Perri suspeita de interferência em eleição do TRE-MT e pede investigação após quatro candidatas desistirem
Desembargador afirmou ter recebido informações de que advogadas foram convidadas a deixar a disputa e disse que não participaria de uma eleição que considerou possível “farsa”
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O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), levantou suspeitas de interferência na eleição para formação da lista tríplice destinada ao cargo de juiz membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), na classe dos juristas. A sessão ocorreu nesta quinta-feira (27) e foi marcada pela desistência de quatro advogadas que participavam da disputa pela vaga.
Perri afirmou ter recebido informações de que as candidatas teriam sido convidadas a desistir da eleição, possivelmente sob a promessa de integrarem uma lista futura. Diante da suspeita, ele pediu a abertura de uma investigação e chegou a solicitar que fosse designado para conduzir a apuração.
A vaga em disputa é destinada exclusivamente a advogadas. As quatro candidatas que desistiram foram Ellen Marcele Barbosa Guedes Tambelini, Hígara Huiane Carinhena Vandonide Moura, Rita de Cássia Ancelmo Bueno e Tatiane de Barros Ramalho.
A situação provocou um confronto durante a sessão entre Perri e o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim. Enquanto Perri defendeu a interrupção da eleição diante das suspeitas, Zuquim afirmou que não anularia a sessão por falta de provas suficientes, mas determinou a abertura de procedimento para apurar os fatos.
Desistências levantaram suspeitas
O primeiro a questionar a retirada das quatro candidatas foi o desembargador Rui Ramos Ribeiro. Durante a sessão, ele afirmou que gostaria de saber os motivos que levaram as advogadas a desistirem da disputa e informou que não participaria da votação.
“Gostaria de saber quais os motivos dessas desistências”, afirmou.
Na sequência, Orlando Perri também demonstrou preocupação com a situação. O desembargador disse ter recebido informações semelhantes às mencionadas por Rui Ramos e considerou incomum que quatro candidatas desistissem repentinamente da disputa.
“Confesso que estou bastante preocupado com essa manifestação que o desembargador levantou. Eu acho que o desembargador teve a mesma informação que eu recebi há poucos instantes. Eu também estranho muito que candidatas que estiveram aqui, de uma hora para outra, tenham manifestado desistência”, afirmou.
Segundo Perri, as informações recebidas apontavam para uma possível articulação para retirar as advogadas da disputa.
“As informações que recebi, com todo respeito, é de que essas pessoas foram convidadas a desistir. Admito que possamos, sim, fazer campanha, mas não podemos interferir pedindo para que desista da candidatura, até talvez pela promessa de que integrarão uma lista futura”, declarou.
Perri pede investigação
Diante da suspeita, Perri pediu formalmente que a Presidência do Tribunal instaurasse uma investigação para apurar o que teria ocorrido nos bastidores da eleição.
“Peço a Vossa Excelência que abra uma investigação sobre isso. E, se possível, me designe para dirigir essa investigação. Tomara que, ao fim, cheguemos à informação de que foram apenas boatos. Mas temos evidência, sim. Se verdadeiro, essa eleição é uma farsa”, afirmou.
O desembargador ainda declarou que não participaria da votação diante das circunstâncias apresentadas durante a sessão.
“Eu não participo, senhor presidente, de um jogo com cartas marcadas”, finalizou Perri.
A manifestação colocou em dúvida a regularidade do processo eleitoral e provocou uma reação imediata do presidente do TJMT.
Zuquim decide manter eleição
José Zuquim afirmou que não conduziria uma eleição viciada, mas ponderou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para suspender ou anular a votação.
“Eu não conduziria uma eleição viciada. Colocar em risco a integridade de todos os membros. Independentemente da instauração de um procedimento, que já determino que instaurarei, eu vou prosseguir com a eleição se não há prova suficiente”, declarou.
O presidente do Tribunal também criticou a manifestação de Perri e afirmou que a suspeita apresentada pelo colega colocou em risco a imagem e a integridade dos demais desembargadores envolvidos na sessão.
“Vossa Excelência colocou em risco a lisura de uma eleição. Vossa Excelência está colocando em risco a integridade dos pares. Isso é muito grave, desembargador Orlando; eu me sinto constrangido com a versão de Vossa Excelência”, afirmou Zuquim.
Apesar do conflito, o presidente confirmou que será instaurado procedimento para verificar as informações apresentadas durante a sessão.
Vaga é destinada à classe dos juristas
A eleição em discussão tem como objetivo formar uma lista tríplice para o cargo de juiz membro substituto do TRE-MT na classe dos juristas.
A escolha ocorre dentro do Tribunal de Justiça, que recebe as candidaturas e realiza a votação para definir os nomes que serão encaminhados para a composição da lista.
A desistência simultânea das quatro advogadas, todas concorrentes à vaga reservada às mulheres, passou a ser o principal ponto de controvérsia da sessão desta quinta-feira.
Com a investigação anunciada por Zuquim, o Tribunal deverá apurar se houve algum tipo de pressão, articulação ou promessa para que as candidatas abandonassem a disputa.
