Morre aos 96 anos Ascânio Baptista de Carvalho, pioneiro que ajudou a construir a história de Sinop
Um dos fundadores da Colonizadora Sinop e personagem da implantação do município, Ascânio participou da colonização do Nortão, da criação do Rotary e de decisões que acompanharam o desenvolvimento da cidade
Por Daniel Trindade3 min de leitura

Ligado à implantação da Gleba Celeste e à Colonizadora Sinop, Ascânio participou da formação do município, incentivou o movimento rotário e teve atuação empresarial e social no Nortão
Sinop perdeu nesta terça-feira (11) um dos personagens diretamente ligados à sua formação. O pioneiro Ascânio Baptista de Carvalho morreu aos 96 anos, às 5h30, em Curitiba (PR), onde estava internado havia alguns dias no Hospital Nossa Senhora das Graças.
Ascânio completaria 97 anos no próximo dia 31 de outubro. O corpo será trasladado para Sinop, onde será velado. As informações sobre horário e local das despedidas deverão ser divulgadas pela família.
A trajetória de Ascânio se funde aos primeiros capítulos da formação de Sinop e ao projeto de colonização que transformou parte do Norte de Mato Grosso a partir da década de 1970.
Ele integrou o núcleo ligado à Colonizadora Sinop e à implantação da Gleba Celeste, empreendimento de colonização do qual surgiram Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia. Ascânio era irmão de João Pedro Moreira de Carvalho e atuou ao lado dele e do colonizador Enio Pipino durante aquele período.
Mais do que acompanhar o processo de colonização, Ascânio participou das decisões tomadas durante a implantação dos novos núcleos urbanos e acompanhou de perto os primeiros passos de uma região que, naquele momento, ainda começava a receber famílias vindas principalmente do Sul do país.
Seu nome permaneceu ligado a diferentes etapas do desenvolvimento de Sinop. Ascânio participou de discussões e decisões relacionadas à destinação de áreas para instituições que posteriormente se consolidariam no município. Entre elas está a área destinada ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), hoje uma das principais instituições públicas de ensino superior do Nortão.
Antes de fixar residência definitivamente em Mato Grosso, Ascânio viveu em Maringá (PR). No final da década de 1980, mudou-se para Sinop e passou a acompanhar de perto a transformação do antigo projeto de colonização em uma cidade que se tornaria referência econômica e regional.
Sua trajetória também passou pela comunicação. Ascânio foi proprietário da antiga Rádio Celeste AM, emissora que marcou a história do rádio sinopense e esteve entre os importantes veículos de comunicação do município. A rádio teve, entre seus dirigentes, o ex-deputado Ricarte de Freitas Júnior, genro de Ascânio.
Fora da atividade empresarial, outra marca de sua trajetória foi o trabalho comunitário desenvolvido por meio do Rotary.
Ascânio esteve entre os incentivadores da implantação do Rotary Club em Sinop no início da década de 1980, quando o movimento rotário começava a chegar ao Norte de Mato Grosso. Posteriormente, sua atuação ultrapassou os limites do município e alcançou diferentes cidades do Estado.
Ele chegou ao cargo de governador distrital do Rotary, posição a partir da qual participou e incentivou ações sociais e comunitárias em Mato Grosso.
O reconhecimento por sua contribuição ao Estado também veio por meio de homenagens públicas. Ascânio recebeu da Assembleia Legislativa o título de cidadão mato-grossense, homenagem proposta pelo então deputado estadual Dilceu Dal Bosco. Também recebeu títulos de cidadão honorário de Sinop e de Ubiratã, no Paraná.
Ao longo de sua vida, Ascânio acompanhou praticamente toda a transformação de Sinop. Esteve presente quando a cidade ainda dava seus primeiros passos e viu, décadas depois, o município se consolidar como um dos principais polos econômicos, universitários e de serviços de Mato Grosso.
Sua morte representa também a despedida de um integrante de uma geração cada vez menor de pioneiros que testemunhou e participou diretamente da implantação de Sinop.
São mais de cinco décadas de distância entre aquela cidade que começava a ser aberta em meio à floresta e a Sinop atual, que ultrapassou a marca de 200 mil habitantes e exerce influência econômica sobre grande parte do Norte de Mato Grosso.
