Rosana Martinelli volta ao PL após apoiar Pivetta contra Wellington Fagundes
Ex-prefeita de Sinop deixou o partido para disputar vaga de deputada federal pelo MDB, mas ficou fora da eleição após o fracasso da chapa; segunda suplente de Wellington, fez campanha para o adversário do senador.

A ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli volta ao Partido Liberal (PL) depois de uma trajetória de mudanças políticas durante as eleições de 2026. Segunda suplente do senador Wellington Fagundes, ela deixou a legenda para tentar uma vaga de deputada federal pelo MDB, ficou fora da disputa após o partido não conseguir formar sua chapa e acabou participando da campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário de Wellington na eleição para governador de Mato Grosso.
A saída do PL ocorreu em abril, com o aval de dirigentes da própria legenda. No MDB, presidido em Mato Grosso pela deputada estadual Janaina Riva, Rosana pretendia disputar uma das oito cadeiras do estado na Câmara dos Deputados.
O projeto terminou em agosto, quando o MDB decidiu não lançar candidatos a deputado federal. Rosana responsabilizou a direção partidária pelo fracasso da composição e manifestou publicamente sua decepção.
“Eu não desisti. Quem não fez a chapa foi o partido. Eles me obrigaram a adiar esse sonho, mas não destruíram o nosso projeto”, declarou na ocasião.
Poucos dias depois, a ex-prefeita se aproximou de Pivetta. O governador confirmou o entendimento político e anunciou que Rosana passaria a trabalhar em seu grupo. Em setembro, ela declarou abertamente apoio à reeleição do republicano, contrariando a candidatura de Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.
O apoio não ficou restrito aos bastidores. Em 1º de outubro, Rosana participou de uma caminhada eleitoral em Sinop ao lado de Pivetta e do então candidato ao Senado José Medeiros (PL). Durante o ato, pediu votos para o governador e defendeu a continuidade de sua administração.
Pivetta venceu a eleição em primeiro turno, em 4 de outubro, com 60,77% dos votos válidos. Wellington terminou em segundo lugar, com 23,19%.
O retorno de Rosana ao PL ocorre, portanto, depois de ela ter trabalhado pela vitória do adversário do senador de quem continua sendo segunda suplente. Em 2024, a ex-prefeita chegou a exercer temporariamente o mandato no Senado Federal durante uma licença de Wellington.
A mudança partidária abre uma nova etapa na trajetória política de Rosana, mas também deixa uma questão em aberto: como ficará sua relação com Wellington Fagundes dentro do PL após os dois terem seguido caminhos opostos na disputa pelo governo estadual?
Até o momento, não há confirmação pública de uma reconciliação política entre os dois nem de qual espaço Rosana deverá ocupar na organização partidária.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



