Quem ganhou força e quem perdeu espaço: veja como ficaram ALMT e Congresso após as urnas
Podemos dobra bancada na Assembleia, PL cresce no Senado por Mato Grosso e cinco deputados estaduais ficam fora da próxima legislatura

As eleições mudaram o tamanho das principais forças políticas de Mato Grosso na Assembleia Legislativa e em Brasília.
Na ALMT, a maior mudança é do Podemos, que passa de três para seis deputados e terá a maior bancada da Casa a partir de 2027. O PL também cresce, saindo de duas para quatro cadeiras.
MDB e Republicanos encolhem. Os dois têm hoje cinco deputados cada. O MDB ficará com três e o Republicanos, com quatro. O União Brasil também perde espaço e passa de três para duas cadeiras.
PT e PSDB permanecem com dois deputados cada, enquanto o PSD mantém uma cadeira. O Novo, que hoje tem um representante, fica sem vaga na próxima composição.
Com isso, a ALMT terá Podemos com seis deputados; PL e Republicanos com quatro cada; MDB com três; PT, União Brasil e PSDB com dois cada; e PSD com um.
Cinco deputados tentaram permanecer na Assembleia e não conseguiram se reeleger: Eduardo Botelho, Júlio Campos, Paulo Araújo, Elizeu Nascimento e Juca do Guaraná.
Janaina Riva também deixa a Casa, mas em situação diferente. Ela não disputou a reeleição para deputada estadual e concorreu ao Senado.
Entre os novos nomes estão Samantha do Abilio, Leo Bortolin, Alessandra Ferreira, Alcino Barcelos e Adelcino Lopo. Ulysses Moraes retorna à Assembleia, onde já exerceu mandato entre 2019 e 2023.
Na Câmara dos Deputados, Mato Grosso troca quatro dos oito representantes.
Coronel Fernanda e Coronel Assis, do PL; Fábio Garcia, do União Brasil; e Juarez Costa, do Republicanos, foram reeleitos.
Entram Professora Rosa Neide, do PT; Virginia Mendes, do União Brasil; Thiago Boava Hey Roy, do PL; e Coronel Roveri, do Podemos. Rosa Neide já foi deputada federal e retorna à Câmara.
Entre os deputados que tentaram a reeleição, Emanuelzinho, Rodrigo da Zaeli e Nelson Barbudo ficaram fora. Zé Medeiros também deixa a Câmara, mas porque foi eleito senador.
A nova bancada federal de Mato Grosso terá três deputados do PL, dois do União Brasil e um representante de PT, Republicanos e Podemos.
No Senado, duas das três cadeiras de Mato Grosso mudam de nome.
Hoje, o estado é representado por Carlos Fávaro, do PSD; Jayme Campos, do União Brasil; e Wellington Fagundes, do PL. A partir de 2027, Fávaro e Jayme deixam o Senado e dão lugar a Mauro Mendes, do União Brasil, e Zé Medeiros, do PL.
Wellington permanece porque seu mandato vai até 2031.
Na prática, o PL passa de uma para duas das três cadeiras do estado no Senado. O União Brasil mantém uma e o PSD deixa de ter representante por Mato Grosso.
No cenário nacional, o PL também amplia espaço na Câmara dos Deputados. A legenda passa de 97 cadeiras conquistadas em 2022 para 121 em 2026.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, cresce de 82 para 88. A Federação União Progressista, de União Brasil e PP, faz o caminho contrário e cai de 105 para 87.
O PSD passa de 42 para 43 deputados e o Republicanos, de 40 para 41. O MDB cai de 41 para 36 e o Podemos sobe de 20 para 27.
PSB permanece com 15 cadeiras e PSOL/Rede também fica com 15. PSDB/Cidadania cai de 18 para 11, enquanto o Novo cresce de três para dez deputados.
PRD/Solidariedade cai de 12 para sete; PDT, de 16 para seis; e Avante, de sete para cinco. O Missão estreia na Câmara com uma cadeira.
No Senado, o maior crescimento também é do PL. A legenda elegeu 19 senadores neste domingo e deverá começar 2027 com 28 das 81 cadeiras.
O PT deverá ter nove senadores e o MDB, oito. Republicanos e PP terão seis cada; União Brasil e PSD, cinco cada; PSB, quatro; Novo, três; Podemos e PSDB, dois cada; Rede e PDT, um cada. Há ainda uma cadeira ocupada por senador sem partido.
O PSD é o partido que mais perde espaço no Senado. Tinha 13 integrantes no começo de 2026 e a projeção oficial aponta cinco a partir de 2027.
A composição ainda pode sofrer alterações até a posse por mudanças partidárias ou substituições de suplentes.
O resultado deixa um desenho mais claro para Mato Grosso: o Podemos passa a ter a maior bancada da Assembleia, o PL amplia sua presença no Senado e mantém três das oito cadeiras do estado na Câmara dos Deputados.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



