Mauro Mendes chama denúncias contra Moraes de “gravíssimas” e cobra reação do Senado
Candidato ao Senado diz que ninguém em função pública pode ser “intocável” e defende mandato para ministros do STF
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O candidato ao Senado Mauro Mendes classificou como “gravíssimas” as denúncias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Diante das suspeitas que vieram a público, o ex-governador de Mato Grosso defendeu que o Senado acompanhe de perto as investigações e adote as medidas que considerar necessárias.
Para Mauro, o episódio reforça a necessidade de atuação do Senado diante de possíveis irregularidades envolvendo autoridades de alto escalão. Segundo ele, nenhum agente público deve estar acima de mecanismos de fiscalização e responsabilização.
“O Brasil não pode continuar assistindo a isso. O Brasil não aguenta mais ver escândalos acontecendo e, depois, serem colocados de lado enquanto o Senado não age, não faz nada. O Senado é o único órgão que pode conter esses absurdos. É por isso que eu sou candidato ao Senado”, afirmou.
COBRANÇA AO SENADO
As suspeitas passaram a ganhar repercussão após mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, que incluem referências a contatos mantidos pelo banqueiro com Moraes. Também vieram a público informações sobre contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro.
O caso segue em investigação e teve novos desdobramentos nesta semana com a divulgação de mensagens e documentos relacionados à relação entre os envolvidos. O ministro André Mendonça defendeu que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF, em uma sessão pública e transparente.
Mauro afirmou que, caso as suspeitas sejam confirmadas, os fatos seriam incompatíveis com a responsabilidade esperada de um integrante da Suprema Corte. Ele mencionou mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais o banqueiro teria buscado informações e apoio para interferir no andamento de investigações, além de referências a encontros, viagens e benefícios.
Na avaliação do candidato, os fatos precisam ser esclarecidos e o próprio ministro deve prestar contas sobre as circunstâncias que vieram a público. Para ele, o Senado não pode permanecer distante da apuração.
“TENHO CORAGEM”
Ao defender uma postura mais firme dos senadores, Mauro afirmou que sua trajetória política em Mato Grosso demonstra disposição para enfrentar situações consideradas difíceis.
“Já mostrei muitas vezes que tenho coragem. Já enfrentei muita coisa aqui em Mato Grosso, e muita gente sabe disso. Enfrentei e entreguei resultados”, declarou.
O candidato também cobrou uma mudança na postura dos atuais integrantes do Senado e disse esperar que a Casa avance na análise das denúncias antes mesmo da próxima legislatura.
“Mas espero que não seja preciso chegar ao ano que vem para mudar dois terços do Senado e trazer pessoas novas, com mais coragem. Os atuais senadores têm o dever de abrir um processo, dar continuidade, acompanhar as investigações e as provas para tomar uma atitude para tirar de lá pessoas que não representam o próprio Supremo Tribunal Federal nem o Brasil”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio a manifestações de senadores sobre o caso. Nesta semana, parlamentares foram à tribuna para defender investigação, afastamento ou eventual impeachment de Moraes diante das informações divulgadas sobre sua relação com Vorcaro.
MANDATO PARA MINISTROS
A crise envolvendo o STF também serviu de argumento para Mauro reforçar uma proposta que pretende defender caso seja eleito: a criação de mandato para ministros da Suprema Corte.
Atualmente, os integrantes do STF permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. A PEC 16/2019, que prevê mandato de oito anos, sem recondução, aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Mauro afirmou que pretende atuar para retirar a proposta da espera e levar a discussão adiante. Para ele, a permanência prolongada de uma mesma pessoa em um dos cargos de maior poder da República precisa ser revista.
“Eu defendo mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é razoável que uma pessoa possa permanecer décadas em um dos cargos mais poderosos da República. Eu vou trabalhar no Senado para que os ministros tenham mandato e para que o cargo deixe de ser vitalício”, disse.
