Reinaldo “Rei do Porco” assume vaga de vice de Wellington Fagundes após saída de Farina
Empresário entra na chapa do PL após risco de inelegibilidade tirar médico da disputa e sequência de mudanças na composição
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O empresário Reinaldo Morais (Novo), conhecido como “Rei do Porco”, foi confirmado nesta quinta-feira (13) como candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Ele substitui o médico Alencar Farina (PL), que deixou a composição após pareceres jurídicos apontarem risco de inelegibilidade relacionado à sua atuação profissional e a contratos mantidos com o poder público.
A mudança ocorre após uma sequência de alterações na escolha do vice de Wellington e em meio a pressões de lideranças nacionais sobre a composição. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, admitiu que a definição sofreu interferência externa quando Marcelo Maluf (Novo) estava praticamente escolhido e classificou como “abrupta” a entrada de atores nacionais nas negociações.
Nos bastidores, Reinaldo vinha sendo tratado como um nome ligado ao casal Jair e Michelle Bolsonaro. A escolha também é vista como uma tentativa de aproximar Wellington da ala mais fiel ao ex-presidente, depois dos desgastes provocados pela aliança com o MDB e pelas sucessivas mudanças na composição.
Empresário do agronegócio, Reinaldo ganhou o apelido de “Rei do Porco” por sua atuação na suinocultura. Ele também passou a ter maior projeção entre apoiadores de Bolsonaro após aparecer, em 2024, em um vídeo no qual fazia uma oração e passava óleo ungido nos pés do ex-presidente durante uma visita a Mato Grosso.
Reinaldo já disputou uma vaga ao Senado na eleição suplementar de 2020 e, em 2022, participou de articulações políticas ligadas ao bolsonarismo em Mato Grosso.
Farina aponta risco jurídico
Na coletiva desta quinta-feira, Farina explicou que aceitou inicialmente o convite de Wellington, mas afirmou que havia alertado sobre possíveis dificuldades relacionadas à sua situação profissional.
“Ele me ligou na semana passada e falou: ‘Farina, você vai ser meu vice’. Eu respondi: ‘Wellington, eu tenho alguns problemas para resolver. Além de médico do SUS e concursado aqui em Várzea Grande, sou empresário e proprietário do Hospital Santa Rita de Várzea Grande’.”
Segundo Farina, as equipes jurídicas nacional e regional analisaram sua situação até o último domingo e concluíram que a candidatura poderia enfrentar obstáculos no registro eleitoral.
“Começamos a nos reunir com o jurídico. Tentamos resolver até este domingo, quando tivemos um parecer final do jurídico nacional e do nosso jurídico regional sobre as dificuldades. Nós poderíamos ir, mas teríamos problemas jurídicos.”
A questão estaria relacionada aos contratos de prestação de serviços mantidos por Farina com a saúde pública e à ausência de desincompatibilização dentro do prazo exigido.
“O fato de não ter ocorrido a desincompatibilização poderia levar à inelegibilidade de toda a chapa”, afirmou Wellington.
Farina sugeriu Reinaldo
Diante do risco jurídico, Farina disse que ele próprio apresentou Reinaldo como alternativa para a vaga.
“Como havia a possibilidade do Reinaldo Morais, eu disse: ‘Poxa, excelente nome. Ele traz o Novo, que já está conosco, e a chapa fica ainda mais reforçada, especialmente após aquele problema com o Marcelo’.”
Segundo Farina, Wellington concordou com a mudança.
“Ele concordou: ‘Então vamos em frente, nós temos que ganhar a eleição e pronto’.”
A entrada de Reinaldo mantém o Novo na composição da chapa, apesar da saída de Marcelo Maluf, e reforça a identificação do grupo com o núcleo bolsonarista.
Terceiro nome em poucos dias
Reinaldo é o terceiro nome anunciado para ocupar a vaga de vice de Wellington em poucos dias.
Inicialmente, Marcelo Maluf foi apresentado pelo Novo como escolhido e chegou a tratar publicamente a composição como definitiva. Na sequência, Wellington alterou a indicação e colocou Alencar Farina na vaga.
Maluf reagiu acusando Wellington e o PL de descumprirem um compromisso político que, segundo ele, havia sido construído e formalizado entre os partidos.
A crise aumentou após a entrada de lideranças nacionais nas negociações. Ananias Filho reconheceu que o processo sofreu uma mudança “abrupta” justamente quando Maluf estava praticamente definido.
Farina, por sua vez, acabou deixando a disputa diante do risco jurídico e abriu espaço para Reinaldo, que já vinha sendo defendido por Michelle Bolsonaro.
