Podemos decide hoje entre Pivetta, Wellington Fagundes ou lançamento de candidatura própria
Partido comandado por Max Russi realiza convenção nesta terça-feira (4) em meio a negociações sobre espaço na chapa governista
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O Podemos chega ao penúltimo dia das convenções partidárias ainda sem definir qual caminho seguirá na eleição de Mato Grosso. Comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o partido avalia apoiar a candidatura à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), se aproximar do projeto de Wellington Fagundes (PL) ou lançar um nome próprio ao Governo do Estado.
A convenção está marcada para começar às 12h desta terça-feira (4) e deve terminar às 17h. Antes do encontro, Max mantém conversas com integrantes do partido e dirigentes de outras siglas na tentativa de definir a estratégia eleitoral.
A escolha do Podemos tem peso no cenário estadual porque a legenda possui bancada na Assembleia Legislativa, além de prefeitos e estrutura municipal. O apoio do partido pode fortalecer uma das duas candidaturas, enquanto uma chapa própria tende a aumentar a divisão na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Negociação por espaço na chapa de Pivetta
O Podemos esteve próximo de formalizar apoio à reeleição de Pivetta e chegou a apresentar dois nomes para ocupar a vice-governadoria: o empresário Elson Ramos e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira.
Elson chegou a participar de uma reunião no Palácio Paiaguás, mas a proposta apresentada ao partido foi a segunda suplência de Mauro Mendes (União) na disputa pelo Senado. A outra vaga oferecida ao Podemos foi a primeira suplência de Margareth Buzetti (PP), destinada ao empresário Paulo Lucion.
As duas posições garantiriam ao partido participação nas chapas ao Senado, mas não atenderiam à principal reivindicação do grupo liderado por Max Russi, que era indicar o vice de Pivetta.
Na noite de segunda-feira, o jornal A Gazeta informou que Max teria sido surpreendido pela possibilidade de o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo (União) ocupar a vice de Pivetta. Diante desse cenário, o presidente da Assembleia passou a considerar o lançamento de uma candidatura própria ao Governo.
A composição, porém, mudou novamente. O escolhido para a vice-governadoria foi o deputado federal Fábio Garcia (União). Com a definição, o espaço permaneceu com o grupo de Mauro Mendes, reduzindo as possibilidades de o Podemos entrar na chapa governista com uma posição de maior destaque.
Três alternativas estão na mesa
Nos bastidores, três possibilidades são discutidas antes da convenção.
A primeira é uma nova negociação com Pivetta. Nesse cenário, Max aceitaria as vagas de suplência oferecidas ao partido, mesmo sem conseguir indicar o vice e sem acomodar todos os nomes apresentados inicialmente pelo Podemos.
Outra possibilidade é lançar uma candidatura própria ao Governo apenas como estratégia para dar mais liberdade aos candidatos da chapa proporcional. Com um nome ao Palácio Paiaguás, os candidatos a deputado estadual e federal poderiam negociar apoios individuais com os postulantes à eleição majoritária, sem atrelar toda a legenda a Pivetta ou Wellington.
O terceiro caminho seria transformar a candidatura própria em uma disputa efetiva pelo Governo do Estado. Nesse cenário, a entrada de outro nome identificado com a direita poderia dividir votos principalmente de Wellington Fagundes e, como consequência, favorecer Pivetta.
Essa possibilidade, no entanto, é uma avaliação feita por lideranças políticas sobre os possíveis efeitos eleitorais de uma candidatura do Podemos e não representa um acordo declarado entre o partido e o Palácio Paiaguás.
A convenção desta terça-feira deverá definir se uma eventual candidatura própria será utilizada como projeto eleitoral, como mecanismo para dar autonomia aos candidatos proporcionais ou como última tentativa de Max Russi para ampliar o espaço oferecido ao Podemos pelo grupo governista.
A convenção está marcada para começar às 12h desta terça-feira (4) e deve terminar às 17h. Antes do encontro, Max mantém conversas com integrantes do partido e dirigentes de outras siglas na tentativa de definir a estratégia eleitoral.
A escolha do Podemos tem peso no cenário estadual porque a legenda possui bancada na Assembleia Legislativa, além de prefeitos e estrutura municipal. O apoio do partido pode fortalecer uma das duas candidaturas, enquanto uma chapa própria tende a aumentar a divisão na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Negociação por espaço na chapa de Pivetta
O Podemos esteve próximo de formalizar apoio à reeleição de Pivetta e chegou a apresentar dois nomes para ocupar a vice-governadoria: o empresário Elson Ramos e a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira.
Elson chegou a participar de uma reunião no Palácio Paiaguás, mas a proposta apresentada ao partido foi a segunda suplência de Mauro Mendes (União) na disputa pelo Senado. A outra vaga oferecida ao Podemos foi a primeira suplência de Margareth Buzetti (PP), destinada ao empresário Paulo Lucion.
As duas posições garantiriam ao partido participação nas chapas ao Senado, mas não atenderiam à principal reivindicação do grupo liderado por Max Russi, que era indicar o vice de Pivetta.
Na noite de segunda-feira, o jornal A Gazeta informou que Max teria sido surpreendido pela possibilidade de o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo (União) ocupar a vice de Pivetta. Diante desse cenário, o presidente da Assembleia passou a considerar o lançamento de uma candidatura própria ao Governo.
A composição, porém, mudou novamente. O escolhido para a vice-governadoria foi o deputado federal Fábio Garcia (União). Com a definição, o espaço permaneceu com o grupo de Mauro Mendes, reduzindo as possibilidades de o Podemos entrar na chapa governista com uma posição de maior destaque.
Três alternativas estão na mesa
Nos bastidores, três possibilidades são discutidas antes da convenção.
A primeira é uma nova negociação com Pivetta. Nesse cenário, Max aceitaria as vagas de suplência oferecidas ao partido, mesmo sem conseguir indicar o vice e sem acomodar todos os nomes apresentados inicialmente pelo Podemos.
Outra possibilidade é lançar uma candidatura própria ao Governo apenas como estratégia para dar mais liberdade aos candidatos da chapa proporcional. Com um nome ao Palácio Paiaguás, os candidatos a deputado estadual e federal poderiam negociar apoios individuais com os postulantes à eleição majoritária, sem atrelar toda a legenda a Pivetta ou Wellington.
O terceiro caminho seria transformar a candidatura própria em uma disputa efetiva pelo Governo do Estado. Nesse cenário, a entrada de outro nome identificado com a direita poderia dividir votos principalmente de Wellington Fagundes e, como consequência, favorecer Pivetta.
Essa possibilidade, no entanto, é uma avaliação feita por lideranças políticas sobre os possíveis efeitos eleitorais de uma candidatura do Podemos e não representa um acordo declarado entre o partido e o Palácio Paiaguás.
A convenção desta terça-feira deverá definir se uma eventual candidatura própria será utilizada como projeto eleitoral, como mecanismo para dar autonomia aos candidatos proporcionais ou como última tentativa de Max Russi para ampliar o espaço oferecido ao Podemos pelo grupo governista.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



