Júlio Campos diz que não votará em Mauro Mendes e que UB terá de escolher outro candidato ao Senado se houver "fato grave" contra ex-governador em investigação
Deputado afirma que eventual agravamento das investigações da Operação Heritage poderá levar o partido a rever a candidatura de Mauro ao Congresso
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O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o partido poderá substituir Mauro Mendes na disputa ao Senado caso surja algum “fato mais grave” relacionado ao ex-governador, citado no contexto da Operação Heritage, da Polícia Federal.
A declaração ocorre após a crise interna no União Brasil provocada pela convenção que definiu apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A decisão enterrou o projeto do senador Jayme Campos de disputar o governo do Estado.
Para Júlio, a desistência do deputado federal Fábio Garcia (União) da candidatura a vice-governador abriu caminho para que Pivetta escolhesse Gisela Simona (União) para ocupar a vaga. Segundo ele, alterações também podem ocorrer na composição da chapa para o Senado.
“Qualquer cidadão comum entendia que o momento, eu acho que o gesto do deputado Fábio Garcia em abrir mão do seu nome naquela chapa foi um gesto político muito importante. Deu ao vice-governador, aliás, ao governador Pivetta, a liberdade de escolher um novo companheiro e escolheu a companheira Gisela, que eu acho que era normal. A substituição não tinha, e não sabemos se daqui a uns dias o partido não poderá substituir os candidatos de senador”, disse.
Na sequência, Júlio citou diretamente a possibilidade de mudança envolvendo Mauro Mendes.
“Se houver algum fato mais grave com relação ao Mauro Mendes, a União Brasil vai ter que se reunir e escolher o novo candidato ao Senado”, acrescentou.
Mauro Mendes foi um dos nomes citados no contexto da Operação Heritage, que apura suspeitas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o governo e a empresa Oi. Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados.
A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, além de outras condutas que possam ser identificadas ao longo das apurações.
Júlio diz que não votará em Mauro
Além de admitir uma eventual substituição na chapa, Júlio Campos afirmou que não pretende votar em Mauro Mendes para o Senado. A posição ocorre em meio ao embate entre os grupos internos do União Brasil durante a convenção que definiu o apoio a Pivetta.
“Não, eu acho que o Mauro, até pelas razões que vocês entenderam, a agressividade com que ele agiu, não tem razão a gente dizer que vai votar em Mauro Mendes”, comentou.
O deputado também afirmou que seus aliados não deverão apoiar o ex-governador e relacionou a decisão ao comportamento de Mauro durante o processo que antecedeu a convenção.
“Nem meus amigos irão votar em Mauro Mendes, nem quem gosta de Júlio Campos vai votar em Mauro Mendes. Jamais. Pela maneira truculenta, ditatorial, com que ele nos tratou no dia da convenção e nas vésperas da convenção. Então, não tem como. O amigo de Júlio Campos que votar em Mauro Mendes está contrariando o desígnio de Deus”, disparou.
Ao comentar possíveis alternativas para o Senado, Júlio mencionou o ex-governador Pedro Taques (PSB) e o ministro Carlos Fávaro (PSD), mas destacou a candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que já recebeu apoio declarado de Jayme Campos.
“Tô pensando, hein? Tem Pedro Taques, tem Fávaro, tem tantos companheiros, candidato a senador que não falta, né? Nós, deputados estaduais, a maioria já está nos apoiando a Janaína antes de qualquer coisa. O relacionamento que ela tem aqui na Casa, todos os colegas, 90% dos colegas, 80%, o segundo voto já era da Janaína”, disse.
A manifestação de Júlio ocorre depois de o União Brasil aprovar o apoio à candidatura de Pivetta durante a convenção partidária. O grupo liderado por Jayme Campos foi derrotado por 30 votos a 19, além de um voto anulado.
Após o resultado, Jayme declarou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL). Júlio também afirmou que seguirá o irmão e que não pretende votar em Pivetta.
A declaração ocorre após a crise interna no União Brasil provocada pela convenção que definiu apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A decisão enterrou o projeto do senador Jayme Campos de disputar o governo do Estado.
Para Júlio, a desistência do deputado federal Fábio Garcia (União) da candidatura a vice-governador abriu caminho para que Pivetta escolhesse Gisela Simona (União) para ocupar a vaga. Segundo ele, alterações também podem ocorrer na composição da chapa para o Senado.
“Qualquer cidadão comum entendia que o momento, eu acho que o gesto do deputado Fábio Garcia em abrir mão do seu nome naquela chapa foi um gesto político muito importante. Deu ao vice-governador, aliás, ao governador Pivetta, a liberdade de escolher um novo companheiro e escolheu a companheira Gisela, que eu acho que era normal. A substituição não tinha, e não sabemos se daqui a uns dias o partido não poderá substituir os candidatos de senador”, disse.
Na sequência, Júlio citou diretamente a possibilidade de mudança envolvendo Mauro Mendes.
“Se houver algum fato mais grave com relação ao Mauro Mendes, a União Brasil vai ter que se reunir e escolher o novo candidato ao Senado”, acrescentou.
Mauro Mendes foi um dos nomes citados no contexto da Operação Heritage, que apura suspeitas relacionadas a um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o governo e a empresa Oi. Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados.
A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, além de outras condutas que possam ser identificadas ao longo das apurações.
Júlio diz que não votará em Mauro
Além de admitir uma eventual substituição na chapa, Júlio Campos afirmou que não pretende votar em Mauro Mendes para o Senado. A posição ocorre em meio ao embate entre os grupos internos do União Brasil durante a convenção que definiu o apoio a Pivetta.
“Não, eu acho que o Mauro, até pelas razões que vocês entenderam, a agressividade com que ele agiu, não tem razão a gente dizer que vai votar em Mauro Mendes”, comentou.
O deputado também afirmou que seus aliados não deverão apoiar o ex-governador e relacionou a decisão ao comportamento de Mauro durante o processo que antecedeu a convenção.
“Nem meus amigos irão votar em Mauro Mendes, nem quem gosta de Júlio Campos vai votar em Mauro Mendes. Jamais. Pela maneira truculenta, ditatorial, com que ele nos tratou no dia da convenção e nas vésperas da convenção. Então, não tem como. O amigo de Júlio Campos que votar em Mauro Mendes está contrariando o desígnio de Deus”, disparou.
Ao comentar possíveis alternativas para o Senado, Júlio mencionou o ex-governador Pedro Taques (PSB) e o ministro Carlos Fávaro (PSD), mas destacou a candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que já recebeu apoio declarado de Jayme Campos.
“Tô pensando, hein? Tem Pedro Taques, tem Fávaro, tem tantos companheiros, candidato a senador que não falta, né? Nós, deputados estaduais, a maioria já está nos apoiando a Janaína antes de qualquer coisa. O relacionamento que ela tem aqui na Casa, todos os colegas, 90% dos colegas, 80%, o segundo voto já era da Janaína”, disse.
A manifestação de Júlio ocorre depois de o União Brasil aprovar o apoio à candidatura de Pivetta durante a convenção partidária. O grupo liderado por Jayme Campos foi derrotado por 30 votos a 19, além de um voto anulado.
Após o resultado, Jayme declarou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL). Júlio também afirmou que seguirá o irmão e que não pretende votar em Pivetta.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



