Pivetta é o 3º candidato mais rico do Brasil; suplente de Medeiros tem patrimônio de R$ 359 milhões
Governador de MT declarou R$ 575,6 milhões, enquanto Odílio Balbinotti Filho aparece em 7º no ranking nacional com R$ 359,7 milhões
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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), aparece como o terceiro candidato com maior patrimônio declarado nas eleições de 2026, segundo levantamento feito a partir dos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O patrimônio informado pelo candidato à reeleição é de R$ 575.680.870,95.
Mato Grosso também aparece entre os estados com representantes no topo da lista. O empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente do deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL), ocupa a sétima posição nacional, com R$ 359.743.243,37 declarados.
Somados, os dois candidatos de Mato Grosso informaram à Justiça Eleitoral um patrimônio de aproximadamente R$ 935,4 milhões.
O levantamento considerou os valores declarados pelos próprios candidatos e excluiu casos em que foram identificadas inconsistências evidentes ou em que os próprios postulantes reconheceram erros nas informações apresentadas.
Ranking desconsiderou declarações com erros
Entre os casos retirados da classificação está o do candidato ao Senado Juíz Ramon Moreira (DC-MG), que inicialmente aparecia na liderança com R$ 939,6 milhões. Segundo o próprio candidato, houve erro de digitação na declaração.
Também ficou fora do ranking André Silva (MDB-AL). A declaração chegou a aparecer no sistema com patrimônio de R$ 548,6 milhões, mas a assessoria informou que o valor correto seria R$ 548,6 mil e que um pedido de retificação já havia sido protocolado.
Outro caso considerado inconsistente foi o de Eroni Foresti (Podemos-SC). A soma automática dos bens chegava a R$ 635,9 milhões, mas incluía um Jeep Commander registrado por R$ 272,99 milhões e investimentos de R$ 361,6 milhões. O valor atribuído ao veículo foi considerado indicativo de erro de preenchimento.
Com esses casos retirados, Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO) passou a liderar a lista, seguido por Antídio Lunelli (MDB-SC), Pivetta, Fernando Irineu de Souza e Leonardo Avalanche.
Pastore lidera lista
Pastore, candidato a primeiro suplente do senador Eduardo Gomes (PL), no Tocantins, declarou R$ 677.740.390,27.
Empresário do setor metalúrgico e presidente do conselho de administração do Grupo Ibrame, ele já havia aparecido entre os candidatos mais ricos do país. Em 2022, quando foi candidato a suplente de Flávia Arruda ao Senado pelo Distrito Federal, declarou aproximadamente R$ 453,6 milhões.
A diferença nominal em quatro anos é de cerca de 49%.
Pastore também ganhou projeção nacional por ser proprietário do avião utilizado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma viagem ao Peru em 2025.
Lunelli aparece em 2º
Na segunda posição está o deputado estadual e candidato ao Senado por Santa Catarina Antídio Lunelli (MDB), com R$ 613.221.297,87.
Ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Lunelli construiu seu patrimônio principalmente no setor empresarial, especialmente por meio do Grupo Lunelli, ligado à indústria têxtil, além de investimentos no agronegócio.
Em 2022, o candidato havia declarado cerca de R$ 390 milhões. A diferença nominal chega a aproximadamente R$ 223 milhões.
Pivetta tem R$ 575,6 milhões
Pivetta ocupa a terceira posição nacional e aparece como o candidato a governador com maior patrimônio declarado no levantamento.
Em 2022, ele havia informado aproximadamente R$ 378,9 milhões. A declaração atual representa uma diferença nominal de quase R$ 197 milhões, equivalente a cerca de 52%.
A maior parte dos bens declarados em 2026 está concentrada em aplicações financeiras e participações empresariais.
Entre os principais itens está um fundo de investimento multimercado com aplicação no exterior, avaliado em R$ 257,2 milhões. A declaração também inclui ações avaliadas em dezenas de milhões de reais e outro fundo multimercado de aproximadamente R$ 37,1 milhões.
Ativo de R$ 500 milhões aparece em 4º
O quarto colocado é o empresário Fernando Irineu de Souza, conhecido como Fê (PDT-SP), candidato a deputado estadual em São Paulo. Ele declarou R$ 501.085.000.
Quase todo o patrimônio está concentrado em um único ativo: uma participação de 10% em um chamado “community token” do jornal Super Heróis News, avaliada pelo candidato em R$ 500 milhões. Segundo a própria descrição apresentada à Justiça Eleitoral, o ativo ainda seria lançado.