Até o momento, as suspeitas levantadas por Perri não foram comprovadas e não há indicação, no conteúdo apresentado durante a sessão, de quais pessoas teriam feito os supostos convites às candidatas.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias das desistências e verificar se houve interferência indevida no processo de formação da lista tríplice.
Perri afirmou ter recebido informações de que as candidatas teriam sido convidadas a desistir da eleição, possivelmente sob a promessa de integrarem uma lista futura. Diante da suspeita, ele pediu a abertura de uma investigação e chegou a solicitar que fosse designado para conduzir a apuração.
A vaga em disputa é destinada exclusivamente a advogadas. As quatro candidatas que desistiram foram Ellen Marcele Barbosa Guedes Tambelini, Hígara Huiane Carinhena Vandonide Moura, Rita de Cássia Ancelmo Bueno e Tatiane de Barros Ramalho.
A situação provocou um confronto durante a sessão entre Perri e o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim. Enquanto Perri defendeu a interrupção da eleição diante das suspeitas, Zuquim afirmou que não anularia a sessão por falta de provas suficientes, mas determinou a abertura de procedimento para apurar os fatos.
Desistências levantaram suspeitas
O primeiro a questionar a retirada das quatro candidatas foi o desembargador Rui Ramos Ribeiro. Durante a sessão, ele afirmou que gostaria de saber os motivos que levaram as advogadas a desistirem da disputa e informou que não participaria da votação.
“Gostaria de saber quais os motivos dessas desistências”, afirmou.
Na sequência, Orlando Perri também demonstrou preocupação com a situação. O desembargador disse ter recebido informações semelhantes às mencionadas por Rui Ramos e considerou incomum que quatro candidatas desistissem repentinamente da disputa.
“Confesso que estou bastante preocupado com essa manifestação que o desembargador levantou. Eu acho que o desembargador teve a mesma informação que eu recebi há poucos instantes. Eu também estranho muito que candidatas que estiveram aqui, de uma hora para outra, tenham manifestado desistência”, afirmou.
Segundo Perri, as informações recebidas apontavam para uma possível articulação para retirar as advogadas da disputa.
“As informações que recebi, com todo respeito, é de que essas pessoas foram convidadas a desistir. Admito que possamos, sim, fazer campanha, mas não podemos interferir pedindo para que desista da candidatura, até talvez pela promessa de que integrarão uma lista futura”, declarou.
Perri pede investigação
Diante da suspeita, Perri pediu formalmente que a Presidência do Tribunal instaurasse uma investigação para apurar o que teria ocorrido nos bastidores da eleição.
“Peço a Vossa Excelência que abra uma investigação sobre isso. E, se possível, me designe para dirigir essa investigação. Tomara que, ao fim, cheguemos à informação de que foram apenas boatos. Mas temos evidência, sim. Se verdadeiro, essa eleição é uma farsa”, afirmou.
O desembargador ainda declarou que não participaria da votação diante das circunstâncias apresentadas durante a sessão.
“Eu não participo, senhor presidente, de um jogo com cartas marcadas”, finalizou Perri.
A manifestação colocou em dúvida a regularidade do processo eleitoral e provocou uma reação imediata do presidente do TJMT.
Zuquim decide manter eleição
José Zuquim afirmou que não conduziria uma eleição viciada, mas ponderou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para suspender ou anular a votação.
“Eu não conduziria uma eleição viciada. Colocar em risco a integridade de todos os membros. Independentemente da instauração de um procedimento, que já determino que instaurarei, eu vou prosseguir com a eleição se não há prova suficiente”, declarou.
O presidente do Tribunal também criticou a manifestação de Perri e afirmou que a suspeita apresentada pelo colega colocou em risco a imagem e a integridade dos demais desembargadores envolvidos na sessão.
“Vossa Excelência colocou em risco a lisura de uma eleição. Vossa Excelência está colocando em risco a integridade dos pares. Isso é muito grave, desembargador Orlando; eu me sinto constrangido com a versão de Vossa Excelência”, afirmou Zuquim.
Apesar do conflito, o presidente confirmou que será instaurado procedimento para verificar as informações apresentadas durante a sessão.
Vaga é destinada à classe dos juristas
A eleição em discussão tem como objetivo formar uma lista tríplice para o cargo de juiz membro substituto do TRE-MT na classe dos juristas.
A escolha ocorre dentro do Tribunal de Justiça, que recebe as candidaturas e realiza a votação para definir os nomes que serão encaminhados para a composição da lista.
A desistência simultânea das quatro advogadas, todas concorrentes à vaga reservada às mulheres, passou a ser o principal ponto de controvérsia da sessão desta quinta-feira.
Com a investigação anunciada por Zuquim, o Tribunal deverá apurar se houve algum tipo de pressão, articulação ou promessa para que as candidatas abandonassem a disputa.
Até o momento, as suspeitas levantadas por Perri não foram comprovadas e não há indicação, no conteúdo apresentado durante a sessão, de quais pessoas teriam feito os supostos convites às candidatas.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias das desistências e verificar se houve interferência indevida no processo de formação da lista tríplice.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



