Pescador fica frente a frente com onça-pintada durante pescaria no Rio Teles Pires
Animal chegou a avançar contra Augustinho Pereira Leite, que fez barulho e conseguiu deixar o local sem ferimentos
3 min de leitura

O pescador e caseiro Augustinho Pereira Leite, de 54 anos, ficou frente a frente com uma onça-pintada durante uma pescaria noturna às margens do Rio Teles Pires, em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá. O encontro aconteceu na noite de segunda-feira (21), quando o animal chegou a ficar a cerca de dois metros do homem.
Em entrevista ao site g1, Augustinho contou que costuma pescar sozinho na região e que a atividade é um hábito antigo. Naquela noite, ele estava colocando os anzóis às margens do rio quando percebeu a presença da onça próxima a uma trilha.
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Diante da situação, o pescador decidiu interromper a pescaria e buscar as tarrafas para deixar o local. Foi nesse momento que acabou ficando cara a cara com o animal. Segundo ele, a onça chegou a avançar em sua direção.
“Daí ela avançou pro meu lado. Eu fui de frente com ela também, batendo o pé, dando uns gritos. Daí ela freou", disse.
Mesmo diante da proximidade, Augustinho afirmou que conseguiu manter a calma. Ele admitiu ter sentido medo, mas disse que a experiência de trabalhar e circular por áreas de mata contribuiu para controlar a reação.
“Eu fiquei [com medo] nessa hora fiquei um pouquinho, mas, normal”, contou.
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De acordo com o pescador, a onça ainda rosnou e avançou novamente. Ele continuou fazendo barulho e, ao mesmo tempo, se afastou até que o animal recuou e entrou na mata. Augustinho conseguiu deixar a região e voltar para casa sem ferimentos.
Vídeo circulou entre familiares
O registro do encontro chamou a atenção da família de Augustinho. O vídeo chegou ao sobrinho dele, Jefferson Paulo, em um grupo da família na terça-feira (22), um dia depois do episódio.
Segundo Jefferson, inicialmente os parentes não sabiam que o animal filmado era uma onça-pintada. Quando descobriu que o vídeo havia sido feito pelo próprio tio, ele ligou para Augustinho para saber o que havia acontecido.
Jefferson contou que o pescador relatou o encontro com tranquilidade, apesar da proximidade com o animal.
“Ele é bem na dele, bem tranquilo mesmo, mas assim, sair vivo numa situação dessa, não é qualquer um, entendeu? Então, graças a Deus que deu certo”, concluiu.
Augustinho afirmou que já havia avistado onças-pintadas outras vezes enquanto trabalhava e circulava por áreas de mata na região de Sinop. Os encontros anteriores, porém, ocorreram a uma distância maior, principalmente quando os animais atravessavam estradas ou caminhavam pela região antes de retornar para a mata.
“Eu já vi sempre assim, longe, né? Atravessando a estrada, muitas vezes caminhando, logo entrava no mato, mas pertinho assim nunca”, afirmou.
O caseiro também relatou que está acostumado a trabalhar em regiões de mata e que já passou períodos sozinho nesses locais. Na noite do encontro, ele estava sozinho às margens do Rio Teles Pires quando percebeu a onça a poucos metros.
Veterinário analisa comportamento
O médico-veterinário Diego Viana analisou as imagens e afirmou ao g1 que o vídeo não indica uma intenção clara de ataque direto por parte da onça. Segundo ele, também não é possível determinar exatamente o que motivou o comportamento do animal naquele momento.
Apesar da aproximação, o especialista avaliou que Augustinho manteve a calma, sinalizou sua presença com a voz e produziu barulho, sem correr ou virar as costas para a onça.
“Um aspecto importante do vídeo é a calma demonstrada pelo pescador. Ele não corre e sinaliza sua presença por meio da voz e do barulho, enquanto a onça acaba se afastando", disse.
