Trabalhadores dos Correios aprovam greve por tempo indeterminado em todo o país
Paralisação foi aprovada após negociações sem acordo; empresa diz que adotou medidas para manter entregas e reduzir impactos aos clientes
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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10). Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de todos os estados aderiram à paralisação.
A entidade informou que a decisão abre uma nova etapa da Campanha Salarial depois que as negociações entre trabalhadores e empresa terminaram sem acordo. Um dos principais pontos de conflito é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a Findect, a direção dos Correios pretende alterar o benefício.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.
De acordo com Tony Sérgio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), durante a paralisação apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre como esses serviços estão operando nas demais regiões.
Os sindicatos que aderiram à greve estão no Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Campinas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Ribeirão Preto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São José do Rio Preto, Santa Maria, Tocantins, Uberaba, Vale do Paraíba, Bauru e região, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santos e região e São Paulo. No Acre, a assembleia estava prevista para esta sexta-feira (11).
Em resposta à paralisação, os Correios informaram que colocaram em funcionamento um “Plano de Continuidade de Negócios” para tentar reduzir os efeitos da greve sobre os clientes.
“Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.”
Segundo a empresa, as medidas incluem remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas específicas para manter a regularidade das entregas em todo o país.
“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, disse.
Os Correios afirmam ainda que buscaram chegar a um acordo durante as negociações e apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo em vigor. Entre os pontos oferecidos estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com validade a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
A empresa também declarou que mantém o compromisso com a valorização dos trabalhadores e com a continuidade dos serviços postais prestados à população.
A greve ocorre em meio a uma situação financeira delicada dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano.
Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi inferior ao dos dois períodos anteriores, o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado representa um movimento inicial de recuperação das contas, após a empresa registrar prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.
Os Correios também esperam receber até 15 de setembro um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. Segundo informações apuradas pelo g1, os recursos devem ser obtidos por meio de um consórcio de bancos, modelo semelhante ao utilizado no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões.
Desta vez, o grupo deve ser formado por três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — além do Banrisul. O novo empréstimo já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre, divulgadas no fim de agosto.
A entidade informou que a decisão abre uma nova etapa da Campanha Salarial depois que as negociações entre trabalhadores e empresa terminaram sem acordo. Um dos principais pontos de conflito é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a Findect, a direção dos Correios pretende alterar o benefício.
“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.
De acordo com Tony Sérgio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), durante a paralisação apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre como esses serviços estão operando nas demais regiões.
Os sindicatos que aderiram à greve estão no Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Campinas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Ribeirão Preto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São José do Rio Preto, Santa Maria, Tocantins, Uberaba, Vale do Paraíba, Bauru e região, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santos e região e São Paulo. No Acre, a assembleia estava prevista para esta sexta-feira (11).
Em resposta à paralisação, os Correios informaram que colocaram em funcionamento um “Plano de Continuidade de Negócios” para tentar reduzir os efeitos da greve sobre os clientes.
“Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.”
Segundo a empresa, as medidas incluem remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas específicas para manter a regularidade das entregas em todo o país.
“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, disse.
Os Correios afirmam ainda que buscaram chegar a um acordo durante as negociações e apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo em vigor. Entre os pontos oferecidos estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com validade a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
A empresa também declarou que mantém o compromisso com a valorização dos trabalhadores e com a continuidade dos serviços postais prestados à população.
A greve ocorre em meio a uma situação financeira delicada dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano.
Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi inferior ao dos dois períodos anteriores, o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado representa um movimento inicial de recuperação das contas, após a empresa registrar prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.
Os Correios também esperam receber até 15 de setembro um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. Segundo informações apuradas pelo g1, os recursos devem ser obtidos por meio de um consórcio de bancos, modelo semelhante ao utilizado no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões.
Desta vez, o grupo deve ser formado por três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — além do Banrisul. O novo empréstimo já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre, divulgadas no fim de agosto.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



