Zé Domingos articula reação e quer adiar eleição da AMM para restringir comando a prefeitos com mandato
Prefeito de Nobres critica mudanças no estatuto, questiona eleição em meio ao calendário eleitoral e admite disputar a presidência da entidade
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O prefeito de Nobres, Zé Domingos Fraga (União), articula com outros gestores municipais uma reação às recentes mudanças promovidas no estatuto da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O grupo defende o adiamento da eleição da entidade, marcada para 16 de setembro, e quer que a presidência fique restrita a prefeitos que estejam no exercício do mandato.
Domingos afirma que as alterações foram aprovadas com baixa participação dos gestores e classificou a mudança como uma “afronta” aos prefeitos de Mato Grosso. Ele também avalia entrar na disputa pelo comando da associação caso o grupo consiga formar uma chapa.
“Estou conversando com alguns prefeitos para que a gente possa devolver a AMM para os verdadeiros prefeitos, ou seja, prefeitos que têm mandato”, afirmou.
Segundo o prefeito, a alteração no estatuto ocorreu durante uma Assembleia Geral que contou com participação reduzida de gestores. Entre as mudanças aprovadas está a realização da eleição no último ano do mandato da diretoria em exercício. O período de gestão também foi ampliado de dois para três anos, com possibilidade de uma reeleição.
A principal discordância de Domingos, porém, está na possibilidade de um prefeito permanecer à frente da AMM mesmo depois de deixar o cargo no município. Para ele, a entidade deve ser comandada exclusivamente por gestores que estejam exercendo o mandato.
“É sabido por todos que foi feita a Assembleia Geral com uma participação muito pequena de prefeitos, onde anteciparam as eleições e alongaram também o perfil para o presidente dos próximos mandatos. Isso, para mim, é uma afronta ao estatuto, à associação dos prefeitos mato-grossenses”, comentou.
Presidente teria que continuar prefeito
Na avaliação de Zé Domingos, a permanência na presidência da AMM deveria estar diretamente vinculada ao exercício do cargo de prefeito. Caso o gestor deixe a prefeitura durante o período em que estiver à frente da associação, ele também deveria perder automaticamente a presidência.
“Daí, eu entendo que a AMM tem que ser gerida por prefeitos, até porque é uma entidade de prefeitos. Então, eu acho que as conversações estão andando, está indo muito bem, está fluindo e, se for à vontade da maioria dos prefeitos que nós estamos conversando, para que nós possamos devolver a AMM para prefeitos com mandato, com certeza nós enfrentaremos esses desafios”, disse.
A movimentação também abre a possibilidade de uma disputa pelo comando da entidade. Domingos afirma que ainda está conversando com outros prefeitos e que uma eventual candidatura dependerá da construção de um grupo que reúna apoio suficiente para questionar as regras atuais.
Crítica à atual gestão
A reação ocorre em meio à disputa política pela sucessão na AMM. A atual diretoria é ligada ao ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin (MDB), que deixou a presidência da entidade em março para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições deste ano.
Durante sua gestão, Bortolin promoveu alterações no estatuto e em regras administrativas da associação. Entre as mudanças estavam a retomada dos mandatos de dois anos, a retirada da remuneração do presidente e a exigência de que somente prefeitos em exercício tivessem direito a voto.
As regras foram novamente modificadas pela gestão de Hemerson Maninho. O mandato da diretoria voltou a ser de três anos, com possibilidade de uma reeleição, enquanto a eleição passou a ser prevista para o último ano da gestão em exercício.
Domingos contesta especialmente o calendário definido para a votação. Na avaliação dele, realizar a eleição em 16 de setembro, durante o período de preparação para as eleições gerais, pode dificultar a participação dos prefeitos e limitar o debate sobre a sucessão da entidade.
“Pena que está muito próximo. Quem sabe, através da manifestação que está havendo de prefeitos, que a gente possa postergar, aí sim, essa data das eleições, até porque marcaram justamente no momento em que se está discutindo eleições gerais, onde os prefeitos estão todos focados nas eleições gerais”, afirmou.
O prefeito também pediu que a atual direção considere adiar a eleição para ampliar o período de diálogo entre os gestores e permitir que outras alternativas sejam discutidas.
“Espero que tenha bom senso o atual gestor, que é nosso amigo, no sentido de postergar as eleições, até para que a gente possa conversar, dialogar, não só com a atual gestão, dialogar também com os prefeitos do Estado de Mato Grosso”, disse.
