Delegado diz que Zampieri foi atraído por falso cliente e que morte foi planejada após disputa por fazenda de R$ 100 milhões
Nilson Farias afirmou que investigação apontou uso de falso cliente para atrair advogado e detalhou participação dos acusados no homicídio
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O delegado da Polícia Civil Nilson Farias afirmou nesta terça-feira (28), durante o julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, que a investigação apontou uma ação planejada para atrair a vítima antes do assassinato. Segundo ele, um dos envolvidos teria se passado por um falso comprador interessado na aquisição de uma fazenda em Mato Grosso para se aproximar do advogado.
Primeira testemunha ouvida pelo Tribunal do Júri, o delegado declarou que as provas reunidas indicam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
Durante o depoimento, Nilson Farias relatou que a família de Zampieri autorizou o acesso ao celular do advogado apenas alguns dias após o crime. Nas primeiras diligências, irmãos e sócios da vítima informaram à polícia uma situação considerada incomum envolvendo um suposto cliente interessado em comprar fazendas.
Segundo o delegado, Antonio Gomes da Silva teria ido diversas vezes ao escritório de Zampieri usando chapéu e bengala como forma de disfarce. Ele se apresentava como capelão e dizia representar um sobrinho que teria vendido uma propriedade no Texas e possuía cerca de R$ 200 milhões para investir na compra de uma fazenda em Mato Grosso.
"O que mais me intrigava é que ele se disfarçava, mas entregava o nome verdadeiro no escritório de Zampieri", afirmou Nilson Farias durante o julgamento.
De acordo com o delegado, a investigação identificou o hotel onde Antonio estava hospedado por meio do cruzamento de dados do CPF, aparelho celular e imagens de câmeras de segurança. As gravações, conforme o depoimento, registraram o acusado antes, durante e depois da execução.
As imagens também teriam mostrado Antonio junto de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e carregando uma caixa que, segundo a investigação, teria sido utilizada para evitar que os estojos das munições ficassem no local do crime.
"O objeto acabou sendo descartado próximo ao local do homicídio", disse o delegado.
Nilson Farias afirmou ainda que a arma usada no assassinato pertencia a Hedilerson e que o exame de balística confirmou a compatibilidade entre o armamento e os projéteis encontrados no corpo de Zampieri.
"Não há dúvidas de que a arma de Hedilerson foi a utilizada para matar Zampieri", afirmou.
Conforme o depoimento, Hedilerson teria enviado a arma pela Polícia Federal informando que viajaria para Cuiabá para participar de um curso de tiro esportivo. Ao chegar à capital, ele teria retirado o armamento.
Ainda segundo o delegado, Antonio confessou ter executado o homicídio e relatou a participação de Hedilerson, que teria feito a ligação entre ele e Etevaldo Luiz Cacadini Devargas. Conforme a investigação, Cacadini teria contratado o serviço utilizando a expressão "serviço de obra", que seria um código para a execução do crime.
As investigações também identificaram que os envolvidos utilizavam codinomes relacionados à construção civil, como "engenheiro", "empreiteiro" e "mestre de obras".
Disputa por fazenda
Durante o julgamento, Nilson Farias afirmou que a apuração encontrou indícios de que o assassinato teria relação com uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
Segundo ele, a análise de dados telefônicos e do sistema Hermes apontou que, após o crime, Cacadini entrou em contato com Aníbal Manoel Laurindo. A partir dessas informações, a polícia identificou o processo envolvendo a propriedade rural.
O delegado afirmou que, em 9 de outubro, data em que Zampieri protocolou um pedido para apresentação de provas na ação judicial relacionada à fazenda, foram encontrados registros no celular de Cacadini de pesquisas sobre o endereço do escritório do advogado.
"Foi nesse dia que foi o estopim de tudo. Quando Zampieri entra com o pedido de apresentação de provas, Aníbal percebe que isso poderia trazer problemas e começa a organizar o homicídio", declarou.
Ainda conforme o depoimento, no dia da execução Cacadini teria telefonado para Antonio e, depois, para Aníbal. No celular do coronel reformado, a polícia também encontrou fotos da cena do crime, imagens do corpo de Zampieri e documentos relacionados ao processo da disputa pela fazenda.
Grupo C4
O delegado também afirmou que, após o assassinato, os investigados continuaram trocando mensagens sobre o crime, que teria sido tratado como a "primeira missão".
Segundo Nilson Farias, os acusados fariam parte do grupo denominado C4 — sigla para "Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos" —, descrito pela investigação como uma organização de orientação político-ideológica de extrema direita.
