Taques volta a erguer bandeira anticorrupção após governo marcado por operações e prisões
Candidato ao Senado cobrou moralidade durante debate, enquanto passagem pelo Palácio Paiaguás teve integrantes do primeiro escalão alcançados por investigações
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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) voltou a colocar o combate à corrupção no centro de seu discurso durante o debate da TV Vila Real, nesta quinta-feira (17). Ex-procurador da República, ele cobrou moralidade na vida pública e retomou uma das bandeiras que ajudaram a construir sua trajetória política. O discurso também traz de volta ao debate o período em que comandou Mato Grosso, entre 2015 e 2018, quando integrantes de sua administração foram atingidos por operações policiais, prisões e investigações.
Taques chegou ao Palácio Paiaguás prometendo combater a corrupção, reorganizar as contas estaduais e privilegiar critérios técnicos na administração. Durante os quatro anos seguintes, porém, seu governo passou por sucessivas mudanças no primeiro escalão em meio a exonerações, rearranjos políticos, dificuldades administrativas e investigações envolvendo integrantes da gestão.
Levantamentos publicados naquele período contabilizaram 29 mudanças no secretariado em menos de três anos. Somente nos dois primeiros anos, 47 titulares passaram pelas 24 secretarias estaduais. As alterações alcançaram áreas estratégicas, como Casa Civil, Fazenda, Educação, Segurança Pública, Saúde, Administração e Justiça e Direitos Humanos.
Prisões chegaram ao primeiro escalão
Em 2018, balanços publicados sobre a administração apontavam que sete integrantes do primeiro escalão haviam sido presos, enquanto outros quatro tinham sido afastados ou eram investigados. A existência dessas ocorrências, contudo, não significa responsabilidade pessoal de Taques pelos fatos atribuídos aos integrantes de seu governo.
Um dos episódios de maior repercussão envolveu Paulo Taques, primo do então governador e ex-chefe da Casa Civil. Ele foi preso em 2017 durante as investigações sobre interceptações telefônicas clandestinas no episódio que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.
Paulo Taques voltou a ser preso em maio de 2018 durante a Operação Bônus, segunda fase da Bereré. A investigação apurava suspeitas de fraude, desvio de recursos e pagamento de propina envolvendo um contrato do Detran-MT. Segundo o Ministério Público, Paulo teria recebido R$ 2,6 milhões para atuar pela manutenção do contrato da EIG Mercados durante a administração estadual.
Delações também citaram ex-governador
As investigações daquele período também alcançaram o nome de Pedro Taques por meio de colaborações premiadas. Os empresários Alan Malouf e Giovani Guizardi fizeram afirmações envolvendo a campanha eleitoral de 2014 e fatos posteriormente investigados no âmbito da Operação Rêmora, que apurou fraudes em licitações de obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Guizardi relatou ter repassado R$ 300 mil e afirmou ter ouvido de Malouf que outros R$ 10 milhões teriam sido destinados sem declaração à Justiça Eleitoral à campanha de Taques. Segundo o relato do colaborador, o esquema posteriormente investigado na Seduc teria relação com a recuperação de recursos empregados na disputa eleitoral.
A colaboração de Malouf, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), também mencionou a suposta captação de R$ 10 milhões em recursos não contabilizados para a campanha de 2014. O empresário declarou ainda ter participado de mais de cem reuniões com Taques para tratar de questões financeiras relacionadas à eleição.
As declarações dos colaboradores representam versões apresentadas às autoridades e, isoladamente, não equivalem à comprovação das acusações. Pedro Taques negou participação em atos ilegais, sustentou que sua prestação de contas eleitoral havia sido aprovada e, durante a campanha de 2018, classificou como “mentira” a acusação de caixa dois.
Rêmora investigou contratos milionários
A Operação Rêmora investigou irregularidades em pelo menos 23 obras de construção e reforma de escolas estaduais, que envolviam aproximadamente R$ 56 milhões em contratos públicos. As apurações se concentraram em suspeitas de direcionamento de licitações e cobrança de propina de empreiteiras.