Com a confirmação do empresário, Wellington fecha a composição reunindo PL, MDB, PRD e Novo na coligação e chega à reta final da articulação com um vice diretamente identificado com o bolsonarismo.
A mudança ocorre após uma sequência de alterações na escolha do vice de Wellington e em meio a pressões de lideranças nacionais sobre a composição. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, admitiu que a definição sofreu interferência externa quando Marcelo Maluf (Novo) estava praticamente escolhido e classificou como “abrupta” a entrada de atores nacionais nas negociações.
Nos bastidores, Reinaldo vinha sendo tratado como um nome ligado ao casal Jair e Michelle Bolsonaro. A escolha também é vista como uma tentativa de aproximar Wellington da ala mais fiel ao ex-presidente, depois dos desgastes provocados pela aliança com o MDB e pelas sucessivas mudanças na composição.
Empresário do agronegócio, Reinaldo ganhou o apelido de “Rei do Porco” por sua atuação na suinocultura. Ele também passou a ter maior projeção entre apoiadores de Bolsonaro após aparecer, em 2024, em um vídeo no qual fazia uma oração e passava óleo ungido nos pés do ex-presidente durante uma visita a Mato Grosso.
Reinaldo já disputou uma vaga ao Senado na eleição suplementar de 2020 e, em 2022, participou de articulações políticas ligadas ao bolsonarismo em Mato Grosso.
Farina aponta risco jurídico
Na coletiva desta quinta-feira, Farina explicou que aceitou inicialmente o convite de Wellington, mas afirmou que havia alertado sobre possíveis dificuldades relacionadas à sua situação profissional.
“Ele me ligou na semana passada e falou: ‘Farina, você vai ser meu vice’. Eu respondi: ‘Wellington, eu tenho alguns problemas para resolver. Além de médico do SUS e concursado aqui em Várzea Grande, sou empresário e proprietário do Hospital Santa Rita de Várzea Grande’.”
Segundo Farina, as equipes jurídicas nacional e regional analisaram sua situação até o último domingo e concluíram que a candidatura poderia enfrentar obstáculos no registro eleitoral.
“Começamos a nos reunir com o jurídico. Tentamos resolver até este domingo, quando tivemos um parecer final do jurídico nacional e do nosso jurídico regional sobre as dificuldades. Nós poderíamos ir, mas teríamos problemas jurídicos.”
A questão estaria relacionada aos contratos de prestação de serviços mantidos por Farina com a saúde pública e à ausência de desincompatibilização dentro do prazo exigido.
“O fato de não ter ocorrido a desincompatibilização poderia levar à inelegibilidade de toda a chapa”, afirmou Wellington.
Farina sugeriu Reinaldo
Diante do risco jurídico, Farina disse que ele próprio apresentou Reinaldo como alternativa para a vaga.
“Como havia a possibilidade do Reinaldo Morais, eu disse: ‘Poxa, excelente nome. Ele traz o Novo, que já está conosco, e a chapa fica ainda mais reforçada, especialmente após aquele problema com o Marcelo’.”
Segundo Farina, Wellington concordou com a mudança.
“Ele concordou: ‘Então vamos em frente, nós temos que ganhar a eleição e pronto’.”
A entrada de Reinaldo mantém o Novo na composição da chapa, apesar da saída de Marcelo Maluf, e reforça a identificação do grupo com o núcleo bolsonarista.
Terceiro nome em poucos dias
Reinaldo é o terceiro nome anunciado para ocupar a vaga de vice de Wellington em poucos dias.
Inicialmente, Marcelo Maluf foi apresentado pelo Novo como escolhido e chegou a tratar publicamente a composição como definitiva. Na sequência, Wellington alterou a indicação e colocou Alencar Farina na vaga.
Maluf reagiu acusando Wellington e o PL de descumprirem um compromisso político que, segundo ele, havia sido construído e formalizado entre os partidos.
A crise aumentou após a entrada de lideranças nacionais nas negociações. Ananias Filho reconheceu que o processo sofreu uma mudança “abrupta” justamente quando Maluf estava praticamente definido.
Farina, por sua vez, acabou deixando a disputa diante do risco jurídico e abriu espaço para Reinaldo, que já vinha sendo defendido por Michelle Bolsonaro.
Com a confirmação do empresário, Wellington fecha a composição reunindo PL, MDB, PRD e Novo na coligação e chega à reta final da articulação com um vice diretamente identificado com o bolsonarismo.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



