Uma traição, um preso e quatro afastados: denúncia anônima de esposa leva PF ao coração do TCE-MT
Investigação da Polícia Federal apura suspeitas de pagamentos ilegais, irregularidades em contratos e possível desvio de recursos

Uma denúncia apresentada de forma anônima ao Ministério Público teria dado origem às apurações que culminaram na Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (29), no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Segundo o relato divulgado pelo portal Enotório, a denúncia teria sido feita pela esposa de um dos conselheiros após descobrir que uma mulher apontada como amante do marido trabalhava no gabinete dele.
A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e atingiu integrantes da cúpula do Tribunal. A ação resultou na prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, e no afastamento cautelar dos conselheiros Guilherme Antônio Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Carvalho de Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais federais recolheram dinheiro em espécie, relógios, vinhos e veículos de luxo.
Investigação apura pagamentos ilegais e contratos
De acordo com a decisão do ministro Og Fernandes, do STJ, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades em contratos administrativos, pagamentos não oficiais a conselheiros e servidores e eventual desvio de dinheiro público.
A decisão menciona valores que ultrapassam dezenas de milhões de reais em créditos sob investigação. Os montantes levantados também chamam a atenção pela diferença em relação aos valores oficiais registrados no Portal da Transparência.
Operação atingiu cúpula do Tribunal
A ação mobilizou mais de 180 policiais federais e cumpriu medidas cautelares contra integrantes e ex-integrantes do TCE-MT. A prisão preventiva de Sérgio Ricardo e os afastamentos determinados pela Justiça integram as medidas adotadas no âmbito da investigação.
As suspeitas ainda estão em fase de apuração. Os investigados não foram condenados e têm direito à presunção de inocência.
Fonte: Portal Enotório — www.enotorio.com.br
Publicado originalmente em infoverus.com.br



