Flávio Bolsonaro tem 48,8% e Lula, 45,9%, aponta pesquisa Alfa Inteligência
Diferença de 2,9 pontos mantém candidatos em empate técnico; corrupção é o tema mais citado pelos eleitores como influência na escolha para presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa da Alfa Inteligência divulgada nesta terça-feira (20). O levantamento aponta 48,8% das intenções de voto para o candidato do PL e 45,9% para o petista. Apesar da diferença de 2,9 pontos percentuais, o instituto considera o resultado um empate técnico, já que a margem de erro é de 1,9 ponto percentual para mais ou para menos.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio registra 51,5%, enquanto Lula aparece com 48,5%. Outros 3,5% dos entrevistados afirmam que não votarão em nenhum dos dois candidatos ou que escolherão branco ou nulo. Já 1,8% não souberam responder ou não deram uma resposta.
Na consulta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos participantes, a vantagem numérica do senador também aparece. Flávio soma 47% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
A distribuição regional mostra que o presidente lidera apenas no Nordeste, onde tem 62% das intenções de voto, ante 34% do adversário. Flávio aparece à frente no Centro-Oeste, com 61% contra 37%; no Sudeste, com 54% a 41%; no Sul, com 52% a 41%; e no Norte, com 50% a 45%.
O levantamento também aponta uma redução na rejeição ao senador. Em julho, 59% dos entrevistados afirmavam que não votariam nele de jeito nenhum. Agora, esse percentual caiu para 45%. No caso de Lula, a variação foi menor: a rejeição passou de 48% para 46% no mesmo período.
A corrupção aparece como o principal tema que influencia a escolha para presidente, citada por 29% dos entrevistados. O custo de vida ocupa a segunda posição, com 21%, seguido por educação, com 16%; segurança pública, com 14%; emprego, com 8%; e saúde, com 6%.
A importância de cada assunto varia conforme a região e a preferência eleitoral. No Norte, a corrupção é mencionada por 40% dos participantes. No Nordeste, o custo de vida aparece em primeiro lugar, com 26%, à frente da corrupção, citada por 23%. Já no Centro-Oeste, a segurança pública ocupa a segunda posição entre os temas mais relevantes, com 19%.
A diferença também aparece entre os grupos de eleitores. Entre aqueles que declaram voto em Flávio Bolsonaro, 34% apontam a corrupção como o principal fator de influência. Entre os apoiadores de Lula, o percentual é de 26%.
Na avaliação do governo federal, 50% desaprovam a maneira como Lula governa, enquanto 46% aprovam. Os índices permanecem próximos aos registrados em julho, quando a desaprovação era de 51% e a aprovação, de 47%.
A avaliação geral da administração também apresenta variações em relação ao levantamento anterior. Atualmente, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, ante 39% em julho. A parcela que considera a gestão ruim ou péssima caiu de 46% para 43%. Outros 22% avaliam o governo como regular.
Sobre os rumos do país, 45% dos entrevistados consideram que o Brasil está no caminho errado, enquanto 37% acreditam que segue na direção certa. Em relação às perspectivas para o futuro, 45% se dizem otimistas e 41% afirmam estar pessimistas.
A pesquisa da Alfa Inteligência ouviu pessoalmente 2.700 eleitores com 16 anos ou mais nas cinco regiões brasileiras, entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00820/2026.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



