Sindicado acusa Fávaro de ‘uso eleitoreiro’ ao pedir investigação sobre preços dos combustíveis em MT
Entidade reage após senador acionar o Cade diante das diferenças encontradas entre Cuiabá, Sinop e Rondonópolis e defende que eventual investigação alcance toda a cadeia do setor
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O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT) reagiu à iniciativa do senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) de acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para apurar a formação dos preços dos combustíveis no Estado. A entidade classificou a movimentação como “uso eleitoreiro” e rejeitou a responsabilização dos postos pelos valores encontrados nas bombas.
Fávaro anunciou a medida na última semana após receber reclamações de consumidores e motoristas sobre diferenças nos preços praticados em municípios mato-grossenses. Segundo o senador, a intenção é verificar se há justificativas econômicas para essa variação ou indícios de condutas capazes de comprometer a livre concorrência, incluindo eventual combinação de preços.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes à semana de 6 a 12 de setembro, mostram diferenças entre três das principais cidades do Estado. A gasolina comum apresentou preço médio de R$ 6,97 em Cuiabá, enquanto em Sinop ficou em R$ 6,52 e, em Rondonópolis, em R$ 6,62.
Sindicato rebate foco sobre os postos
Em nota, o Sindipetróleo argumentou que a diferença encontrada nas bombas não pode ser automaticamente atribuída aos revendedores. Segundo a entidade, os postos ocupam apenas a última etapa de uma cadeia que inclui produção, importação, refinarias, usinas, distribuidoras, transporte, tributação e custos operacionais.
“Os postos de combustíveis não são formadores de preços, mas repassadores dos custos estabelecidos nas etapas anteriores da cadeia”, afirmou o sindicato.
A entidade sustenta que os revendedores têm recebido sucessivos reajustes das distribuidoras e afirma que suas margens são pressionadas pelos aumentos ocorridos antes de o combustível chegar ao consumidor final.
O Sindipetróleo também relacionou o cenário atual a uma combinação de fatores nacionais e internacionais. Entre os motivos apontados estão a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no exterior, mudanças na mistura obrigatória de etanol na gasolina e a redução das importações de óleo diesel.
Entidade fala em ‘manobra desonesta’
A reação mais dura foi direcionada ao uso político da discussão durante a campanha eleitoral. Sem se opor à fiscalização, o sindicato afirmou que concentrar questionamentos sobre os postos transforma o setor varejista em um “bode expiatório” para um problema que, segundo a entidade, envolve diferentes etapas da cadeia.
“Usar a revenda varejista como alvo fácil para autopromoção política é uma manobra desonesta que desinforma a sociedade e ignora os reais gargalos do setor”, diz trecho da nota.
A classificação representa a posição do Sindipetróleo sobre a iniciativa. Fávaro, por sua vez, apresentou o pedido de apuração como uma forma de esclarecer as diferenças de preços e verificar se existem práticas contrárias à livre concorrência.
Sindipetróleo defende investigação mais ampla
Apesar das críticas, o sindicato afirmou que não se opõe à atuação dos órgãos fiscalizadores. A entidade defende, contudo, que qualquer investigação alcance também refinarias, usinas, importadores e distribuidoras, em vez de se concentrar exclusivamente na revenda.
O Sindipetróleo relatou ainda episódios de contingenciamento de pedidos feitos pelos postos, principalmente envolvendo óleo diesel, e afirmou que a situação tem provocado preocupação quanto à regularidade do abastecimento em Mato Grosso.
A controvérsia coloca, assim, duas questões distintas no centro do debate: de um lado, o pedido de Fávaro para que o Cade verifique a formação dos preços e eventual problema concorrencial; do outro, a reação dos revendedores, que sustentam que os valores encontrados nas bombas refletem custos acumulados ao longo de toda a cadeia e cobram que qualquer apuração tenha alcance mais amplo.
Fávaro anunciou a medida na última semana após receber reclamações de consumidores e motoristas sobre diferenças nos preços praticados em municípios mato-grossenses. Segundo o senador, a intenção é verificar se há justificativas econômicas para essa variação ou indícios de condutas capazes de comprometer a livre concorrência, incluindo eventual combinação de preços.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes à semana de 6 a 12 de setembro, mostram diferenças entre três das principais cidades do Estado. A gasolina comum apresentou preço médio de R$ 6,97 em Cuiabá, enquanto em Sinop ficou em R$ 6,52 e, em Rondonópolis, em R$ 6,62.
Sindicato rebate foco sobre os postos
Em nota, o Sindipetróleo argumentou que a diferença encontrada nas bombas não pode ser automaticamente atribuída aos revendedores. Segundo a entidade, os postos ocupam apenas a última etapa de uma cadeia que inclui produção, importação, refinarias, usinas, distribuidoras, transporte, tributação e custos operacionais.
“Os postos de combustíveis não são formadores de preços, mas repassadores dos custos estabelecidos nas etapas anteriores da cadeia”, afirmou o sindicato.
A entidade sustenta que os revendedores têm recebido sucessivos reajustes das distribuidoras e afirma que suas margens são pressionadas pelos aumentos ocorridos antes de o combustível chegar ao consumidor final.
O Sindipetróleo também relacionou o cenário atual a uma combinação de fatores nacionais e internacionais. Entre os motivos apontados estão a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no exterior, mudanças na mistura obrigatória de etanol na gasolina e a redução das importações de óleo diesel.
Entidade fala em ‘manobra desonesta’
A reação mais dura foi direcionada ao uso político da discussão durante a campanha eleitoral. Sem se opor à fiscalização, o sindicato afirmou que concentrar questionamentos sobre os postos transforma o setor varejista em um “bode expiatório” para um problema que, segundo a entidade, envolve diferentes etapas da cadeia.
“Usar a revenda varejista como alvo fácil para autopromoção política é uma manobra desonesta que desinforma a sociedade e ignora os reais gargalos do setor”, diz trecho da nota.
A classificação representa a posição do Sindipetróleo sobre a iniciativa. Fávaro, por sua vez, apresentou o pedido de apuração como uma forma de esclarecer as diferenças de preços e verificar se existem práticas contrárias à livre concorrência.
Sindipetróleo defende investigação mais ampla
Apesar das críticas, o sindicato afirmou que não se opõe à atuação dos órgãos fiscalizadores. A entidade defende, contudo, que qualquer investigação alcance também refinarias, usinas, importadores e distribuidoras, em vez de se concentrar exclusivamente na revenda.
O Sindipetróleo relatou ainda episódios de contingenciamento de pedidos feitos pelos postos, principalmente envolvendo óleo diesel, e afirmou que a situação tem provocado preocupação quanto à regularidade do abastecimento em Mato Grosso.
A controvérsia coloca, assim, duas questões distintas no centro do debate: de um lado, o pedido de Fávaro para que o Cade verifique a formação dos preços e eventual problema concorrencial; do outro, a reação dos revendedores, que sustentam que os valores encontrados nas bombas refletem custos acumulados ao longo de toda a cadeia e cobram que qualquer apuração tenha alcance mais amplo.
Publicado originalmente em infoverus.com.br