A defesa de Mauro ocorre enquanto o Senado volta a ser pressionado a se posicionar sobre as denúncias relacionadas ao caso Banco Master. Para o candidato, a discussão ultrapassa a situação individual de Moraes e envolve os mecanismos de controle sobre quem ocupa os cargos mais importantes da República.
Para Mauro, o episódio reforça a necessidade de atuação do Senado diante de possíveis irregularidades envolvendo autoridades de alto escalão. Segundo ele, nenhum agente público deve estar acima de mecanismos de fiscalização e responsabilização.
“O Brasil não pode continuar assistindo a isso. O Brasil não aguenta mais ver escândalos acontecendo e, depois, serem colocados de lado enquanto o Senado não age, não faz nada. O Senado é o único órgão que pode conter esses absurdos. É por isso que eu sou candidato ao Senado”, afirmou.
COBRANÇA AO SENADO
As suspeitas passaram a ganhar repercussão após mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, que incluem referências a contatos mantidos pelo banqueiro com Moraes. Também vieram a público informações sobre contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro.
O caso segue em investigação e teve novos desdobramentos nesta semana com a divulgação de mensagens e documentos relacionados à relação entre os envolvidos. O ministro André Mendonça defendeu que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF, em uma sessão pública e transparente.
Mauro afirmou que, caso as suspeitas sejam confirmadas, os fatos seriam incompatíveis com a responsabilidade esperada de um integrante da Suprema Corte. Ele mencionou mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais o banqueiro teria buscado informações e apoio para interferir no andamento de investigações, além de referências a encontros, viagens e benefícios.
Na avaliação do candidato, os fatos precisam ser esclarecidos e o próprio ministro deve prestar contas sobre as circunstâncias que vieram a público. Para ele, o Senado não pode permanecer distante da apuração.
“TENHO CORAGEM”
Ao defender uma postura mais firme dos senadores, Mauro afirmou que sua trajetória política em Mato Grosso demonstra disposição para enfrentar situações consideradas difíceis.
“Já mostrei muitas vezes que tenho coragem. Já enfrentei muita coisa aqui em Mato Grosso, e muita gente sabe disso. Enfrentei e entreguei resultados”, declarou.
O candidato também cobrou uma mudança na postura dos atuais integrantes do Senado e disse esperar que a Casa avance na análise das denúncias antes mesmo da próxima legislatura.
“Mas espero que não seja preciso chegar ao ano que vem para mudar dois terços do Senado e trazer pessoas novas, com mais coragem. Os atuais senadores têm o dever de abrir um processo, dar continuidade, acompanhar as investigações e as provas para tomar uma atitude para tirar de lá pessoas que não representam o próprio Supremo Tribunal Federal nem o Brasil”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio a manifestações de senadores sobre o caso. Nesta semana, parlamentares foram à tribuna para defender investigação, afastamento ou eventual impeachment de Moraes diante das informações divulgadas sobre sua relação com Vorcaro.
MANDATO PARA MINISTROS
A crise envolvendo o STF também serviu de argumento para Mauro reforçar uma proposta que pretende defender caso seja eleito: a criação de mandato para ministros da Suprema Corte.
Atualmente, os integrantes do STF permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. A PEC 16/2019, que prevê mandato de oito anos, sem recondução, aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Mauro afirmou que pretende atuar para retirar a proposta da espera e levar a discussão adiante. Para ele, a permanência prolongada de uma mesma pessoa em um dos cargos de maior poder da República precisa ser revista.
“Eu defendo mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é razoável que uma pessoa possa permanecer décadas em um dos cargos mais poderosos da República. Eu vou trabalhar no Senado para que os ministros tenham mandato e para que o cargo deixe de ser vitalício”, disse.
A defesa de Mauro ocorre enquanto o Senado volta a ser pressionado a se posicionar sobre as denúncias relacionadas ao caso Banco Master. Para o candidato, a discussão ultrapassa a situação individual de Moraes e envolve os mecanismos de controle sobre quem ocupa os cargos mais importantes da República.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



