Vereador nega assédio, fala em ‘rejeição amorosa’ e aponta suposta articulação de adversário
Candidato a deputado estadual afirma que acusação surgiu após uma “rejeição amorosa” e cita imagens, boletim de ocorrência e relações políticas para contestar o caso
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O vereador de Sinop e candidato a deputado estadual Marcos Vinicius (PSDB) negou as acusações de assédio sexual feitas contra ele e afirmou que o episódio estaria sendo explorado politicamente durante a campanha eleitoral. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o tucano associou o caso a pessoas que, segundo ele, possuem vínculos com seu adversário na disputa pela Assembleia Legislativa, Sargento Casarin (Podemos).
Marcos sustenta que a denúncia teria sido motivada por uma suposta rejeição amorosa e contesta a versão apresentada pela mulher. Segundo o vereador, o episódio ganhou contornos políticos justamente na reta final da campanha, argumento que utilizou para levantar dúvidas sobre as circunstâncias em que as acusações vieram a público.
“A bandeira feminina está sendo banalizada por uma acusação falsa. Uma rejeição amorosa que feriu o ego de uma jovem e que transformou a frustração em falsas acusações”, declarou. A afirmação representa a versão do candidato sobre o caso e não afasta, por si só, as acusações apresentadas contra ele.
Vereador contesta relação profissional
Marcos também negou que a mulher tenha trabalhado em seu gabinete. No vídeo, afirmou que, depois de reatar um relacionamento, ela teria ido até a residência de sua namorada, realizado diversas ligações e se recusado a deixar o local.
De acordo com o candidato, terceiros precisaram intervir e o episódio acabou registrado em boletim de ocorrência, sendo posteriormente levado à Justiça. O vereador utiliza esse relato para sustentar sua versão sobre a relação mantida entre os dois.
Ao abordar o momento em que a denúncia surgiu, Marcos vinculou o caso diretamente ao calendário eleitoral e afirmou nunca ter enfrentado anteriormente acusação semelhante.
“Faltando 13 dias para uma campanha a qual eu venho liderando as pesquisas da minha cidade, surgem essas acusações. Coincidência ou articulação política?”, questionou.
Imagens de delegacia entram no embate
Para sustentar a hipótese de motivação política, Marcos apresentou imagens de câmeras de segurança de uma delegacia que, segundo ele, foram obtidas mediante autorização judicial.
O vereador afirma ter identificado nas gravações a mulher acompanhada de um homem que classificou como amigo pessoal e cabo eleitoral de Sargento Casarin. Ainda conforme a versão apresentada pelo tucano, o próprio candidato do Podemos também aparece nas imagens.
Marcos alegou ainda que Casarin teria divulgado acusações contra ele nas redes sociais antes mesmo do registro de um boletim de ocorrência relacionado ao episódio. Segundo o vereador, documentos levados à Justiça teriam apontado “indícios de possível desvio de finalidade” no uso de medida protetiva e da Lei Maria da Penha.
As afirmações são apresentadas pelo próprio candidato como elementos de sua defesa e de sua tese de articulação política.
Marcos cita jornalista, páginas e Prefeitura
No vídeo, o vereador ampliou as acusações e passou a relacionar diferentes pessoas e grupos que, segundo sua interpretação, estariam ligados à divulgação do caso.
Marcos mencionou o jornalista Kleber Romero, que, conforme afirmou, atua como diretor de jornalismo do SBT em Sinop. Também declarou que a esposa do jornalista trabalha na Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura e relacionou ambos ao prefeito Roberto Dorner.
O candidato citou ainda as páginas “Deixa Que Eu Te Conto” e “Curiti Mato Grosso”, apontadas por ele como responsáveis pela publicação de conteúdos relacionados ao episódio. Marcos afirmou já ter feito denúncias públicas contra responsáveis pelas páginas e disse que os perfis também divulgariam materiais relacionados à candidatura de Casarin.
Antiga denúncia contra Claudino é resgatada
Outro episódio utilizado por Marcos em sua argumentação envolve uma denúncia que ele afirma ter apresentado anteriormente a Sargento Casarin contra Vinícius Claudino.
No vídeo, o vereador reproduziu um áudio em que questiona Casarin sobre o encaminhamento do caso à Polícia Civil. Na gravação apresentada, o sargento responde que não teria encaminhado a denúncia por acreditar que ela não resultaria em providências.
Marcos afirmou que, posteriormente, o caso teria provocado medidas contra Claudino e que uma medida protetiva permaneceria vigente. O candidato utilizou o episódio para questionar a postura de Casarin, embora as declarações façam parte da argumentação construída pelo próprio vereador.
Candidato relaciona caso à atuação na Câmara
Marcos também associou o atual embate à sua atuação parlamentar. Ele afirmou ter denunciado recentemente uma servidora que, conforme informações apresentadas por ele, receberia cerca de R$ 10 mil dos cofres públicos sem comparecer regularmente à Prefeitura e utilizaria parte do horário de expediente para atividades pessoais.
O vereador relacionou o episódio a Ivan Schneider, apontado por ele como pessoa próxima à servidora. Marcos afirmou que Schneider é procurador e foi investigado na Operação Cartão Postal, relacionada a suspeitas de desvios na saúde de Sinop.
Segundo o candidato, ele esteve entre os responsáveis por protocolar, em 2023, um requerimento que deu origem a apurações no Legislativo municipal.
Ao concluir sua manifestação, Marcos citou outros conflitos enfrentados ao longo da trajetória política, incluindo uma tentativa de homicídio sofrida por ele.
“Falsas acusações, possível cassação, agressões e tentativas de homicídio. É, lutar contra o sistema nunca foi fácil. Mas eu não vou me recuar”, afirmou.
