Taques acusa Medeiros de fraude em ata e relembra cassação no TRE-MT durante debate
Candidato do PL nega irregularidade e chama ex-governador de “caluniador” durante confronto no G1
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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) e o deputado federal José Medeiros (PL) protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate promovido pelo G1 em Mato Grosso, nesta quinta-feira (3). O confronto começou com acusações sobre denúncias contra adversários políticos e terminou com Taques relembrando o processo que levou à cassação do mandato de Medeiros pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em 2018.
Taques acusou Medeiros de ter sido beneficiado por uma suposta fraude na ata da convenção que definiu a chapa ao Senado nas eleições de 2010. Segundo o candidato, o documento teria sido alterado para colocar Medeiros na primeira suplência, posição que originalmente seria ocupada pelo empresário Paulo Fiúza.
“Diferente do Medeiros, que foi condenado por falsificar a ata. Você só virou senador porque você falsificou a ata. Isso, eu fui testemunha contra você em relação a isso. E você foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral, porque senão você era segundo suplente”, afirmou Taques.
Medeiros negou participação na elaboração ou alteração do documento e afirmou que houve apenas um problema relacionado à assinatura da ata. O deputado também declarou ter tranquilidade quanto à sua atuação no episódio.
“Se alguém falsificou deliberadamente aquilo lá, não fui eu. Eu tenho orgulho de ter sido, fui escolhido primeiro suplente. [...] Você sabe muito bem que não falsifiquei a ata e tenho a tranquilidade disso”, respondeu.
Embate começou com Fávaro
Antes de chegar ao episódio envolvendo a eleição de 2010, os dois candidatos já haviam trocado acusações durante o debate.
Medeiros afirmou que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) teria lhe contado que pretendia pedir a saída do então ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), que também disputa uma vaga ao Senado. De acordo com o deputado, Lira teria dito que Fávaro utilizava recursos do ministério para atender emendas indicadas por ele próprio.
Taques questionou se Medeiros havia apresentado alguma denúncia formal sobre o suposto caso ou se a informação havia ficado apenas no “fuxico”. O candidato do PL respondeu que levou a questão ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Na sequência, Taques passou a cobrar explicações sobre uma proposta apresentada por Medeiros para impedir a deflagração de operações policiais contra políticos nos seis meses anteriores às eleições.
A iniciativa surgiu depois da Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve entre os alvos o candidato ao Senado Mauro Mendes (União) e o deputado federal Fábio Garcia (União).
Foi nesse momento que Taques trouxe à discussão o processo eleitoral de 2010 e comparou sua situação jurídica à do adversário.
TRE-MT cassou mandato em 2018
A disputa pela suplência mencionada no debate chegou à Justiça Eleitoral anos depois. Em 2018, o Pleno do TRE-MT decidiu, por unanimidade, cassar o mandato de Medeiros por entender que houve fraude na ata da convenção partidária realizada para as eleições de 2010.
Na decisão, o tribunal considerou que houve inversão na ordem dos suplentes: Paulo Fiúza deveria ocupar a primeira suplência, enquanto Medeiros ficaria na segunda posição.
Medeiros havia chegado ao Senado em 2015, após Taques renunciar ao mandato de senador para assumir o Governo de Mato Grosso. Com a decisão do TRE-MT, Fiúza chegou a ser declarado como legítimo ocupante da primeira suplência, enquanto Medeiros também foi considerado inelegível por oito anos.
A decisão, contudo, não resultou na saída imediata de Medeiros do Senado. O parlamentar recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em agosto de 2018, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão do TRE-MT.
No mês seguinte, o plenário do TSE manteve a liminar por unanimidade ao rejeitar recurso apresentado por Fiúza. Com isso, Medeiros permaneceu no Senado enquanto o caso continuava sendo discutido na Justiça Eleitoral.
Medeiros acusa Taques de calúnia
Durante o debate, Medeiros afirmou que a acusação feita pelo adversário poderia configurar crime. Ele também utilizou a própria atuação de Taques na campanha de 2010 para rebater a versão apresentada.
“Você agora acaba de incorrer em duas coisas. Caluniador, que é um crime, calúnia, e o segundo, você então seria um estelionatário. Sabe por quê, Pedro? Porque em Rondonópolis os seus discursos eram: ‘Medeiros é meu primeiro suplente’. Você chegava em Sinop e eu tive notícia de que você chamava o Paulo Fiúza de primeiro suplente”, afirmou.
Taques encerrou o confronto retomando a decisão do TRE-MT e aproveitando para fazer referência a outro episódio envolvendo Medeiros. O ex-governador citou o protesto realizado por parlamentares bolsonaristas no Congresso em agosto de 2025, quando o deputado apareceu com esparadrapos cobrindo a boca, os olhos e os ouvidos.
