Scheila articulou 56 municípios em agenda de políticas para mulheres em Mato Grosso
Encontro realizado em Sinop reuniu representantes de diferentes regiões para discutir conselhos, fundos e financiamento; atuação pela APDM avançou para capacitação de gestores e chegou à ONU em 2026
Por Daniel Trindade3 min de leitura

A articulação de políticas públicas para mulheres liderada por Scheila Pedroso ganhou alcance estadual ao reunir representantes de 56 municípios de Mato Grosso para discutir estruturas permanentes de proteção, garantia de direitos e financiamento de ações voltadas às mulheres. O movimento ocorreu a partir de Sinop e avançou por meio da Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM), presidida por Scheila.
Em agosto de 2022, Sinop sediou o 1º Encontro Mato-grossense dos Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher. A iniciativa teve participação da APDM, Prefeitura de Sinop, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica.
Representantes dos 56 municípios discutiram como criar e fortalecer Conselhos da Mulher, regularizar fundos específicos, buscar financiamento para projetos e estruturar políticas municipais que não dependessem apenas de ações pontuais.
Na época, Scheila já presidia a APDM. Ela havia sido eleita para comandar a associação em 2021 e posteriormente foi reconduzida. A entidade presta assessoria técnica aos municípios e promove capacitações para gestores, equipes da Assistência Social e conselhos municipais, incluindo os Conselhos dos Direitos da Mulher.
Durante sua presidência, a APDM também criou a Escola de Formação Municipalista e ampliou as capacitações e a assistência técnica oferecidas aos municípios de Mato Grosso. A atuação permitiu levar discussões sobre políticas para mulheres a gestores e equipes de diferentes regiões do Estado.
A articulação estadual tinha como referência ações que já vinham sendo desenvolvidas em Sinop. Em 2022, o município implantou a Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, estrutura permanente destinada à prevenção da violência, garantia de direitos, orientação e articulação da rede de atendimento.
Dois anos depois, quando Sinop aderiu ao Ser Família Mulher, estava entre apenas seis municípios de Mato Grosso que já possuíam um Organismo de Políticas para Mulheres, requisito para ingressar no programa estadual. A adesão foi formalizada em outubro de 2024, quando Scheila ainda comandava a Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação.
A agenda também relacionou enfrentamento à violência com autonomia financeira. Em 2021, Scheila assinou em Brasília termo de cooperação para implantação do projeto Tereza de Benguela, destinado à qualificação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica. Na mesma viagem, levou ao Governo Federal o projeto da Casa da Mulher Brasileira para Sinop.
Em 2026, essa atuação alcançou o debate internacional. Em março, Scheila representou Mato Grosso, por meio da APDM, durante a 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), em Nova York. A edição discutiu temas como acesso à justiça, eliminação de barreiras estruturais e construção de sistemas mais inclusivos para mulheres e meninas.
Na agenda nos Estados Unidos, Scheila também participou de debate na Columbia University e integrou a delegação brasileira ligada à comissão.
O percurso entre a reunião de representantes de 56 municípios em Mato Grosso e a participação na comissão da ONU mostra a ampliação territorial de uma agenda inicialmente desenvolvida no âmbito municipal. No centro dessa atuação estão a criação de estruturas permanentes, capacitação das equipes locais, financiamento e integração das políticas de proteção com medidas de autonomia para as mulheres.
“Quando falamos de proteger uma mulher, estamos falando de várias coisas ao mesmo tempo. É garantir que ela saiba onde buscar ajuda, que tenha uma rede que funcione, mas também que possa trabalhar, ter renda, ter onde morar e reconstruir a própria vida. Foi isso que buscamos fazer em Sinop e é essa experiência prática que queremos ampliar”, afirma Scheila Pedroso
Em agosto de 2022, Sinop sediou o 1º Encontro Mato-grossense dos Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher. A iniciativa teve participação da APDM, Prefeitura de Sinop, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica.
Representantes dos 56 municípios discutiram como criar e fortalecer Conselhos da Mulher, regularizar fundos específicos, buscar financiamento para projetos e estruturar políticas municipais que não dependessem apenas de ações pontuais.
Na época, Scheila já presidia a APDM. Ela havia sido eleita para comandar a associação em 2021 e posteriormente foi reconduzida. A entidade presta assessoria técnica aos municípios e promove capacitações para gestores, equipes da Assistência Social e conselhos municipais, incluindo os Conselhos dos Direitos da Mulher.
Durante sua presidência, a APDM também criou a Escola de Formação Municipalista e ampliou as capacitações e a assistência técnica oferecidas aos municípios de Mato Grosso. A atuação permitiu levar discussões sobre políticas para mulheres a gestores e equipes de diferentes regiões do Estado.
A articulação estadual tinha como referência ações que já vinham sendo desenvolvidas em Sinop. Em 2022, o município implantou a Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, estrutura permanente destinada à prevenção da violência, garantia de direitos, orientação e articulação da rede de atendimento.
Dois anos depois, quando Sinop aderiu ao Ser Família Mulher, estava entre apenas seis municípios de Mato Grosso que já possuíam um Organismo de Políticas para Mulheres, requisito para ingressar no programa estadual. A adesão foi formalizada em outubro de 2024, quando Scheila ainda comandava a Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação.
A agenda também relacionou enfrentamento à violência com autonomia financeira. Em 2021, Scheila assinou em Brasília termo de cooperação para implantação do projeto Tereza de Benguela, destinado à qualificação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica. Na mesma viagem, levou ao Governo Federal o projeto da Casa da Mulher Brasileira para Sinop.
Em 2026, essa atuação alcançou o debate internacional. Em março, Scheila representou Mato Grosso, por meio da APDM, durante a 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), em Nova York. A edição discutiu temas como acesso à justiça, eliminação de barreiras estruturais e construção de sistemas mais inclusivos para mulheres e meninas.
Na agenda nos Estados Unidos, Scheila também participou de debate na Columbia University e integrou a delegação brasileira ligada à comissão.
O percurso entre a reunião de representantes de 56 municípios em Mato Grosso e a participação na comissão da ONU mostra a ampliação territorial de uma agenda inicialmente desenvolvida no âmbito municipal. No centro dessa atuação estão a criação de estruturas permanentes, capacitação das equipes locais, financiamento e integração das políticas de proteção com medidas de autonomia para as mulheres.
“Quando falamos de proteger uma mulher, estamos falando de várias coisas ao mesmo tempo. É garantir que ela saiba onde buscar ajuda, que tenha uma rede que funcione, mas também que possa trabalhar, ter renda, ter onde morar e reconstruir a própria vida. Foi isso que buscamos fazer em Sinop e é essa experiência prática que queremos ampliar”, afirma Scheila Pedroso
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



