'Advogado Ostentação" tem escritório em MT e emitiu R$ 37,8 milhões em notas para empresa fantasma
Nelson Wilians, alvo da Operação Arena, apresentou 15 notas fiscais para a PixStar, sediada em Curaçao e apontada pelos investigadores como fictícia
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O advogado Nelson Wilians foi alvo da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), em uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e exploração de apostas esportivas. Segundo a investigação, o escritório comandado por Wilians emitiu R$ 37,824 milhões em notas fiscais para a PixStar, empresa sediada em Curaçao que os investigadores apontam como fictícia.
A Polícia Federal localizou 15 notas fiscais emitidas pelo escritório. Os documentos, conforme a investigação, não detalhavam concretamente quais serviços teriam sido prestados para justificar os valores milionários.
Para os investigadores, as notas teriam sido utilizadas conforme surgia a necessidade de justificar a chegada dos recursos ao Brasil e de “formar caixa”. A suspeita é de que a documentação tenha servido para dar aparência de legalidade a valores relacionados ao esquema investigado.
A PixStar aparece no centro da apuração por supostamente ter sido utilizada como uma empresa de fachada para sustentar a versão de que as apostas esportivas eram realizadas fora do Brasil antes da regulamentação da atividade no país.
Empresa de Curaçao no centro da operação
A principal empresa investigada é a PixBet, companhia paraibana do setor de apostas. A PF identificou pagamentos entre a PixBet e a PixStar e passou a investigar a utilização da empresa sediada em Curaçao na movimentação dos recursos.
Segundo os investigadores, a PixStar teria funcionado como um “ardil” para sustentar operações financeiras relacionadas às apostas e permitir a circulação de valores entre o exterior e o Brasil.
Nesse contexto, as notas fiscais emitidas pelo escritório de Nelson Wilians teriam registrado os pagamentos como serviços advocatícios. A ausência de descrição concreta das atividades prestadas, porém, passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.
A defesa de Wilians afirmou que a relação do escritório com a PixBet é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços de advocacia. O advogado Santiago Schunck declarou que a atuação dos profissionais não se confunde com as atividades empresariais dos clientes e repudiou a associação entre os advogados e as condutas atribuídas às empresas investigadas.
PF mira patrimônio de até R$ 1,1 bilhão
A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Além das buscas, a decisão determinou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
A investigação busca identificar o caminho percorrido pelos recursos e verificar se empresas e pessoas físicas foram utilizadas para ocultar patrimônio, realizar operações no exterior e posteriormente inserir o dinheiro no sistema financeiro brasileiro com aparência de legalidade.
Escritório mantém atuação em Mato Grosso
O grupo Nelson Wilians também possui escritório em Mato Grosso, com atuação em Cuiabá. A banca mantém presença no Estado dentro de sua estrutura nacional de advocacia empresarial.
Wilians comanda um dos maiores escritórios de advocacia empresarial do país e possui mais de 1,4 milhão de seguidores em uma rede social. A exposição pública do advogado também é marcada pela ostentação de bens e de um estilo de vida luxuoso.
O advogado já havia entrado no radar de outras investigações. Em setembro do ano passado, foi alvo de uma apuração da Polícia Federal relacionada a suspeitas de fraudes e desvios no INSS.
Em 15 de julho, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo também realizou buscas em escritório ligado ao grupo econômico de Wilians durante uma investigação sobre créditos falsos de ICMS. Na ocasião, foram abertas 874 Ordens de Serviço Fiscal para analisar cerca de 9.960 lançamentos suspeitos, envolvendo mais de 850 empresas.
Agora, na Operação Arena, o foco está nos R$ 37,8 milhões em notas emitidas para uma empresa que a PF considera fictícia e no papel que esses documentos teriam desempenhado na movimentação financeira investigada.
A investigação ainda deverá esclarecer se os serviços descritos nas notas fiscais foram efetivamente prestados e qual teria sido a participação de cada investigado no suposto esquema.
A Polícia Federal localizou 15 notas fiscais emitidas pelo escritório. Os documentos, conforme a investigação, não detalhavam concretamente quais serviços teriam sido prestados para justificar os valores milionários.
Para os investigadores, as notas teriam sido utilizadas conforme surgia a necessidade de justificar a chegada dos recursos ao Brasil e de “formar caixa”. A suspeita é de que a documentação tenha servido para dar aparência de legalidade a valores relacionados ao esquema investigado.
A PixStar aparece no centro da apuração por supostamente ter sido utilizada como uma empresa de fachada para sustentar a versão de que as apostas esportivas eram realizadas fora do Brasil antes da regulamentação da atividade no país.
Empresa de Curaçao no centro da operação
A principal empresa investigada é a PixBet, companhia paraibana do setor de apostas. A PF identificou pagamentos entre a PixBet e a PixStar e passou a investigar a utilização da empresa sediada em Curaçao na movimentação dos recursos.
Segundo os investigadores, a PixStar teria funcionado como um “ardil” para sustentar operações financeiras relacionadas às apostas e permitir a circulação de valores entre o exterior e o Brasil.
Nesse contexto, as notas fiscais emitidas pelo escritório de Nelson Wilians teriam registrado os pagamentos como serviços advocatícios. A ausência de descrição concreta das atividades prestadas, porém, passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.
A defesa de Wilians afirmou que a relação do escritório com a PixBet é “estritamente profissional” e decorre da prestação de serviços de advocacia. O advogado Santiago Schunck declarou que a atuação dos profissionais não se confunde com as atividades empresariais dos clientes e repudiou a associação entre os advogados e as condutas atribuídas às empresas investigadas.
PF mira patrimônio de até R$ 1,1 bilhão
A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Além das buscas, a decisão determinou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
A investigação busca identificar o caminho percorrido pelos recursos e verificar se empresas e pessoas físicas foram utilizadas para ocultar patrimônio, realizar operações no exterior e posteriormente inserir o dinheiro no sistema financeiro brasileiro com aparência de legalidade.
Escritório mantém atuação em Mato Grosso
O grupo Nelson Wilians também possui escritório em Mato Grosso, com atuação em Cuiabá. A banca mantém presença no Estado dentro de sua estrutura nacional de advocacia empresarial.
Wilians comanda um dos maiores escritórios de advocacia empresarial do país e possui mais de 1,4 milhão de seguidores em uma rede social. A exposição pública do advogado também é marcada pela ostentação de bens e de um estilo de vida luxuoso.
O advogado já havia entrado no radar de outras investigações. Em setembro do ano passado, foi alvo de uma apuração da Polícia Federal relacionada a suspeitas de fraudes e desvios no INSS.
Em 15 de julho, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo também realizou buscas em escritório ligado ao grupo econômico de Wilians durante uma investigação sobre créditos falsos de ICMS. Na ocasião, foram abertas 874 Ordens de Serviço Fiscal para analisar cerca de 9.960 lançamentos suspeitos, envolvendo mais de 850 empresas.
Agora, na Operação Arena, o foco está nos R$ 37,8 milhões em notas emitidas para uma empresa que a PF considera fictícia e no papel que esses documentos teriam desempenhado na movimentação financeira investigada.
A investigação ainda deverá esclarecer se os serviços descritos nas notas fiscais foram efetivamente prestados e qual teria sido a participação de cada investigado no suposto esquema.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