Nesse intervalo, Ascânio não foi apenas testemunha das mudanças. Participou de decisões, projetos empresariais, iniciativas comunitárias e ações sociais que acompanharam o crescimento do município.
Aos 96 anos, Ascânio Baptista de Carvalho deixa seu nome registrado entre os pioneiros de uma cidade que ajudou a construir e que escolheu para viver.
Sinop perdeu nesta terça-feira (11) um dos personagens diretamente ligados à sua formação. O pioneiro Ascânio Baptista de Carvalho morreu aos 96 anos, às 5h30, em Curitiba (PR), onde estava internado havia alguns dias no Hospital Nossa Senhora das Graças.
Ascânio completaria 97 anos no próximo dia 31 de outubro. O corpo será trasladado para Sinop, onde será velado. As informações sobre horário e local das despedidas deverão ser divulgadas pela família.
A trajetória de Ascânio se funde aos primeiros capítulos da formação de Sinop e ao projeto de colonização que transformou parte do Norte de Mato Grosso a partir da década de 1970.
Ele integrou o núcleo ligado à Colonizadora Sinop e à implantação da Gleba Celeste, empreendimento de colonização do qual surgiram Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia. Ascânio era irmão de João Pedro Moreira de Carvalho e atuou ao lado dele e do colonizador Enio Pipino durante aquele período.
Mais do que acompanhar o processo de colonização, Ascânio participou das decisões tomadas durante a implantação dos novos núcleos urbanos e acompanhou de perto os primeiros passos de uma região que, naquele momento, ainda começava a receber famílias vindas principalmente do Sul do país.
Seu nome permaneceu ligado a diferentes etapas do desenvolvimento de Sinop. Ascânio participou de discussões e decisões relacionadas à destinação de áreas para instituições que posteriormente se consolidariam no município. Entre elas está a área destinada ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), hoje uma das principais instituições públicas de ensino superior do Nortão.
Antes de fixar residência definitivamente em Mato Grosso, Ascânio viveu em Maringá (PR). No final da década de 1980, mudou-se para Sinop e passou a acompanhar de perto a transformação do antigo projeto de colonização em uma cidade que se tornaria referência econômica e regional.
Sua trajetória também passou pela comunicação. Ascânio foi proprietário da antiga Rádio Celeste AM, emissora que marcou a história do rádio sinopense e esteve entre os importantes veículos de comunicação do município. A rádio teve, entre seus dirigentes, o ex-deputado Ricarte de Freitas Júnior, genro de Ascânio.
Fora da atividade empresarial, outra marca de sua trajetória foi o trabalho comunitário desenvolvido por meio do Rotary.
Ascânio esteve entre os incentivadores da implantação do Rotary Club em Sinop no início da década de 1980, quando o movimento rotário começava a chegar ao Norte de Mato Grosso. Posteriormente, sua atuação ultrapassou os limites do município e alcançou diferentes cidades do Estado.
Ele chegou ao cargo de governador distrital do Rotary, posição a partir da qual participou e incentivou ações sociais e comunitárias em Mato Grosso.
O reconhecimento por sua contribuição ao Estado também veio por meio de homenagens públicas. Ascânio recebeu da Assembleia Legislativa o título de cidadão mato-grossense, homenagem proposta pelo então deputado estadual Dilceu Dal Bosco. Também recebeu títulos de cidadão honorário de Sinop e de Ubiratã, no Paraná.
Ao longo de sua vida, Ascânio acompanhou praticamente toda a transformação de Sinop. Esteve presente quando a cidade ainda dava seus primeiros passos e viu, décadas depois, o município se consolidar como um dos principais polos econômicos, universitários e de serviços de Mato Grosso.
Sua morte representa também a despedida de um integrante de uma geração cada vez menor de pioneiros que testemunhou e participou diretamente da implantação de Sinop.
São mais de cinco décadas de distância entre aquela cidade que começava a ser aberta em meio à floresta e a Sinop atual, que ultrapassou a marca de 200 mil habitantes e exerce influência econômica sobre grande parte do Norte de Mato Grosso.
Nesse intervalo, Ascânio não foi apenas testemunha das mudanças. Participou de decisões, projetos empresariais, iniciativas comunitárias e ações sociais que acompanharam o crescimento do município.
Aos 96 anos, Ascânio Baptista de Carvalho deixa seu nome registrado entre os pioneiros de uma cidade que ajudou a construir e que escolheu para viver.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