O vereador disse que pretende enfrentar as acusações por meio de documentos e medidas judiciais. Tanto a alegação de uma articulação eleitoral quanto as acusações dirigidas a terceiros são afirmações feitas por Marcos Vinicius em sua defesa e não são apresentadas, no material, como conclusões já comprovadas pelas autoridades.
Fonte Olhar Direto
Marcos sustenta que a denúncia teria sido motivada por uma suposta rejeição amorosa e contesta a versão apresentada pela mulher. Segundo o vereador, o episódio ganhou contornos políticos justamente na reta final da campanha, argumento que utilizou para levantar dúvidas sobre as circunstâncias em que as acusações vieram a público.
“A bandeira feminina está sendo banalizada por uma acusação falsa. Uma rejeição amorosa que feriu o ego de uma jovem e que transformou a frustração em falsas acusações”, declarou. A afirmação representa a versão do candidato sobre o caso e não afasta, por si só, as acusações apresentadas contra ele.
Vereador contesta relação profissional
Marcos também negou que a mulher tenha trabalhado em seu gabinete. No vídeo, afirmou que, depois de reatar um relacionamento, ela teria ido até a residência de sua namorada, realizado diversas ligações e se recusado a deixar o local.
De acordo com o candidato, terceiros precisaram intervir e o episódio acabou registrado em boletim de ocorrência, sendo posteriormente levado à Justiça. O vereador utiliza esse relato para sustentar sua versão sobre a relação mantida entre os dois.
Ao abordar o momento em que a denúncia surgiu, Marcos vinculou o caso diretamente ao calendário eleitoral e afirmou nunca ter enfrentado anteriormente acusação semelhante.
“Faltando 13 dias para uma campanha a qual eu venho liderando as pesquisas da minha cidade, surgem essas acusações. Coincidência ou articulação política?”, questionou.
Imagens de delegacia entram no embate
Para sustentar a hipótese de motivação política, Marcos apresentou imagens de câmeras de segurança de uma delegacia que, segundo ele, foram obtidas mediante autorização judicial.
O vereador afirma ter identificado nas gravações a mulher acompanhada de um homem que classificou como amigo pessoal e cabo eleitoral de Sargento Casarin. Ainda conforme a versão apresentada pelo tucano, o próprio candidato do Podemos também aparece nas imagens.
Marcos alegou ainda que Casarin teria divulgado acusações contra ele nas redes sociais antes mesmo do registro de um boletim de ocorrência relacionado ao episódio. Segundo o vereador, documentos levados à Justiça teriam apontado “indícios de possível desvio de finalidade” no uso de medida protetiva e da Lei Maria da Penha.
As afirmações são apresentadas pelo próprio candidato como elementos de sua defesa e de sua tese de articulação política.
Marcos cita jornalista, páginas e Prefeitura
No vídeo, o vereador ampliou as acusações e passou a relacionar diferentes pessoas e grupos que, segundo sua interpretação, estariam ligados à divulgação do caso.
Marcos mencionou o jornalista Kleber Romero, que, conforme afirmou, atua como diretor de jornalismo do SBT em Sinop. Também declarou que a esposa do jornalista trabalha na Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura e relacionou ambos ao prefeito Roberto Dorner.
O candidato citou ainda as páginas “Deixa Que Eu Te Conto” e “Curiti Mato Grosso”, apontadas por ele como responsáveis pela publicação de conteúdos relacionados ao episódio. Marcos afirmou já ter feito denúncias públicas contra responsáveis pelas páginas e disse que os perfis também divulgariam materiais relacionados à candidatura de Casarin.
Antiga denúncia contra Claudino é resgatada
Outro episódio utilizado por Marcos em sua argumentação envolve uma denúncia que ele afirma ter apresentado anteriormente a Sargento Casarin contra Vinícius Claudino.
No vídeo, o vereador reproduziu um áudio em que questiona Casarin sobre o encaminhamento do caso à Polícia Civil. Na gravação apresentada, o sargento responde que não teria encaminhado a denúncia por acreditar que ela não resultaria em providências.
Marcos afirmou que, posteriormente, o caso teria provocado medidas contra Claudino e que uma medida protetiva permaneceria vigente. O candidato utilizou o episódio para questionar a postura de Casarin, embora as declarações façam parte da argumentação construída pelo próprio vereador.
Candidato relaciona caso à atuação na Câmara
Marcos também associou o atual embate à sua atuação parlamentar. Ele afirmou ter denunciado recentemente uma servidora que, conforme informações apresentadas por ele, receberia cerca de R$ 10 mil dos cofres públicos sem comparecer regularmente à Prefeitura e utilizaria parte do horário de expediente para atividades pessoais.
O vereador relacionou o episódio a Ivan Schneider, apontado por ele como pessoa próxima à servidora. Marcos afirmou que Schneider é procurador e foi investigado na Operação Cartão Postal, relacionada a suspeitas de desvios na saúde de Sinop.
Segundo o candidato, ele esteve entre os responsáveis por protocolar, em 2023, um requerimento que deu origem a apurações no Legislativo municipal.
Ao concluir sua manifestação, Marcos citou outros conflitos enfrentados ao longo da trajetória política, incluindo uma tentativa de homicídio sofrida por ele.
“Falsas acusações, possível cassação, agressões e tentativas de homicídio. É, lutar contra o sistema nunca foi fácil. Mas eu não vou me recuar”, afirmou.
O vereador disse que pretende enfrentar as acusações por meio de documentos e medidas judiciais. Tanto a alegação de uma articulação eleitoral quanto as acusações dirigidas a terceiros são afirmações feitas por Marcos Vinicius em sua defesa e não são apresentadas, no material, como conclusões já comprovadas pelas autoridades.
Fonte Olhar Direto
Publicado originalmente em infoverus.com.br



