Lula diz que vai assinar hoje MP que “acaba com as bets” no país
Presidente anunciou a medida após afirmar que pretende combater os efeitos da ludopatia; tema também entrou no debate eleitoral com críticas de Flávio Bolsonaro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta sexta-feira (25), durante ato de campanha no Recife, que assinará nesta tarde uma Medida Provisória (MP) que, segundo ele, vai “acabar com as bets” no país. A assinatura está prevista para ocorrer durante um ato oficial em São Paulo.
Lula afirmou que a medida será uma das ações que pretende assinar ao chegar à capital paulista. “Quando chegar a São Paulo, eu tenho um ato oficial para assinar algumas coisas. Uma delas é para acabar com as bets”, declarou durante o evento no Recife.
O presidente participou do ato ao lado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Lula cita endividamento e ludopatia
Ao explicar a decisão, Lula relacionou as apostas ao endividamento e a problemas de saúde associados ao jogo. Segundo o presidente, há pessoas que estariam enfrentando dificuldades financeiras e outras que desenvolveram dependência em apostas.
“Tem muita gente doente por causa do jogo” e “tem muita gente endividada”, afirmou. Em seguida, Lula disse considerar inadequado que brasileiros gastem recursos que não possuem na tentativa de obter ganhos por meio das apostas.
“Eu não acho correto o povo brasileiro estar devendo e se matando e ficando doente com a doença chamada ludopatia, por causa de jogo”, declarou.
O presidente também afirmou que “não é correto a gente gastar o que não tem para tentar ganhar o que não existe”.
Lula critica patrocínio de clubes por bets
Durante o discurso, Lula voltou a criticar a presença das empresas de apostas esportivas no futebol brasileiro. O presidente afirmou que clubes não deveriam depender de patrocínios de bets para manter suas atividades.
“Os times de futebol não têm o direito de querer sobreviver às custas do povo pobre que torce para o time”, afirmou.
Lula também mencionou as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), modelo criado para permitir que clubes sejam estruturados como empresas. Segundo ele, as equipes deveriam buscar outras formas de financiamento.
“Aprovamos as SAFs para que os times virem empresas, mas eles não querem, porque querem mamar nas bets. Vão ter que arranjar outro jeito de ganhar dinheiro, porque as bets vão acabar”, disse.
Tema entrou na campanha presidencial
A discussão sobre as apostas também passou a fazer parte do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Na quarta-feira (23), durante um evento com artistas no Rio de Janeiro, uma frase projetada em um telão dizia “Flávio é bet, Lula é o caminho”.
Na ocasião, Lula afirmou que não poderia deixar a ludopatia tomar “conta do povo brasileiro”. O tema voltou a ser abordado pelo presidente nesta sexta-feira, com a confirmação da assinatura da medida provisória.
Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre as apostas na quarta-feira. Em uma transmissão ao vivo, afirmou ser contrário a “jogos de qualquer forma”, mas disse que apostas em eventos reais, como partidas de futebol, poderiam ser submetidas a mecanismos de controle.
O candidato também criticou Lula e afirmou que o presidente teria permitido e regulamentado as apostas durante seu governo.
“O Lula fica se fingindo de besta, mas liberou e regulamentou no seu governo”, declarou Flávio.
Como a regulamentação das apostas começou
A regulamentação das apostas esportivas envolve medidas adotadas em diferentes governos. As apostas esportivas foram liberadas no governo Michel Temer (MDB), em 2018. A legislação previa que o setor fosse regulamentado posteriormente, mas isso não ocorreu durante os quatro anos da gestão Jair Bolsonaro (PL).
Em 2023, já no governo Lula, o Executivo retomou as discussões sobre a regulamentação das apostas. Durante a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados, foram incluídos os jogos online, como os chamados cassinos virtuais.
A inclusão ocorreu durante a análise do texto pelo relator, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), conforme informações citadas no material de origem.
Bets e “tigrinho” não são a mesma modalidade
Apesar de aparecerem juntos no debate político, bets e jogos como o chamado “tigrinho” correspondem a modalidades diferentes.
As bets são plataformas de apostas em eventos reais, como partidas de futebol e basquete. Nesse modelo, o usuário aposta em resultados ou acontecimentos relacionados às competições.
Já os cassinos online reproduzem digitalmente jogos tradicionais de cassino, como roleta, blackjack e pôquer. O chamado “jogo do tigrinho” pertence à categoria dos caça-níqueis e está inserido nesse segmento.
