Justiça aciona PF, CVM e Banco Central em caso do Grupo Safras
Decisão aponta possíveis responsabilidades civil, criminal e administrativa em processo que reúne empresas e empresários com dívidas milionárias
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A Justiça de Mato Grosso determinou o acionamento da Polícia Federal (PF), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central para apurar possíveis responsabilidades civil, criminal e administrativa no processo de recuperação judicial ligado ao grupo Safras/Rossato, do setor do agronegócio. A medida ocorre após o processo apontar indícios de prática de crime financeiro em meio a uma relação de dívidas milionárias com bancos, fundos de investimento, cooperativas de crédito e fornecedores.
A recuperação judicial envolve empresas e pessoas físicas relacionadas ao grupo. Entre as empresas estão Safras Armazéns Gerais, Safras Agroindústria, Copagri Comercial Paranaense Agrícola e Armazéns e Cerealista Guarita. Também aparecem no processo os empresários Pedro de Moraes Filho, Dilceu Rossato, Catia Regina Randon, Caroline Randon Rossato Morais, Luiz Eduardo Randon Rossato, Renan Alesy Morais e Stella Mari Bonatto Moraes.
A decisão também determina a intimação de credores e terceiros interessados sobre a relação de credores apresentada no processo. Eventuais impugnações poderão ser apresentadas no prazo de 10 dias, conforme as regras processuais.
A lista apresentada na recuperação judicial reúne débitos de valores elevados com instituições financeiras, cooperativas, fundos e empresas. Entre os compromissos atribuídos à Safras Indústria e Comércio de Biocombustíveis estão R$ 60,4 milhões com o Sicoob Credisul, R$ 32 milhões com o Banco ABC Brasil, R$ 35,1 milhões com a Blackpartners e R$ 25,1 milhões com a CJ Internacional.
No caso da Safras Armazéns Gerais, aparecem dívidas de R$ 45,7 milhões com o Bradesco, R$ 34,1 milhões com o Sicredi e R$ 75,7 milhões com o Banco do Brasil.
A relação também registra outros valores expressivos. Entre eles estão R$ 115,5 milhões cobrados pelo Banco do Brasil, R$ 81,1 milhões pela Bravano FIDC, R$ 42,9 milhões pela Caixa Econômica Federal, R$ 109,6 milhões pelo Sicoob Credisul, R$ 88,3 milhões pela Opea e R$ 86,7 milhões pela RD Comércio.
Entre as pessoas físicas incluídas no processo, Pedro de Moraes Filho aparece com débitos de R$ 203,5 milhões junto ao Banco do Brasil, R$ 248,5 milhões com a Bravano FIDC, R$ 64,8 milhões com a Caixa Econômica Federal, R$ 103 milhões com o Sicoob Credisul e R$ 113,8 milhões com a Flowinvest.
Já em relação a Dilceu Rossato, a lista aponta um crédito de R$ 165,3 milhões do Banco do Brasil, com garantia real. Também constam R$ 248,5 milhões da Bravano FIDC, R$ 114,1 milhões do Sicoob Credisul, R$ 113,8 milhões da Flowinvest e R$ 88,3 milhões da Opea.
Com o encaminhamento do caso à PF, à CVM e ao Banco Central, a apuração passa a envolver órgãos federais responsáveis por investigação criminal e fiscalização do mercado financeiro e do sistema bancário.
A recuperação judicial envolve empresas e pessoas físicas relacionadas ao grupo. Entre as empresas estão Safras Armazéns Gerais, Safras Agroindústria, Copagri Comercial Paranaense Agrícola e Armazéns e Cerealista Guarita. Também aparecem no processo os empresários Pedro de Moraes Filho, Dilceu Rossato, Catia Regina Randon, Caroline Randon Rossato Morais, Luiz Eduardo Randon Rossato, Renan Alesy Morais e Stella Mari Bonatto Moraes.
A decisão também determina a intimação de credores e terceiros interessados sobre a relação de credores apresentada no processo. Eventuais impugnações poderão ser apresentadas no prazo de 10 dias, conforme as regras processuais.
A lista apresentada na recuperação judicial reúne débitos de valores elevados com instituições financeiras, cooperativas, fundos e empresas. Entre os compromissos atribuídos à Safras Indústria e Comércio de Biocombustíveis estão R$ 60,4 milhões com o Sicoob Credisul, R$ 32 milhões com o Banco ABC Brasil, R$ 35,1 milhões com a Blackpartners e R$ 25,1 milhões com a CJ Internacional.
No caso da Safras Armazéns Gerais, aparecem dívidas de R$ 45,7 milhões com o Bradesco, R$ 34,1 milhões com o Sicredi e R$ 75,7 milhões com o Banco do Brasil.
A relação também registra outros valores expressivos. Entre eles estão R$ 115,5 milhões cobrados pelo Banco do Brasil, R$ 81,1 milhões pela Bravano FIDC, R$ 42,9 milhões pela Caixa Econômica Federal, R$ 109,6 milhões pelo Sicoob Credisul, R$ 88,3 milhões pela Opea e R$ 86,7 milhões pela RD Comércio.
Entre as pessoas físicas incluídas no processo, Pedro de Moraes Filho aparece com débitos de R$ 203,5 milhões junto ao Banco do Brasil, R$ 248,5 milhões com a Bravano FIDC, R$ 64,8 milhões com a Caixa Econômica Federal, R$ 103 milhões com o Sicoob Credisul e R$ 113,8 milhões com a Flowinvest.
Já em relação a Dilceu Rossato, a lista aponta um crédito de R$ 165,3 milhões do Banco do Brasil, com garantia real. Também constam R$ 248,5 milhões da Bravano FIDC, R$ 114,1 milhões do Sicoob Credisul, R$ 113,8 milhões da Flowinvest e R$ 88,3 milhões da Opea.
Com o encaminhamento do caso à PF, à CVM e ao Banco Central, a apuração passa a envolver órgãos federais responsáveis por investigação criminal e fiscalização do mercado financeiro e do sistema bancário.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



