Secretário rebate críticas de Wellington Fagundes e defende estadualização da MT-170
Marcelo de Oliveira afirma que problemas atingem apenas 40 quilômetros da rodovia e critica período em que estrada esteve sob gestão do DNIT
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Convocado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras do BRT, o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, aproveitou a sessão desta segunda-feira (13) para responder às críticas direcionadas à MT-170, antiga BR-174. Embora não tenha citado nomes, as declarações tiveram como alvo o senador e pré-candidato ao governo Wellington Fagundes (PL), que vem questionando a estadualização da rodovia e a qualidade do pavimento após o surgimento de problemas em alguns trechos.
Durante a fala, o secretário defendeu a decisão do Estado de assumir novamente a rodovia e criticou o período em que a estrada esteve sob responsabilidade do governo federal.
"Eu falei para o governador Mauro Mendes na época, se o senhor quer resolver o problema da BR-174, então estadualiza, porque ela era estadual, federalizaram ela, e todo mundo aqui sabe quem federalizou, diz que para vir dinheiro de lá para cá, gastaram R$ 150 milhões nesse período que foi federalizado só em manutenção. Está lá no Dnit, está tudo para todo mundo ver, e não fizeram nada", afirmou.
Nas últimas semanas, Wellington Fagundes passou a criticar publicamente a estadualização da antiga BR-174, hoje MT-170. Em resposta, o ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que o senador, que exerceu vários mandatos como deputado federal e está no segundo mandato como senador, teve influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
"O senhor, como deputado federal de vários mandatos, como senador já no segundo mandato, durante muitos anos mandou no Dnit. Era o senhor que nomeava o superintendente do órgão aqui. E por que nada mudou?", questionou Mauro Mendes na ocasião.
Meses antes, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) também havia criticado a atuação do DNIT, sem mencionar diretamente nomes de políticos.
"O Trevão só não saiu antes porque a concessão foi feita enjambrada para que boa parte da rodovia continuasse na jurisdição do DNIT. Para os políticos daqui que mandavam no DNIT roubarem e continuarem roubando o povo mato-grossense", declarou.
Ao defender as obras executadas pelo governo estadual, Marcelo de Oliveira afirmou que os problemas registrados representam uma pequena parcela da malha pavimentada pela atual gestão.
"A gente faz asfalto, foram mais de 7 mil quilômetros feitos, tivemos problema em 40 quilômetros, aí está falando como que é asfalto farinha, é duro", disse.
Segundo o secretário, o governo já determinou a recuperação dos trechos com defeitos e ressaltou que os problemas pontuais acabam recebendo mais atenção do que os avanços promovidos na infraestrutura estadual.
O debate sobre a MT-170 ganhou força após Wellington Fagundes denunciar a deterioração de partes da rodovia menos de um ano depois da conclusão das obras. O caso foi levado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que realizou inspeções na região.
Durante o pronunciamento, Marcelo também relembrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores do noroeste de Mato Grosso antes da pavimentação da antiga BR-174.
"Ninguém lembra que, para chegar em Colniza, tinha vez que o caminhão que levava combustível ou material para o supermercado ficava dez dias parado na estrada, atolado ou com ponte de madeira caída", afirmou.
O secretário acrescentou que a situação da rodovia era frequentemente destaque em reportagens nacionais.
"Éramos matéria todo ano de William Bonner, na Globo. O Jornal Nacional começava falando sobre a BR-174, mas ninguém falava que aquilo ali era uma obra do governo federal", declarou.
Marcelo ainda afirmou que foi dele a sugestão para que o então governador Mauro Mendes reassumisse a rodovia, defendendo que a estadualização era a alternativa para destravar as obras.
Wellington Fagundes, por sua vez, sustenta que o governo alterou o projeto original ao assumir a rodovia federal, reduzindo o padrão técnico da obra e contribuindo para o surgimento de defeitos no pavimento.