O delegado relatou ainda que, durante buscas no escritório de Cacadini, foram apreendidas passagens aéreas para Cuiabá, documentos relacionados ao caso Zampieri e materiais ligados ao grupo.
"Concluímos que era uma base para organização de práticas espúrias, um escritório de pistolagem para homicídios", afirmou Nilson Farias ao Conselho de Sentença.
Primeira testemunha ouvida pelo Tribunal do Júri, o delegado declarou que as provas reunidas indicam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
Durante o depoimento, Nilson Farias relatou que a família de Zampieri autorizou o acesso ao celular do advogado apenas alguns dias após o crime. Nas primeiras diligências, irmãos e sócios da vítima informaram à polícia uma situação considerada incomum envolvendo um suposto cliente interessado em comprar fazendas.
Segundo o delegado, Antonio Gomes da Silva teria ido diversas vezes ao escritório de Zampieri usando chapéu e bengala como forma de disfarce. Ele se apresentava como capelão e dizia representar um sobrinho que teria vendido uma propriedade no Texas e possuía cerca de R$ 200 milhões para investir na compra de uma fazenda em Mato Grosso.
"O que mais me intrigava é que ele se disfarçava, mas entregava o nome verdadeiro no escritório de Zampieri", afirmou Nilson Farias durante o julgamento.
De acordo com o delegado, a investigação identificou o hotel onde Antonio estava hospedado por meio do cruzamento de dados do CPF, aparelho celular e imagens de câmeras de segurança. As gravações, conforme o depoimento, registraram o acusado antes, durante e depois da execução.
As imagens também teriam mostrado Antonio junto de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e carregando uma caixa que, segundo a investigação, teria sido utilizada para evitar que os estojos das munições ficassem no local do crime.
"O objeto acabou sendo descartado próximo ao local do homicídio", disse o delegado.
Nilson Farias afirmou ainda que a arma usada no assassinato pertencia a Hedilerson e que o exame de balística confirmou a compatibilidade entre o armamento e os projéteis encontrados no corpo de Zampieri.
"Não há dúvidas de que a arma de Hedilerson foi a utilizada para matar Zampieri", afirmou.
Conforme o depoimento, Hedilerson teria enviado a arma pela Polícia Federal informando que viajaria para Cuiabá para participar de um curso de tiro esportivo. Ao chegar à capital, ele teria retirado o armamento.
Ainda segundo o delegado, Antonio confessou ter executado o homicídio e relatou a participação de Hedilerson, que teria feito a ligação entre ele e Etevaldo Luiz Cacadini Devargas. Conforme a investigação, Cacadini teria contratado o serviço utilizando a expressão "serviço de obra", que seria um código para a execução do crime.
As investigações também identificaram que os envolvidos utilizavam codinomes relacionados à construção civil, como "engenheiro", "empreiteiro" e "mestre de obras".
Disputa por fazenda
Durante o julgamento, Nilson Farias afirmou que a apuração encontrou indícios de que o assassinato teria relação com uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
Segundo ele, a análise de dados telefônicos e do sistema Hermes apontou que, após o crime, Cacadini entrou em contato com Aníbal Manoel Laurindo. A partir dessas informações, a polícia identificou o processo envolvendo a propriedade rural.
O delegado afirmou que, em 9 de outubro, data em que Zampieri protocolou um pedido para apresentação de provas na ação judicial relacionada à fazenda, foram encontrados registros no celular de Cacadini de pesquisas sobre o endereço do escritório do advogado.
"Foi nesse dia que foi o estopim de tudo. Quando Zampieri entra com o pedido de apresentação de provas, Aníbal percebe que isso poderia trazer problemas e começa a organizar o homicídio", declarou.
Ainda conforme o depoimento, no dia da execução Cacadini teria telefonado para Antonio e, depois, para Aníbal. No celular do coronel reformado, a polícia também encontrou fotos da cena do crime, imagens do corpo de Zampieri e documentos relacionados ao processo da disputa pela fazenda.
Grupo C4
O delegado também afirmou que, após o assassinato, os investigados continuaram trocando mensagens sobre o crime, que teria sido tratado como a "primeira missão".
Segundo Nilson Farias, os acusados fariam parte do grupo denominado C4 — sigla para "Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos" —, descrito pela investigação como uma organização de orientação político-ideológica de extrema direita.
O delegado relatou ainda que, durante buscas no escritório de Cacadini, foram apreendidas passagens aéreas para Cuiabá, documentos relacionados ao caso Zampieri e materiais ligados ao grupo.
"Concluímos que era uma base para organização de práticas espúrias, um escritório de pistolagem para homicídios", afirmou Nilson Farias ao Conselho de Sentença.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