A principal orientação do veterinário está relacionada ao momento em que a onça começa a se afastar. Nas imagens, o caseiro segue na direção do animal, comportamento que, segundo Diego, deveria ser evitado.
“O mais seguro seria permitir que a onça continuasse se afastando e também aumentar a distância, recuando lentamente, sem correr e mantendo o animal no campo de visão", detalhou.
Em entrevista ao site g1, Augustinho contou que costuma pescar sozinho na região e que a atividade é um hábito antigo. Naquela noite, ele estava colocando os anzóis às margens do rio quando percebeu a presença da onça próxima a uma trilha.
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Diante da situação, o pescador decidiu interromper a pescaria e buscar as tarrafas para deixar o local. Foi nesse momento que acabou ficando cara a cara com o animal. Segundo ele, a onça chegou a avançar em sua direção.
“Daí ela avançou pro meu lado. Eu fui de frente com ela também, batendo o pé, dando uns gritos. Daí ela freou", disse.
Mesmo diante da proximidade, Augustinho afirmou que conseguiu manter a calma. Ele admitiu ter sentido medo, mas disse que a experiência de trabalhar e circular por áreas de mata contribuiu para controlar a reação.
“Eu fiquei [com medo] nessa hora fiquei um pouquinho, mas, normal”, contou.
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De acordo com o pescador, a onça ainda rosnou e avançou novamente. Ele continuou fazendo barulho e, ao mesmo tempo, se afastou até que o animal recuou e entrou na mata. Augustinho conseguiu deixar a região e voltar para casa sem ferimentos.
Vídeo circulou entre familiares
O registro do encontro chamou a atenção da família de Augustinho. O vídeo chegou ao sobrinho dele, Jefferson Paulo, em um grupo da família na terça-feira (22), um dia depois do episódio.
Segundo Jefferson, inicialmente os parentes não sabiam que o animal filmado era uma onça-pintada. Quando descobriu que o vídeo havia sido feito pelo próprio tio, ele ligou para Augustinho para saber o que havia acontecido.
Jefferson contou que o pescador relatou o encontro com tranquilidade, apesar da proximidade com o animal.
“Ele é bem na dele, bem tranquilo mesmo, mas assim, sair vivo numa situação dessa, não é qualquer um, entendeu? Então, graças a Deus que deu certo”, concluiu.
Augustinho afirmou que já havia avistado onças-pintadas outras vezes enquanto trabalhava e circulava por áreas de mata na região de Sinop. Os encontros anteriores, porém, ocorreram a uma distância maior, principalmente quando os animais atravessavam estradas ou caminhavam pela região antes de retornar para a mata.
“Eu já vi sempre assim, longe, né? Atravessando a estrada, muitas vezes caminhando, logo entrava no mato, mas pertinho assim nunca”, afirmou.
O caseiro também relatou que está acostumado a trabalhar em regiões de mata e que já passou períodos sozinho nesses locais. Na noite do encontro, ele estava sozinho às margens do Rio Teles Pires quando percebeu a onça a poucos metros.
Veterinário analisa comportamento
O médico-veterinário Diego Viana analisou as imagens e afirmou ao g1 que o vídeo não indica uma intenção clara de ataque direto por parte da onça. Segundo ele, também não é possível determinar exatamente o que motivou o comportamento do animal naquele momento.
Apesar da aproximação, o especialista avaliou que Augustinho manteve a calma, sinalizou sua presença com a voz e produziu barulho, sem correr ou virar as costas para a onça.
“Um aspecto importante do vídeo é a calma demonstrada pelo pescador. Ele não corre e sinaliza sua presença por meio da voz e do barulho, enquanto a onça acaba se afastando", disse.
A principal orientação do veterinário está relacionada ao momento em que a onça começa a se afastar. Nas imagens, o caseiro segue na direção do animal, comportamento que, segundo Diego, deveria ser evitado.
“O mais seguro seria permitir que a onça continuasse se afastando e também aumentar a distância, recuando lentamente, sem correr e mantendo o animal no campo de visão", detalhou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br

