Lula diz que cargo público não pode servir a interesse pessoal em meio à crise do STF
Presidente não citou Alexandre de Moraes, mas fez alerta durante discurso ao lado de Edson Fachin e Paulo Gonet
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) que nenhum agente público pode utilizar o cargo que ocupa para obter benefício pessoal sob o argumento de defender a democracia. A declaração ocorreu em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) após revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Sem mencionar diretamente Moraes ou o ministro André Mendonça, relator do processo relacionado ao banco, Lula fez uma defesa ampla da responsabilidade de quem ocupa funções públicas.
“Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, declarou.
A fala ocorreu no Palácio do Planalto, onde estavam presentes o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também aparece entre os personagens envolvidos na crise.
As declarações foram feitas dias depois de vir à tona uma mensagem na qual Vorcaro teria perguntado a Moraes, dois dias antes de ser preso e quando estava prestes a deixar o país, se deveria fugir do Brasil. Também foi revelado que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
O episódio ocorre em um momento de forte pressão sobre o Supremo. Setores ligados ao governo Lula historicamente defendiam a atuação de Moraes durante sua passagem pela presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente diante das medidas adotadas durante o processo que culminou na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe.
Nos bastidores, petistas reconheciam que algumas decisões de Moraes poderiam ser consideradas excessivas, mas sustentavam que as medidas eram necessárias naquele contexto para impedir uma ruptura institucional.
Durante o discurso desta sexta-feira, Lula também defendeu mudanças no sistema de Justiça e afirmou que pretende promover uma discussão sobre uma nova reforma do Judiciário no próximo ano.
“Tenho certeza que faremos, para o próximo ano, uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”, afirmou.
No fim do terceiro mandato e candidato à reeleição, Lula também busca evitar que a crise envolvendo o STF tenha impacto sobre sua imagem. O presidente manteve proximidade institucional com a Corte ao longo de seu atual governo.
Ao comentar o episódio, Lula afirmou ainda que cabe a Fachin e Gonet conduzirem a solução para a crise. O presidente também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de investigações e alertou para os efeitos desse tipo de divulgação sobre a confiança da população nas instituições.
“Se a gente não der uma parada nisso, vai perder a credibilidade que nós queremos que a sociedade brasileira tenha na Justiça”, afirmou.
Sem mencionar diretamente Moraes ou o ministro André Mendonça, relator do processo relacionado ao banco, Lula fez uma defesa ampla da responsabilidade de quem ocupa funções públicas.
“Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, declarou.
A fala ocorreu no Palácio do Planalto, onde estavam presentes o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também aparece entre os personagens envolvidos na crise.
As declarações foram feitas dias depois de vir à tona uma mensagem na qual Vorcaro teria perguntado a Moraes, dois dias antes de ser preso e quando estava prestes a deixar o país, se deveria fugir do Brasil. Também foi revelado que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
O episódio ocorre em um momento de forte pressão sobre o Supremo. Setores ligados ao governo Lula historicamente defendiam a atuação de Moraes durante sua passagem pela presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente diante das medidas adotadas durante o processo que culminou na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe.
Nos bastidores, petistas reconheciam que algumas decisões de Moraes poderiam ser consideradas excessivas, mas sustentavam que as medidas eram necessárias naquele contexto para impedir uma ruptura institucional.
Durante o discurso desta sexta-feira, Lula também defendeu mudanças no sistema de Justiça e afirmou que pretende promover uma discussão sobre uma nova reforma do Judiciário no próximo ano.
“Tenho certeza que faremos, para o próximo ano, uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”, afirmou.
No fim do terceiro mandato e candidato à reeleição, Lula também busca evitar que a crise envolvendo o STF tenha impacto sobre sua imagem. O presidente manteve proximidade institucional com a Corte ao longo de seu atual governo.
Ao comentar o episódio, Lula afirmou ainda que cabe a Fachin e Gonet conduzirem a solução para a crise. O presidente também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de investigações e alertou para os efeitos desse tipo de divulgação sobre a confiança da população nas instituições.
“Se a gente não der uma parada nisso, vai perder a credibilidade que nós queremos que a sociedade brasileira tenha na Justiça”, afirmou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