A declaração também inclui participações empresariais e direitos sobre sites.
O valor foi mantido no levantamento por constar dessa maneira na declaração apresentada à Justiça, sem indicação de pedido de correção localizado. O montante, contudo, corresponde ao valor atribuído pelo próprio candidato e não necessariamente representa valor de mercado ou liquidez comprovada.
Vice de Marçal aparece com R$ 495 milhões
Na quinta posição está Leonardo Avalanche (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal. Ele declarou patrimônio de R$ 495.224.296.
Mais de 99% do valor informado está concentrado em bitcoin e outras criptomoedas, avaliadas em R$ 491.174.496.
A declaração inclui ainda R$ 2,23 milhões em obras de arte, R$ 1,2 milhão em joias e participações empresariais.
Suplente de Medeiros aparece em 7º
O segundo representante de Mato Grosso no topo da lista é Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente de José Medeiros na disputa pelo Senado.
Ele declarou R$ 359.743.243,37, ficando atrás de Wilson Picler (PL-PR), sexto colocado, que informou patrimônio de R$ 478.688.485,93.
No caso de Balbinotti, aproximadamente R$ 266,2 milhões estão concentrados em ações da Atto Participações S/A.
O empresário também declarou R$ 45,6 milhões em ações da GOT Holding Limited, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, além de um apartamento de R$ 16 milhões em Balneário Camboriú (SC), R$ 13,8 milhões em saldo bancário no Itaú e outros ativos.
Ranking dos maiores patrimônios
Considerando os casos excluídos por erros reconhecidos ou inconsistências evidentes, a lista apresentada pelo levantamento fica assim:
Luiz Pastore (PL-TO) — R$ 677.740.390,27
Antídio Lunelli (MDB-SC) — R$ 613.221.297,87
Otaviano Pivetta (Republicanos-MT) — R$ 575.680.870,95
Fê/Fernando Irineu de Souza (PDT-SP) — R$ 501.085.000
Leonardo Avalanche (PRTB) — R$ 495.224.296
Wilson Picler (PL-PR) — R$ 478.688.485,93
Odílio Balbinotti Filho (PL-MT) — R$ 359.743.243,37
Os valores representam o patrimônio informado pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e podem sofrer alterações durante o processamento dos registros, inclusive por eventuais retificações das declarações. Portanto, o ranking corresponde ao retrato dos dados disponíveis no momento do levantamento
Mato Grosso também aparece entre os estados com representantes no topo da lista. O empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente do deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL), ocupa a sétima posição nacional, com R$ 359.743.243,37 declarados.
Somados, os dois candidatos de Mato Grosso informaram à Justiça Eleitoral um patrimônio de aproximadamente R$ 935,4 milhões.
O levantamento considerou os valores declarados pelos próprios candidatos e excluiu casos em que foram identificadas inconsistências evidentes ou em que os próprios postulantes reconheceram erros nas informações apresentadas.
Ranking desconsiderou declarações com erros
Entre os casos retirados da classificação está o do candidato ao Senado Juíz Ramon Moreira (DC-MG), que inicialmente aparecia na liderança com R$ 939,6 milhões. Segundo o próprio candidato, houve erro de digitação na declaração.
Também ficou fora do ranking André Silva (MDB-AL). A declaração chegou a aparecer no sistema com patrimônio de R$ 548,6 milhões, mas a assessoria informou que o valor correto seria R$ 548,6 mil e que um pedido de retificação já havia sido protocolado.
Outro caso considerado inconsistente foi o de Eroni Foresti (Podemos-SC). A soma automática dos bens chegava a R$ 635,9 milhões, mas incluía um Jeep Commander registrado por R$ 272,99 milhões e investimentos de R$ 361,6 milhões. O valor atribuído ao veículo foi considerado indicativo de erro de preenchimento.
Com esses casos retirados, Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO) passou a liderar a lista, seguido por Antídio Lunelli (MDB-SC), Pivetta, Fernando Irineu de Souza e Leonardo Avalanche.
Pastore lidera lista
Pastore, candidato a primeiro suplente do senador Eduardo Gomes (PL), no Tocantins, declarou R$ 677.740.390,27.
Empresário do setor metalúrgico e presidente do conselho de administração do Grupo Ibrame, ele já havia aparecido entre os candidatos mais ricos do país. Em 2022, quando foi candidato a suplente de Flávia Arruda ao Senado pelo Distrito Federal, declarou aproximadamente R$ 453,6 milhões.