“Eu também lhe tenho em grande conta, como eu respeito todas as pessoas que eu processei, que não me interessa quem seja. Você pode ter certeza: eu chegarei ao Senado, eu não colocarei esparadrapo na minha boca. Eu não ficaria amarrado na mesa do Senado. Eu quero defender os interesses de Mato Grosso no Senado. Eu quero ser senador da República, não de presidente da República, o ex-presidente da República”, concluiu.
Taques acusou Medeiros de ter sido beneficiado por uma suposta fraude na ata da convenção que definiu a chapa ao Senado nas eleições de 2010. Segundo o candidato, o documento teria sido alterado para colocar Medeiros na primeira suplência, posição que originalmente seria ocupada pelo empresário Paulo Fiúza.
“Diferente do Medeiros, que foi condenado por falsificar a ata. Você só virou senador porque você falsificou a ata. Isso, eu fui testemunha contra você em relação a isso. E você foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral, porque senão você era segundo suplente”, afirmou Taques.
Medeiros negou participação na elaboração ou alteração do documento e afirmou que houve apenas um problema relacionado à assinatura da ata. O deputado também declarou ter tranquilidade quanto à sua atuação no episódio.
“Se alguém falsificou deliberadamente aquilo lá, não fui eu. Eu tenho orgulho de ter sido, fui escolhido primeiro suplente. [...] Você sabe muito bem que não falsifiquei a ata e tenho a tranquilidade disso”, respondeu.
Embate começou com Fávaro
Antes de chegar ao episódio envolvendo a eleição de 2010, os dois candidatos já haviam trocado acusações durante o debate.
Medeiros afirmou que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) teria lhe contado que pretendia pedir a saída do então ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), que também disputa uma vaga ao Senado. De acordo com o deputado, Lira teria dito que Fávaro utilizava recursos do ministério para atender emendas indicadas por ele próprio.
Taques questionou se Medeiros havia apresentado alguma denúncia formal sobre o suposto caso ou se a informação havia ficado apenas no “fuxico”. O candidato do PL respondeu que levou a questão ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Na sequência, Taques passou a cobrar explicações sobre uma proposta apresentada por Medeiros para impedir a deflagração de operações policiais contra políticos nos seis meses anteriores às eleições.
A iniciativa surgiu depois da Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve entre os alvos o candidato ao Senado Mauro Mendes (União) e o deputado federal Fábio Garcia (União).
Foi nesse momento que Taques trouxe à discussão o processo eleitoral de 2010 e comparou sua situação jurídica à do adversário.
TRE-MT cassou mandato em 2018
A disputa pela suplência mencionada no debate chegou à Justiça Eleitoral anos depois. Em 2018, o Pleno do TRE-MT decidiu, por unanimidade, cassar o mandato de Medeiros por entender que houve fraude na ata da convenção partidária realizada para as eleições de 2010.
Na decisão, o tribunal considerou que houve inversão na ordem dos suplentes: Paulo Fiúza deveria ocupar a primeira suplência, enquanto Medeiros ficaria na segunda posição.
Medeiros havia chegado ao Senado em 2015, após Taques renunciar ao mandato de senador para assumir o Governo de Mato Grosso. Com a decisão do TRE-MT, Fiúza chegou a ser declarado como legítimo ocupante da primeira suplência, enquanto Medeiros também foi considerado inelegível por oito anos.
A decisão, contudo, não resultou na saída imediata de Medeiros do Senado. O parlamentar recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em agosto de 2018, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão do TRE-MT.
No mês seguinte, o plenário do TSE manteve a liminar por unanimidade ao rejeitar recurso apresentado por Fiúza. Com isso, Medeiros permaneceu no Senado enquanto o caso continuava sendo discutido na Justiça Eleitoral.
Medeiros acusa Taques de calúnia
Durante o debate, Medeiros afirmou que a acusação feita pelo adversário poderia configurar crime. Ele também utilizou a própria atuação de Taques na campanha de 2010 para rebater a versão apresentada.
“Você agora acaba de incorrer em duas coisas. Caluniador, que é um crime, calúnia, e o segundo, você então seria um estelionatário. Sabe por quê, Pedro? Porque em Rondonópolis os seus discursos eram: ‘Medeiros é meu primeiro suplente’. Você chegava em Sinop e eu tive notícia de que você chamava o Paulo Fiúza de primeiro suplente”, afirmou.
Taques encerrou o confronto retomando a decisão do TRE-MT e aproveitando para fazer referência a outro episódio envolvendo Medeiros. O ex-governador citou o protesto realizado por parlamentares bolsonaristas no Congresso em agosto de 2025, quando o deputado apareceu com esparadrapos cobrindo a boca, os olhos e os ouvidos.
“Eu também lhe tenho em grande conta, como eu respeito todas as pessoas que eu processei, que não me interessa quem seja. Você pode ter certeza: eu chegarei ao Senado, eu não colocarei esparadrapo na minha boca. Eu não ficaria amarrado na mesa do Senado. Eu quero defender os interesses de Mato Grosso no Senado. Eu quero ser senador da República, não de presidente da República, o ex-presidente da República”, concluiu.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



