Zanin autoriza investigação contra segundo ministro do STJ por venda de sentenças
Marco Buzzi é o segundo integrante do Superior Tribunal de Justiça a ser alvo de inquérito no Supremo sobre o caso; investigação tramita sob sigilo
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais. A apuração tramita sob sigilo.
Esta é a segunda investigação autorizada pelo STF envolvendo integrantes do STJ. Além de Buzzi, Zanin também determinou a abertura de inquérito contra o ministro Moura Ribeiro, que já era citado nas investigações iniciadas em 2024 sobre o suposto esquema.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas pela Folha de S.Paulo, a apuração sobre Marco Buzzi também envolve suspeitas relacionadas a um familiar do magistrado.
Em nota, Buzzi afirmou que "não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares" e disse que desconhece a existência de investigação em seu nome.
Relatórios anteriores da Polícia Federal mencionaram a advogada Catarina Buzzi, filha do ministro. No ano passado, investigadores defenderam o aprofundamento das apurações sobre a relação dela com um empresário suspeito de negociar decisões judiciais. Posteriormente, um novo relatório, elaborado por outro delegado, concluiu que não havia indícios contra a advogada.
A defesa de Catarina Buzzi negou qualquer envolvimento. "São descabidas as tentativas de associar a advogada Catarina Buzzi a supostas irregularidades em decisões judiciais", afirmou o advogado João Pedro Mello. Segundo ele, "Relatório da Polícia Federal, já divulgado por jornais, afasta, de forma categórica, a hipótese de qualquer relação da advogada com venda de sentença". O defensor acrescentou que "a repetição de informações antigas e já rejeitadas pelas próprias autoridades da investigação não tem sustentação fática ou jurídica".
Além dessa investigação, Marco Buzzi também responde a um processo disciplinar no STJ após ser acusado de importunação sexual e assédio por duas denunciantes. O ministro está afastado da Corte desde 10 de fevereiro, quando solicitou licença de 90 dias para tratamento psiquiátrico e ajustes na medicação. Ele nega todas as acusações e, na ocasião do afastamento, sua defesa afirmou que o magistrado "não cometeu qualquer ato impróprio" e que isso será demonstrado durante a tramitação do procedimento.
O outro ministro investigado, Moura Ribeiro, é apontado nas investigações por decisões que teriam ligação com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de movimentações financeiras envolvendo um ex-servidor que trabalhou em seu gabinete em 2019 e deixou o tribunal em 2021.
Por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro informou que "desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido". Em nota, acrescentou que "o servidor citado pelo jornal atuou como 'assistente de plenário' de 30/01/2019 a 16/06/2019, tendo antes trabalhado em outro gabinete, e foi exonerado da função após atuação irregular, a pedido do próprio ministro".
O magistrado também afirmou que, após mais de quatro décadas na magistratura, possui uma trajetória ilibada e que "são completamente improcedentes quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos".
Esta é a segunda investigação autorizada pelo STF envolvendo integrantes do STJ. Além de Buzzi, Zanin também determinou a abertura de inquérito contra o ministro Moura Ribeiro, que já era citado nas investigações iniciadas em 2024 sobre o suposto esquema.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas pela Folha de S.Paulo, a apuração sobre Marco Buzzi também envolve suspeitas relacionadas a um familiar do magistrado.
Em nota, Buzzi afirmou que "não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares" e disse que desconhece a existência de investigação em seu nome.
Relatórios anteriores da Polícia Federal mencionaram a advogada Catarina Buzzi, filha do ministro. No ano passado, investigadores defenderam o aprofundamento das apurações sobre a relação dela com um empresário suspeito de negociar decisões judiciais. Posteriormente, um novo relatório, elaborado por outro delegado, concluiu que não havia indícios contra a advogada.
A defesa de Catarina Buzzi negou qualquer envolvimento. "São descabidas as tentativas de associar a advogada Catarina Buzzi a supostas irregularidades em decisões judiciais", afirmou o advogado João Pedro Mello. Segundo ele, "Relatório da Polícia Federal, já divulgado por jornais, afasta, de forma categórica, a hipótese de qualquer relação da advogada com venda de sentença". O defensor acrescentou que "a repetição de informações antigas e já rejeitadas pelas próprias autoridades da investigação não tem sustentação fática ou jurídica".
Além dessa investigação, Marco Buzzi também responde a um processo disciplinar no STJ após ser acusado de importunação sexual e assédio por duas denunciantes. O ministro está afastado da Corte desde 10 de fevereiro, quando solicitou licença de 90 dias para tratamento psiquiátrico e ajustes na medicação. Ele nega todas as acusações e, na ocasião do afastamento, sua defesa afirmou que o magistrado "não cometeu qualquer ato impróprio" e que isso será demonstrado durante a tramitação do procedimento.
O outro ministro investigado, Moura Ribeiro, é apontado nas investigações por decisões que teriam ligação com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de movimentações financeiras envolvendo um ex-servidor que trabalhou em seu gabinete em 2019 e deixou o tribunal em 2021.
Por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro informou que "desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido". Em nota, acrescentou que "o servidor citado pelo jornal atuou como 'assistente de plenário' de 30/01/2019 a 16/06/2019, tendo antes trabalhado em outro gabinete, e foi exonerado da função após atuação irregular, a pedido do próprio ministro".
O magistrado também afirmou que, após mais de quatro décadas na magistratura, possui uma trajetória ilibada e que "são completamente improcedentes quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos".
Publicado originalmente em infoverus.com.br



