passar por essa tristeza”, declarou.
Wellington, candidato ao Governo de Mato Grosso e adversário de Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás, foi além e direcionou as críticas ao atual governador.
Pivetta foi vice de Mauro Mendes por mais de sete anos e assumiu o comando do Estado após a saída do então governador para disputar o Senado. Para Wellington, há uma contradição entre o discurso de Pivetta sobre sua participação nos resultados da gestão e a postura adotada depois da Heritage.
“O atual governador, que ficou sete anos como vice, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que uma semana atrás ele dizia que tudo o que aconteceu no governo durante esses sete anos e pouco foram méritos dele também. Agora começam as denúncias, já quer se esquivar”, criticou.
Wellington também afirmou, durante o discurso, que estaria “provado o desvio” de recursos e cobrou responsabilidade com o dinheiro público. A declaração representa a avaliação política do senador. A investigação da Polícia Federal está em andamento e não há decisão judicial definitiva estabelecendo condenação pelos fatos apurados na Heritage.
“Chamo a atenção aqui da população”, completou Fagundes ao questionar a responsabilidade política de Pivetta durante o período em que ocupou a vice-governadoria.
No mesmo pronunciamento, Wellington manifestou solidariedade a Jayme Campos, que perdeu espaço dentro do União Brasil após a legenda decidir apoiar a candidatura de Pivetta ao Governo.
Jayme defendia candidatura própria ao Palácio Paiaguás, mas foi derrotado internamente na convenção partidária. Desde então, passou a fazer críticas públicas à condução do União Brasil e ao grupo liderado por Mauro Mendes.
“Vossa excelência não teve a oportunidade com a sua história, que construiu esse grande partido. Trago minha indignação de um homem de sua história não poder disputar democraticamente as eleições. O povo que decida quem deve ser o próximo governador”, declarou Wellington ao se dirigir a Jayme.
As manifestações dos três senadores ocorrem em meio aos efeitos políticos provocados pela Operação Heritage.
Fábio Garcia (União Brasil), que havia sido escolhido para ocupar a vaga de vice na chapa de Pivetta, deixou a composição e anunciou o retorno à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Garcia foi alcançado por medidas cautelares no âmbito da investigação.
Com a saída do parlamentar, Gisela Simona passou a ocupar a vaga de candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na semana passada para investigar suspeitas relacionadas ao acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, além do caminho percorrido pelos recursos após os pagamentos.
Mauro Mendes está entre os investigados alcançados pelas medidas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pivetta, por sua vez, não aparece como investigado nos elementos públicos da operação conhecidos até o momento.
A investigação segue em andamento. As medidas cautelares adotadas pela Justiça não representam condenação, e eventuais responsabilidades criminais serão definidas no decorrer das investigações e do devido processo legal.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