A diferença nominal em quatro anos é de cerca de 49%.
Pastore também ganhou projeção nacional por ser proprietário do avião utilizado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma viagem ao Peru em 2025.
Lunelli aparece em 2º
Na segunda posição está o deputado estadual e candidato ao Senado por Santa Catarina Antídio Lunelli (MDB), com R$ 613.221.297,87.
Ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Lunelli construiu seu patrimônio principalmente no setor empresarial, especialmente por meio do Grupo Lunelli, ligado à indústria têxtil, além de investimentos no agronegócio.
Em 2022, o candidato havia declarado cerca de R$ 390 milhões. A diferença nominal chega a aproximadamente R$ 223 milhões.
Pivetta tem R$ 575,6 milhões
Pivetta ocupa a terceira posição nacional e aparece como o candidato a governador com maior patrimônio declarado no levantamento.
Em 2022, ele havia informado aproximadamente R$ 378,9 milhões. A declaração atual representa uma diferença nominal de quase R$ 197 milhões, equivalente a cerca de 52%.
A maior parte dos bens declarados em 2026 está concentrada em aplicações financeiras e participações empresariais.
Entre os principais itens está um fundo de investimento multimercado com aplicação no exterior, avaliado em R$ 257,2 milhões. A declaração também inclui ações avaliadas em dezenas de milhões de reais e outro fundo multimercado de aproximadamente R$ 37,1 milhões.
Ativo de R$ 500 milhões aparece em 4º
O quarto colocado é o empresário Fernando Irineu de Souza, conhecido como Fê (PDT-SP), candidato a deputado estadual em São Paulo. Ele declarou R$ 501.085.000.
Quase todo o patrimônio está concentrado em um único ativo: uma participação de 10% em um chamado “community token” do jornal Super Heróis News, avaliada pelo candidato em R$ 500 milhões. Segundo a própria descrição apresentada à Justiça Eleitoral, o ativo ainda seria lançado.
A declaração também inclui participações empresariais e direitos sobre sites.
O valor foi mantido no levantamento por constar dessa maneira na declaração apresentada à Justiça, sem indicação de pedido de correção localizado. O montante, contudo, corresponde ao valor atribuído pelo próprio candidato e não necessariamente representa valor de mercado ou liquidez comprovada.
Vice de Marçal aparece com R$ 495 milhões
Na quinta posição está Leonardo Avalanche (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal. Ele declarou patrimônio de R$ 495.224.296.
Mais de 99% do valor informado está concentrado em bitcoin e outras criptomoedas, avaliadas em R$ 491.174.496.
A declaração inclui ainda R$ 2,23 milhões em obras de arte, R$ 1,2 milhão em joias e participações empresariais.
Suplente de Medeiros aparece em 7º
O segundo representante de Mato Grosso no topo da lista é Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente de José Medeiros na disputa pelo Senado.
Ele declarou R$ 359.743.243,37, ficando atrás de Wilson Picler (PL-PR), sexto colocado, que informou patrimônio de R$ 478.688.485,93.
No caso de Balbinotti, aproximadamente R$ 266,2 milhões estão concentrados em ações da Atto Participações S/A.
O empresário também declarou R$ 45,6 milhões em ações da GOT Holding Limited, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, além de um apartamento de R$ 16 milhões em Balneário Camboriú (SC), R$ 13,8 milhões em saldo bancário no Itaú e outros ativos.
Ranking dos maiores patrimônios
Considerando os casos excluídos por erros reconhecidos ou inconsistências evidentes, a lista apresentada pelo levantamento fica assim:
Luiz Pastore (PL-TO) — R$ 677.740.390,27
Antídio Lunelli (MDB-SC) — R$ 613.221.297,87
Otaviano Pivetta (Republicanos-MT) — R$ 575.680.870,95
Fê/Fernando Irineu de Souza (PDT-SP) — R$ 501.085.000
Leonardo Avalanche (PRTB) — R$ 495.224.296
Wilson Picler (PL-PR) — R$ 478.688.485,93
Odílio Balbinotti Filho (PL-MT) — R$ 359.743.243,37
Os valores representam o patrimônio informado pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e podem sofrer alterações durante o processamento dos registros, inclusive por eventuais retificações das declarações. Portanto, o ranking corresponde ao retrato dos dados disponíveis no momento do levantamento
Publicado originalmente em infoverus.com.br