Em defesa da estadualização, integrantes da base governista, entre eles Marcelo de Oliveira, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e o ex-senador Cidinho Santos (PP), classificaram as críticas do senador como "oportunistas" e afirmaram que os problemas identificados são pontuais e serão corrigidos pela construtora responsável, que ainda está coberta pela garantia contratual.
Durante a fala, o secretário defendeu a decisão do Estado de assumir novamente a rodovia e criticou o período em que a estrada esteve sob responsabilidade do governo federal.
"Eu falei para o governador Mauro Mendes na época, se o senhor quer resolver o problema da BR-174, então estadualiza, porque ela era estadual, federalizaram ela, e todo mundo aqui sabe quem federalizou, diz que para vir dinheiro de lá para cá, gastaram R$ 150 milhões nesse período que foi federalizado só em manutenção. Está lá no Dnit, está tudo para todo mundo ver, e não fizeram nada", afirmou.
Nas últimas semanas, Wellington Fagundes passou a criticar publicamente a estadualização da antiga BR-174, hoje MT-170. Em resposta, o ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que o senador, que exerceu vários mandatos como deputado federal e está no segundo mandato como senador, teve influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
"O senhor, como deputado federal de vários mandatos, como senador já no segundo mandato, durante muitos anos mandou no Dnit. Era o senhor que nomeava o superintendente do órgão aqui. E por que nada mudou?", questionou Mauro Mendes na ocasião.
Meses antes, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) também havia criticado a atuação do DNIT, sem mencionar diretamente nomes de políticos.
"O Trevão só não saiu antes porque a concessão foi feita enjambrada para que boa parte da rodovia continuasse na jurisdição do DNIT. Para os políticos daqui que mandavam no DNIT roubarem e continuarem roubando o povo mato-grossense", declarou.
Ao defender as obras executadas pelo governo estadual, Marcelo de Oliveira afirmou que os problemas registrados representam uma pequena parcela da malha pavimentada pela atual gestão.
"A gente faz asfalto, foram mais de 7 mil quilômetros feitos, tivemos problema em 40 quilômetros, aí está falando como que é asfalto farinha, é duro", disse.
Segundo o secretário, o governo já determinou a recuperação dos trechos com defeitos e ressaltou que os problemas pontuais acabam recebendo mais atenção do que os avanços promovidos na infraestrutura estadual.
O debate sobre a MT-170 ganhou força após Wellington Fagundes denunciar a deterioração de partes da rodovia menos de um ano depois da conclusão das obras. O caso foi levado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que realizou inspeções na região.
Durante o pronunciamento, Marcelo também relembrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores do noroeste de Mato Grosso antes da pavimentação da antiga BR-174.
"Ninguém lembra que, para chegar em Colniza, tinha vez que o caminhão que levava combustível ou material para o supermercado ficava dez dias parado na estrada, atolado ou com ponte de madeira caída", afirmou.
O secretário acrescentou que a situação da rodovia era frequentemente destaque em reportagens nacionais.
"Éramos matéria todo ano de William Bonner, na Globo. O Jornal Nacional começava falando sobre a BR-174, mas ninguém falava que aquilo ali era uma obra do governo federal", declarou.
Marcelo ainda afirmou que foi dele a sugestão para que o então governador Mauro Mendes reassumisse a rodovia, defendendo que a estadualização era a alternativa para destravar as obras.
Wellington Fagundes, por sua vez, sustenta que o governo alterou o projeto original ao assumir a rodovia federal, reduzindo o padrão técnico da obra e contribuindo para o surgimento de defeitos no pavimento.
Em defesa da estadualização, integrantes da base governista, entre eles Marcelo de Oliveira, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e o ex-senador Cidinho Santos (PP), classificaram as críticas do senador como "oportunistas" e afirmaram que os problemas identificados são pontuais e serão corrigidos pela construtora responsável, que ainda está coberta pela garantia contratual.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