Oito anos depois de deixar o comando do Executivo estadual, Taques tenta retornar ao Senado e recolocou o combate à corrupção entre os temas de sua campanha. Além da fiscalização dos recursos públicos, o candidato tem abordado durante a disputa eleitoral a atuação do Congresso e sua relação institucional com o Supremo Tribunal Federal.
Fonte Olhar Direto
Taques chegou ao Palácio Paiaguás prometendo combater a corrupção, reorganizar as contas estaduais e privilegiar critérios técnicos na administração. Durante os quatro anos seguintes, porém, seu governo passou por sucessivas mudanças no primeiro escalão em meio a exonerações, rearranjos políticos, dificuldades administrativas e investigações envolvendo integrantes da gestão.
Levantamentos publicados naquele período contabilizaram 29 mudanças no secretariado em menos de três anos. Somente nos dois primeiros anos, 47 titulares passaram pelas 24 secretarias estaduais. As alterações alcançaram áreas estratégicas, como Casa Civil, Fazenda, Educação, Segurança Pública, Saúde, Administração e Justiça e Direitos Humanos.
Prisões chegaram ao primeiro escalão
Em 2018, balanços publicados sobre a administração apontavam que sete integrantes do primeiro escalão haviam sido presos, enquanto outros quatro tinham sido afastados ou eram investigados. A existência dessas ocorrências, contudo, não significa responsabilidade pessoal de Taques pelos fatos atribuídos aos integrantes de seu governo.
Um dos episódios de maior repercussão envolveu Paulo Taques, primo do então governador e ex-chefe da Casa Civil. Ele foi preso em 2017 durante as investigações sobre interceptações telefônicas clandestinas no episódio que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.
Paulo Taques voltou a ser preso em maio de 2018 durante a Operação Bônus, segunda fase da Bereré. A investigação apurava suspeitas de fraude, desvio de recursos e pagamento de propina envolvendo um contrato do Detran-MT. Segundo o Ministério Público, Paulo teria recebido R$ 2,6 milhões para atuar pela manutenção do contrato da EIG Mercados durante a administração estadual.
Delações também citaram ex-governador
As investigações daquele período também alcançaram o nome de Pedro Taques por meio de colaborações premiadas. Os empresários Alan Malouf e Giovani Guizardi fizeram afirmações envolvendo a campanha eleitoral de 2014 e fatos posteriormente investigados no âmbito da Operação Rêmora, que apurou fraudes em licitações de obras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Guizardi relatou ter repassado R$ 300 mil e afirmou ter ouvido de Malouf que outros R$ 10 milhões teriam sido destinados sem declaração à Justiça Eleitoral à campanha de Taques. Segundo o relato do colaborador, o esquema posteriormente investigado na Seduc teria relação com a recuperação de recursos empregados na disputa eleitoral.
A colaboração de Malouf, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), também mencionou a suposta captação de R$ 10 milhões em recursos não contabilizados para a campanha de 2014. O empresário declarou ainda ter participado de mais de cem reuniões com Taques para tratar de questões financeiras relacionadas à eleição.
As declarações dos colaboradores representam versões apresentadas às autoridades e, isoladamente, não equivalem à comprovação das acusações. Pedro Taques negou participação em atos ilegais, sustentou que sua prestação de contas eleitoral havia sido aprovada e, durante a campanha de 2018, classificou como “mentira” a acusação de caixa dois.
Rêmora investigou contratos milionários
A Operação Rêmora investigou irregularidades em pelo menos 23 obras de construção e reforma de escolas estaduais, que envolviam aproximadamente R$ 56 milhões em contratos públicos. As apurações se concentraram em suspeitas de direcionamento de licitações e cobrança de propina de empreiteiras.
Oito anos depois de deixar o comando do Executivo estadual, Taques tenta retornar ao Senado e recolocou o combate à corrupção entre os temas de sua campanha. Além da fiscalização dos recursos públicos, o candidato tem abordado durante a disputa eleitoral a atuação do Congresso e sua relação institucional com o Supremo Tribunal Federal.
Fonte Olhar Direto
Publicado originalmente em infoverus.com.br