A assinatura da MP anunciada por Lula ocorre, portanto, em meio ao debate sobre o futuro das apostas no país e às diferentes posições apresentadas pelos candidatos durante a campanha presidencial.
Lula afirmou que a medida será uma das ações que pretende assinar ao chegar à capital paulista. “Quando chegar a São Paulo, eu tenho um ato oficial para assinar algumas coisas. Uma delas é para acabar com as bets”, declarou durante o evento no Recife.
O presidente participou do ato ao lado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Lula cita endividamento e ludopatia
Ao explicar a decisão, Lula relacionou as apostas ao endividamento e a problemas de saúde associados ao jogo. Segundo o presidente, há pessoas que estariam enfrentando dificuldades financeiras e outras que desenvolveram dependência em apostas.
“Tem muita gente doente por causa do jogo” e “tem muita gente endividada”, afirmou. Em seguida, Lula disse considerar inadequado que brasileiros gastem recursos que não possuem na tentativa de obter ganhos por meio das apostas.
“Eu não acho correto o povo brasileiro estar devendo e se matando e ficando doente com a doença chamada ludopatia, por causa de jogo”, declarou.
O presidente também afirmou que “não é correto a gente gastar o que não tem para tentar ganhar o que não existe”.
Lula critica patrocínio de clubes por bets
Durante o discurso, Lula voltou a criticar a presença das empresas de apostas esportivas no futebol brasileiro. O presidente afirmou que clubes não deveriam depender de patrocínios de bets para manter suas atividades.
“Os times de futebol não têm o direito de querer sobreviver às custas do povo pobre que torce para o time”, afirmou.
Lula também mencionou as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), modelo criado para permitir que clubes sejam estruturados como empresas. Segundo ele, as equipes deveriam buscar outras formas de financiamento.
“Aprovamos as SAFs para que os times virem empresas, mas eles não querem, porque querem mamar nas bets. Vão ter que arranjar outro jeito de ganhar dinheiro, porque as bets vão acabar”, disse.
Tema entrou na campanha presidencial
A discussão sobre as apostas também passou a fazer parte do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Na quarta-feira (23), durante um evento com artistas no Rio de Janeiro, uma frase projetada em um telão dizia “Flávio é bet, Lula é o caminho”.
Na ocasião, Lula afirmou que não poderia deixar a ludopatia tomar “conta do povo brasileiro”. O tema voltou a ser abordado pelo presidente nesta sexta-feira, com a confirmação da assinatura da medida provisória.
Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre as apostas na quarta-feira. Em uma transmissão ao vivo, afirmou ser contrário a “jogos de qualquer forma”, mas disse que apostas em eventos reais, como partidas de futebol, poderiam ser submetidas a mecanismos de controle.
O candidato também criticou Lula e afirmou que o presidente teria permitido e regulamentado as apostas durante seu governo.
“O Lula fica se fingindo de besta, mas liberou e regulamentou no seu governo”, declarou Flávio.
Como a regulamentação das apostas começou
A regulamentação das apostas esportivas envolve medidas adotadas em diferentes governos. As apostas esportivas foram liberadas no governo Michel Temer (MDB), em 2018. A legislação previa que o setor fosse regulamentado posteriormente, mas isso não ocorreu durante os quatro anos da gestão Jair Bolsonaro (PL).
Em 2023, já no governo Lula, o Executivo retomou as discussões sobre a regulamentação das apostas. Durante a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados, foram incluídos os jogos online, como os chamados cassinos virtuais.
A inclusão ocorreu durante a análise do texto pelo relator, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), conforme informações citadas no material de origem.
Bets e “tigrinho” não são a mesma modalidade
Apesar de aparecerem juntos no debate político, bets e jogos como o chamado “tigrinho” correspondem a modalidades diferentes.
As bets são plataformas de apostas em eventos reais, como partidas de futebol e basquete. Nesse modelo, o usuário aposta em resultados ou acontecimentos relacionados às competições.
Já os cassinos online reproduzem digitalmente jogos tradicionais de cassino, como roleta, blackjack e pôquer. O chamado “jogo do tigrinho” pertence à categoria dos caça-níqueis e está inserido nesse segmento.
A assinatura da MP anunciada por Lula ocorre, portanto, em meio ao debate sobre o futuro das apostas no país e às diferentes posições apresentadas pelos candidatos durante a campanha presidencial.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



