PF deflagra Operação Arena e mira 'advogado ostentação' Nelson Wilians por suspeita de lavar R$ 1 bilhão com bets
PF apura suspeita de sonegação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligada a apostas e jogos de azar; 17 mandados são cumpridos em cinco estados
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Arena para investigar um grupo empresarial suspeito de movimentar cerca de R$ 1 bilhão por meio de estruturas societárias e financeiras no Brasil e no exterior. Entre os alvos está o advogado Nelson Wilians, cuja mansão, em São Paulo, foi alvo de buscas. A investigação apura suspeitas de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar.
A operação também mira a empresa paraibana Pixbet. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Paraíba, e a Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão, segundo a Polícia Federal.
A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Conforme as autoridades, o grupo teria utilizado uma estrutura financeira e societária complexa, com empresas mantidas no Brasil e no exterior, para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos.
Segundo a Receita Federal, a estrutura internacional teria sido usada para simular que as atividades eram conduzidas fora do país. Na prática, porém, a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, no Brasil.
As empresas constituídas no exterior também teriam servido para justificar remessas internacionais de valores elevados. A Receita aponta que as atividades econômicas declaradas seriam incompatíveis com o volume de recursos movimentados.
A investigação ainda identificou o uso de empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras. De acordo com as autoridades, esses mecanismos teriam sido empregados para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem e destinação.
Os investigadores também suspeitam que o grupo tenha omitido rendimentos e utilizado as estruturas empresariais para reduzir ou evitar ilegalmente a tributação sobre as atividades. Segundo a Receita Federal, as operações investigadas ocorreram antes da regulamentação das apostas e dos jogos de azar no país.
Nelson Wilians, dono de um grande escritório de advocacia, está entre os alvos da Operação Arena. Ele ganhou notoriedade nas redes sociais por publicar imagens de uma rotina de luxo, com registros de mansão, avião, carros de alto valor e viagens.
O advogado já havia sido alvo de outra operação em 15 de julho, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). Na ocasião, ele era investigado por suposta participação em um esquema envolvendo escritórios de advocacia e consultorias que ofereciam a empresas paulistas créditos tributários com deságio, apresentados como supostos “planejamentos tributários” e como se tivessem sido regularmente autorizados pelo Fisco.
Na época, a defesa de Nelson Wilians afirmou que recebeu a operação com “serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.
Em setembro do ano passado, a casa e o escritório do advogado também foram alvos de mandados da PF na Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto, que investigava um esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Nelson Wilians também é citado em investigação relacionada à Fraude do INSS.
No âmbito da Operação Arena, os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A operação também mira a empresa paraibana Pixbet. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Paraíba, e a Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão, segundo a Polícia Federal.
A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Conforme as autoridades, o grupo teria utilizado uma estrutura financeira e societária complexa, com empresas mantidas no Brasil e no exterior, para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos.
Segundo a Receita Federal, a estrutura internacional teria sido usada para simular que as atividades eram conduzidas fora do país. Na prática, porém, a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, no Brasil.
As empresas constituídas no exterior também teriam servido para justificar remessas internacionais de valores elevados. A Receita aponta que as atividades econômicas declaradas seriam incompatíveis com o volume de recursos movimentados.
A investigação ainda identificou o uso de empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras. De acordo com as autoridades, esses mecanismos teriam sido empregados para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem e destinação.
Os investigadores também suspeitam que o grupo tenha omitido rendimentos e utilizado as estruturas empresariais para reduzir ou evitar ilegalmente a tributação sobre as atividades. Segundo a Receita Federal, as operações investigadas ocorreram antes da regulamentação das apostas e dos jogos de azar no país.
Nelson Wilians, dono de um grande escritório de advocacia, está entre os alvos da Operação Arena. Ele ganhou notoriedade nas redes sociais por publicar imagens de uma rotina de luxo, com registros de mansão, avião, carros de alto valor e viagens.
O advogado já havia sido alvo de outra operação em 15 de julho, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). Na ocasião, ele era investigado por suposta participação em um esquema envolvendo escritórios de advocacia e consultorias que ofereciam a empresas paulistas créditos tributários com deságio, apresentados como supostos “planejamentos tributários” e como se tivessem sido regularmente autorizados pelo Fisco.
Na época, a defesa de Nelson Wilians afirmou que recebeu a operação com “serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.
Em setembro do ano passado, a casa e o escritório do advogado também foram alvos de mandados da PF na Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto, que investigava um esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Nelson Wilians também é citado em investigação relacionada à Fraude do INSS.
No âmbito da Operação Arena, os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



