Max Russi diz que 'CPI da Oi' será instalada se houver assinaturas, mas vê pouca chance de abertura antes da eleição
Presidente da Assembleia Legislativa afirma, porém, que requerimento dificilmente avançará antes das eleições; proposta ganhou força após Operação Heritage
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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que irá dar andamento à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi caso o requerimento alcance o número necessário de assinaturas. Atualmente, a proposta tem sete apoios e precisa de mais uma assinatura para ser instalada.
Apesar de garantir que não irá barrar a comissão, Russi avalia que dificilmente o requerimento avançará antes das eleições. Segundo ele, faltam cerca de 30 dias para o pleito e a investigação sobre o acordo já está sendo conduzida pelas autoridades.
“Se chegar com assinaturas, eu vou tocar o processo. Então, eu não acredito que chegue agora, porque nós estamos a 30 dias da eleição”, afirmou.
A proposta ganhou força após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas ao acordo entre o Estado e a empresa de telefonia.
Para Max Russi, o período eleitoral também deve ser levado em consideração na decisão sobre o momento de instalação da CPI. O parlamentar avaliou que a abertura da comissão agora ou depois das eleições não teria impacto sobre as investigações já realizadas pelas autoridades.
“Você abrir uma CPI hoje, ou abrir daqui a 30 dias, particularmente, num assunto que já foi, que teve operação, que já teve todo esse debate aí, não é algo que vai mudar o trabalho ou as investigações”, disse.
O presidente da Assembleia reiterou, entretanto, que o calendário eleitoral não será utilizado como justificativa para impedir a criação da comissão caso o requerimento alcance as oito assinaturas exigidas.
“Se tiver essas assinaturas, independente de quando chegar, nós vamos tocar para frente”, declarou.
A CPI é defendida pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que também chamou atenção para a possibilidade de o requerimento entrar em uma fila caso outras comissões sejam protocoladas antes. A preocupação, segundo ele, é que propostas apresentadas anteriormente acabem postergando a instalação da investigação sobre o acordo com a Oi.
Operação Heritage
A Operação Heritage apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura que envolveria fundos de investimento e empresas.
A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados. A operação também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens de até aproximadamente R$ 316 milhões.
Entre os citados na investigação estão o governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União), o ex-secretário Mauro Carvalho e o ex-procurador-geral do Estado Francisco Lopes. Empresários, advogados e outros agentes públicos também aparecem entre os envolvidos na apuração.
A eventual CPI na Assembleia pretende investigar o acordo de cerca de R$ 308 milhões firmado entre o governo estadual e a Oi em meio às suspeitas apuradas pela operação da Polícia Federal.
Apesar de garantir que não irá barrar a comissão, Russi avalia que dificilmente o requerimento avançará antes das eleições. Segundo ele, faltam cerca de 30 dias para o pleito e a investigação sobre o acordo já está sendo conduzida pelas autoridades.
“Se chegar com assinaturas, eu vou tocar o processo. Então, eu não acredito que chegue agora, porque nós estamos a 30 dias da eleição”, afirmou.
A proposta ganhou força após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas ao acordo entre o Estado e a empresa de telefonia.
Para Max Russi, o período eleitoral também deve ser levado em consideração na decisão sobre o momento de instalação da CPI. O parlamentar avaliou que a abertura da comissão agora ou depois das eleições não teria impacto sobre as investigações já realizadas pelas autoridades.
“Você abrir uma CPI hoje, ou abrir daqui a 30 dias, particularmente, num assunto que já foi, que teve operação, que já teve todo esse debate aí, não é algo que vai mudar o trabalho ou as investigações”, disse.
O presidente da Assembleia reiterou, entretanto, que o calendário eleitoral não será utilizado como justificativa para impedir a criação da comissão caso o requerimento alcance as oito assinaturas exigidas.
“Se tiver essas assinaturas, independente de quando chegar, nós vamos tocar para frente”, declarou.
A CPI é defendida pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que também chamou atenção para a possibilidade de o requerimento entrar em uma fila caso outras comissões sejam protocoladas antes. A preocupação, segundo ele, é que propostas apresentadas anteriormente acabem postergando a instalação da investigação sobre o acordo com a Oi.
Operação Heritage
A Operação Heritage apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura que envolveria fundos de investimento e empresas.
A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados. A operação também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens de até aproximadamente R$ 316 milhões.
Entre os citados na investigação estão o governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União), o ex-secretário Mauro Carvalho e o ex-procurador-geral do Estado Francisco Lopes. Empresários, advogados e outros agentes públicos também aparecem entre os envolvidos na apuração.
A eventual CPI na Assembleia pretende investigar o acordo de cerca de R$ 308 milhões firmado entre o governo estadual e a Oi em meio às suspeitas apuradas pela operação da Polícia Federal.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



