Mauro diz ter cortado mais de 140 impostos em MT e promete levar “coragem” para o Senado
Ex-governador cita mudanças tributárias e obras que, segundo ele, estavam paradas havia décadas para defender atuação independente no Congresso
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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que pretende levar para o Congresso Nacional a mesma disposição para enfrentar temas considerados difíceis que, segundo ele, marcou sua passagem pelo Governo do Estado. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (18), o candidato citou a redução ou eliminação de mais de 140 impostos e taxas e obras que, em sua avaliação, permaneceram por décadas apenas no campo das promessas.
“Tive coragem de cortar mais de 140 impostos, taxas e impostos. Está lá a lista para qualquer um ver. São mais de 140 taxas e impostos que foram reduzidos aqui no Mato Grosso ou cortados, eliminados. Então, isso é ter coragem, mas saber fazer e ter uma estratégia para fazer isso virar verdade”, afirmou.
Segundo Mauro, entre as medidas adotadas durante sua gestão estiveram alterações em tributos e taxas de diferentes setores da economia. Ele citou ainda a isenção de ICMS para itens da cesta básica e mudanças nas alíquotas aplicadas a segmentos como calçados, confecções, tecidos, bares e restaurantes, informática e telecomunicações, madeira e transporte intermunicipal.
Obras que Mauro cita como exemplos
Na entrevista, o ex-governador também listou obras e projetos que, segundo ele, permaneceram durante anos sem conclusão ou sem sair do papel.
Entre os exemplos mencionados estão o Hospital Central de Cuiabá, que, de acordo com Mauro, ficou 34 anos sem ser concluído; a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, discutida por cerca de três décadas; a ponte sobre o Rio das Mortes; a duplicação da BR-163 e a Ferrovia Vicente Vuolo, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde.
Na avaliação do candidato, a experiência adquirida à frente do Executivo estadual pode ser aplicada no trabalho parlamentar.
“Eu tenho certeza que no Congresso Nacional tem que ter um pouco disso também. Coragem, estratégia e capacidade de fazer aquilo que parece impossível se tornar realidade”, declarou.
Enfrentamento ao agronegócio
Mauro também relembrou uma das decisões que classificou como mais controversas durante o período em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso: a mudança na política de incentivos fiscais destinada ao setor do agronegócio.
Segundo ele, a alteração provocou resistência no início da gestão, mas fazia parte de uma estratégia para reorganizar a arrecadação e a política tributária estadual.
“Também tive coragem de enfrentar o grande agronegócio. Tive coragem de enfrentar e cortar incentivos fiscais. Mas eu tinha estratégia, porque não adianta falar. Tem muita gente que falou isso e nunca fez”, afirmou.
Candidato diz que Senado exige outra postura
Ao falar sobre a possibilidade de assumir um mandato no Senado, Mauro reconheceu que a atuação no Legislativo exige uma dinâmica diferente daquela de um governador.
Segundo ele, enquanto no Executivo o chefe do Estado possui poder direto para tomar decisões, no Congresso é necessário construir acordos e buscar apoio de outros parlamentares para aprovar propostas.
“Você acha que em um colegiado que você depende dos outros, se você é um cara que espanta a rodinha, você vai conseguir aprovar alguma coisa? Lá eu vou depender de 80 pessoas, então eu tenho que ser um cara que consigo me relacionar bem com elas, ser respeitado por elas, ajudar nos projetos importantes e trabalhar pelos interesses do nosso Estado”, disse.
Mauro afirmou ainda que pretende manter independência política caso seja eleito e que sua atuação no Senado será orientada pelos interesses de Mato Grosso, sem ficar subordinada a um eventual governo federal.
A estratégia apresentada pelo candidato combina, portanto, a defesa das medidas adotadas durante sua passagem pelo Executivo com a promessa de adaptação ao ambiente de negociação próprio do Congresso Nacional.
“Tive coragem de cortar mais de 140 impostos, taxas e impostos. Está lá a lista para qualquer um ver. São mais de 140 taxas e impostos que foram reduzidos aqui no Mato Grosso ou cortados, eliminados. Então, isso é ter coragem, mas saber fazer e ter uma estratégia para fazer isso virar verdade”, afirmou.
Segundo Mauro, entre as medidas adotadas durante sua gestão estiveram alterações em tributos e taxas de diferentes setores da economia. Ele citou ainda a isenção de ICMS para itens da cesta básica e mudanças nas alíquotas aplicadas a segmentos como calçados, confecções, tecidos, bares e restaurantes, informática e telecomunicações, madeira e transporte intermunicipal.
Obras que Mauro cita como exemplos
Na entrevista, o ex-governador também listou obras e projetos que, segundo ele, permaneceram durante anos sem conclusão ou sem sair do papel.
Entre os exemplos mencionados estão o Hospital Central de Cuiabá, que, de acordo com Mauro, ficou 34 anos sem ser concluído; a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, discutida por cerca de três décadas; a ponte sobre o Rio das Mortes; a duplicação da BR-163 e a Ferrovia Vicente Vuolo, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde.
Na avaliação do candidato, a experiência adquirida à frente do Executivo estadual pode ser aplicada no trabalho parlamentar.
“Eu tenho certeza que no Congresso Nacional tem que ter um pouco disso também. Coragem, estratégia e capacidade de fazer aquilo que parece impossível se tornar realidade”, declarou.
Enfrentamento ao agronegócio
Mauro também relembrou uma das decisões que classificou como mais controversas durante o período em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso: a mudança na política de incentivos fiscais destinada ao setor do agronegócio.
Segundo ele, a alteração provocou resistência no início da gestão, mas fazia parte de uma estratégia para reorganizar a arrecadação e a política tributária estadual.
“Também tive coragem de enfrentar o grande agronegócio. Tive coragem de enfrentar e cortar incentivos fiscais. Mas eu tinha estratégia, porque não adianta falar. Tem muita gente que falou isso e nunca fez”, afirmou.
Candidato diz que Senado exige outra postura
Ao falar sobre a possibilidade de assumir um mandato no Senado, Mauro reconheceu que a atuação no Legislativo exige uma dinâmica diferente daquela de um governador.
Segundo ele, enquanto no Executivo o chefe do Estado possui poder direto para tomar decisões, no Congresso é necessário construir acordos e buscar apoio de outros parlamentares para aprovar propostas.
“Você acha que em um colegiado que você depende dos outros, se você é um cara que espanta a rodinha, você vai conseguir aprovar alguma coisa? Lá eu vou depender de 80 pessoas, então eu tenho que ser um cara que consigo me relacionar bem com elas, ser respeitado por elas, ajudar nos projetos importantes e trabalhar pelos interesses do nosso Estado”, disse.
Mauro afirmou ainda que pretende manter independência política caso seja eleito e que sua atuação no Senado será orientada pelos interesses de Mato Grosso, sem ficar subordinada a um eventual governo federal.
A estratégia apresentada pelo candidato combina, portanto, a defesa das medidas adotadas durante sua passagem pelo Executivo com a promessa de adaptação ao ambiente de negociação próprio do Congresso Nacional.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