A articulação agora depende das conversas entre os prefeitos e da capacidade do grupo de reunir apoio para alterar o calendário eleitoral ou, caso a eleição seja mantida, lançar uma chapa para disputar o comando da AMM.
Domingos afirma que as alterações foram aprovadas com baixa participação dos gestores e classificou a mudança como uma “afronta” aos prefeitos de Mato Grosso. Ele também avalia entrar na disputa pelo comando da associação caso o grupo consiga formar uma chapa.
“Estou conversando com alguns prefeitos para que a gente possa devolver a AMM para os verdadeiros prefeitos, ou seja, prefeitos que têm mandato”, afirmou.
Segundo o prefeito, a alteração no estatuto ocorreu durante uma Assembleia Geral que contou com participação reduzida de gestores. Entre as mudanças aprovadas está a realização da eleição no último ano do mandato da diretoria em exercício. O período de gestão também foi ampliado de dois para três anos, com possibilidade de uma reeleição.
A principal discordância de Domingos, porém, está na possibilidade de um prefeito permanecer à frente da AMM mesmo depois de deixar o cargo no município. Para ele, a entidade deve ser comandada exclusivamente por gestores que estejam exercendo o mandato.
“É sabido por todos que foi feita a Assembleia Geral com uma participação muito pequena de prefeitos, onde anteciparam as eleições e alongaram também o perfil para o presidente dos próximos mandatos. Isso, para mim, é uma afronta ao estatuto, à associação dos prefeitos mato-grossenses”, comentou.
Presidente teria que continuar prefeito
Na avaliação de Zé Domingos, a permanência na presidência da AMM deveria estar diretamente vinculada ao exercício do cargo de prefeito. Caso o gestor deixe a prefeitura durante o período em que estiver à frente da associação, ele também deveria perder automaticamente a presidência.
“Daí, eu entendo que a AMM tem que ser gerida por prefeitos, até porque é uma entidade de prefeitos. Então, eu acho que as conversações estão andando, está indo muito bem, está fluindo e, se for à vontade da maioria dos prefeitos que nós estamos conversando, para que nós possamos devolver a AMM para prefeitos com mandato, com certeza nós enfrentaremos esses desafios”, disse.
A movimentação também abre a possibilidade de uma disputa pelo comando da entidade. Domingos afirma que ainda está conversando com outros prefeitos e que uma eventual candidatura dependerá da construção de um grupo que reúna apoio suficiente para questionar as regras atuais.
Crítica à atual gestão
A reação ocorre em meio à disputa política pela sucessão na AMM. A atual diretoria é ligada ao ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin (MDB), que deixou a presidência da entidade em março para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições deste ano.
Durante sua gestão, Bortolin promoveu alterações no estatuto e em regras administrativas da associação. Entre as mudanças estavam a retomada dos mandatos de dois anos, a retirada da remuneração do presidente e a exigência de que somente prefeitos em exercício tivessem direito a voto.
As regras foram novamente modificadas pela gestão de Hemerson Maninho. O mandato da diretoria voltou a ser de três anos, com possibilidade de uma reeleição, enquanto a eleição passou a ser prevista para o último ano da gestão em exercício.
Domingos contesta especialmente o calendário definido para a votação. Na avaliação dele, realizar a eleição em 16 de setembro, durante o período de preparação para as eleições gerais, pode dificultar a participação dos prefeitos e limitar o debate sobre a sucessão da entidade.
“Pena que está muito próximo. Quem sabe, através da manifestação que está havendo de prefeitos, que a gente possa postergar, aí sim, essa data das eleições, até porque marcaram justamente no momento em que se está discutindo eleições gerais, onde os prefeitos estão todos focados nas eleições gerais”, afirmou.
O prefeito também pediu que a atual direção considere adiar a eleição para ampliar o período de diálogo entre os gestores e permitir que outras alternativas sejam discutidas.
“Espero que tenha bom senso o atual gestor, que é nosso amigo, no sentido de postergar as eleições, até para que a gente possa conversar, dialogar, não só com a atual gestão, dialogar também com os prefeitos do Estado de Mato Grosso”, disse.
A articulação agora depende das conversas entre os prefeitos e da capacidade do grupo de reunir apoio para alterar o calendário eleitoral ou, caso a eleição seja mantida, lançar uma chapa para disputar o comando da AMM.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



